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L'Atelier de Joel Robuchon

 
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Autor Mensagem
Spice Girl



Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006
Mensagens: 6060
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Ter Ago 18, 2009 11:39 pm    Assunto: L'Atelier de Joel Robuchon Responder com Citação

Pois a primeira semana deste mês foi uma semana de primeiras vezes. Uma outra foi o L'Atelier de Joel Robuchon, em Londres.

Não marquei, aparecei e tive lugar, mas estava quase cheio. Devo dizer que prefiro mil vezes comer a uma mesa do que ao balcão. Lá também há mesas, mas estando sózinha e tendo em conta a disponbilidade de lugares, comi ao balcão.

O serviço assim, assim. Simpáticos, mas não muito eficientes. Sobretudo se tivermos em conta que tem 2 estrelas.
E às vezes uma "familiaridade" excessiva. A empregada perguntou-me de onde era, não sei se é relevante, mas tudo bem. Disse-me as palavras que sabia em português: "Tudo bem?" podia ser mais grave... Perguntei-lhe de onde era e ela disse-me "De Paris. Uma cidade muito, muito aborrecida." Não é grave, mas disse-me bem mais do que eu queria saber.

Fui ao almoço e o menu do almoço custava:
2 pratos - 19£
3 pratos - 25£

Não foi o que comi, mas foi o que os meus vizinhos do lado comeram e portanto vi. Pareceu-me simpático, mas nada de especial. Mas comeram os dois entrada e prato e uma garrafa de vinho inteira por cerca de 70 £. (A proximidade também me permitiu ver a conta)

Eu escolhi os pratos pequenos, disseram-me que escolhesse três, vi vários que gostaria. Decidi por um que tinha o famoso puré e mais dois. Verifiquei depois que os três estão incluídos no menu de degustação (Menu decouvert).

E assim foi:

LA NOIX DE SAINT-JACQUES poêlée au fregola avec une émulsion coraline (Seared scallop fregola with lobster foam)


LE FOIE GRAS de canard chaud, rhubarbe confite à la grenadine (Hot foie gras with confit rhubarb)


LA CAILLE au foie gras et caramélisée avec une pomme purée truffée (Free range quail stuffed with foie gras and truffled mashed potatoes)

(Vinha mais puré do que o que estava no prato)

Para sobremesa
LA PERLE DE CHOU au praliné noisette, crème madame à la vanille de Tahiti (Chou pastry with praline hazelnuts, Tahiti vanilla cream)


Não sei se há razão para tudo o que tem sido dito sobre o puré de batata (a avaliar pelo que comi). Não sei se há razão para tanto... mas tenho que reconhecer que era muito bom.
O pão excelente, mesmo muito bom. Tudo tecnicamente perfeito. Uma óptima refeição.

Mas... há muitas vezes que saio de um restaurante com pena de ter acabado, ou com vontade de voltar no dia seguinte. Ali não. Era tudo muito perto da perfeição, mas não me emocionou. Se calhar as histórias que me contavam não são as que me interessam mais. Era tudo muito certinho, muito perfeito, mas não me dava margem para sonhar. Os sabores complexos, mas muito fortes e intensos. Eu gosto de mais mistério e subtileza. Há obviamente uma busca da perfeição, mas do meu ponto de vista, falta irreverência.
Em resumo excelente, mas não é a cozinha que me emociona.

O espaço... já disse que balcão não faz parte das minha predilecções, nem aquele tipo de serviço, nem a decoração do espaço, mas isso são gostos pessoais e nada têm a ver com a comida.
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joaosa



Registrado: Terça-Feira, 16 de Outubro de 2007
Mensagens: 86

MensagemEnviada: Qua Ago 19, 2009 12:33 am    Assunto: Responder com Citação

cara paulina preciso de discordar consigo.
Fui ao jantar e comi 2 das pequenas entradas um prato de peixe uma carne (devo confessar que oferta do chef) e uma sobremesa.
Gostei de tudo, sem dúvida extremamente clássico mas perfeitamente executado e isso é o que falta por vezes em portugal, outra coisa que notei foi o profissionalismo que se trabalha naquela casa bem como a exigencia em ser tudo igual todos os dias (ex: um cozinheiro empratou um prato o chef olhou e nem precisou dizer nada, imediatamente foi retirado e empratado novamente, estes pequenos promenores dão estrelas....)
A carta de sobremesas é muito boa , um suflé que na segunda colher ainda estava intacto do outro lado, gelados prefeitos decoração muito boa.
O restaurante em decoração (em baixo e em cima) é muito giro a meu ver. Quanto a comer ao balcão é um habito que se perdeu e que acho engraçado comermos num 2 estrelas ao balcão com um serviço que achei muito bom, o de vinhos por ex: fizeram-me duas perguntas e encontraram precisamente aquilo que eu gostava e de acordo com o menu escolhido.
Só não gostei de uma coisa, entra-se no restaurante e estamos em frança fala-se "franglês"o que é de certo modo estranho.
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Spice Girl



Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006
Mensagens: 6060
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Ago 19, 2009 12:50 am    Assunto: Responder com Citação

João

Concordo consigo em quase tudo. De facto no mais importante. Eu disse que estava tudo perfeito. Disse que tinha sido uma excelente refeição.
Apenas não me emociona. O que nos emociona podem ser coisas diferentes da perfeição.
Claro que gostei, claro que voltarei quando der. Claro que era muito bom. Sem dúvida nenhuma.
Mas, para mim (e acho que deixei claro que era para mim) falta-lhe uma subtileza de que gosto muito. E uma "história" que me emocione.

Quanto ao espaço e decoração, são gostos pessoais. Não é mau, mas não tem a ver com o que gosto.

Comer ao balcão até pode ser engraçado, mas eu não gosto muito. Mas ali a diferença de nível entre a zona onde comemos e o topo do balcão torna o serviço complicado. A proximidade dos vizinhos é demasiada, e ainda mais para um 2 estrelas, para ser confortável. O vizinho três ou 4 lugares à frente até ouviu o "tudo bem", viu que era portuguesa e me disse que era autor de uma grande obra sobre os descobrimentos portugueses.

Não me atrai estar a comer uma refeição destas ao balcão. Embora repita eventualmente, mas que ache interessante, não acho.

Quanto à língua... pois eu já não sabia bem onde estava e misturava francês com inglês.
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paixaodasilva



Registrado: Sábado, 17 de Mai de 2008
Mensagens: 553
Localização: a bela Lisboa

MensagemEnviada: Qua Ago 19, 2009 1:21 am    Assunto: Responder com Citação

joaosa escreveu:

sem dúvida extremamente clássico mas perfeitamente executado e isso é o que falta por vezes em portugal, outra coisa que notei foi o profissionalismo que se trabalha naquela casa bem como a exigencia em ser tudo igual todos os dias (ex: um cozinheiro empratou um prato o chef olhou e nem precisou dizer nada, imediatamente foi retirado e empratado novamente, estes pequenos promenores dão estrelas....)


Subscrevo e assino por baixo, muitas vezes fala-se o porquê de Portugal não ter mais estrelas, ai está a resposta, conheço por dentro da cozinha 3 estrelados Portugeses, Villa Joya, Fortaleza e Eleven e posso dizer que nesses restaurantes esse rigor existe, conheço também mais umas 20 cozinhas, algumas delas já faladas como possiveis estrelas onde esse rigor é nulo, da mesma maneira que o João captou esses promenores, os inspectores também captam!
Em Portugal, arrisco dizer, que à no máximo 10 cozinhas (falo de média/ alta cozinha) onde o rigor existe (e já estou a ser amigo), em França (e "exportações", como é este o caso) nem deve haver nenhuma onde ele não exista.
A cozinha não é só (ou não é nada) o que aparece nas revistas..

Cumprimentos
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Muitos têm jeito para fazer comida, mas poucos têm a sensibilidade de cozinhar.

"Alguns cozinheiros que se tornam célebres, esquecem-se do mais importante... trata-se apenas de cozinhar." Antoine Westermann
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filipeandrato



Registrado: Quinta-Feira, 11 de Mai de 2006
Mensagens: 52

MensagemEnviada: Qua Ago 19, 2009 2:55 am    Assunto: Responder com Citação

[quote="paixaodasilva"]
joaosa escreveu:

sem dúvida extremamente clássico mas perfeitamente executado e isso é o que falta por vezes em portugal, outra coisa que notei foi o profissionalismo que se trabalha naquela casa bem como a exigencia em ser tudo igual todos os dias (ex: um cozinheiro empratou um prato o chef olhou e nem precisou dizer nada, imediatamente foi retirado e empratado novamente, estes pequenos promenores dão estrelas....)


Eu, acerca desse assunto concordo um pouco mas é o seguinte: o chef não faz estrelas sozinho, há sempre e haverá sempre uma brigada de grandes profissionais.
Já tenho alguma experiência profissional na área das estrelas e digo que ja vi e passei por situações piores, em comparação ao exemplo dado anteriormente.
mesmo quando era commis e quando já era chef mesmo e digo que muitas das vezes as avaliações dos inspectores saiem com um resultado muito duvidoso que tive um chef, mas um grande chef mesmo e que um dia que veio a portugal fazer a sua visita regular disse algo do género: O villa joya, unico em portugal tomamos uma refeição ao nível de 3 estrelas e bem superior em comparação a restaurantes de 3 em paris mas com qualidade bem inferior.
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Paulo Rodrigues



Registrado: Terça-Feira, 18 de Janeiro de 2005
Mensagens: 2585

MensagemEnviada: Ter Ago 25, 2009 10:02 pm    Assunto: Responder com Citação

Paulina.

Eu desta vez, concordo com o João e com o Paixão. Very Happy

Todas as refeições que fiz nos "Atelier's" do Robuchom, foram todas muito boas.
Destaco principalmente o sabor da comida. Tudo o que comi era muito saboroso, e as técnicas perfeitas ( cozeduras, texturas, conjugação de sabores).
Quanto ao puré, dosto muito, mas já comi outros igualmente bons.
Quando vou ao L'Atelier é quase uma certeza comer bem, por isso nunca fico surpreendido........
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Spice Girl



Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006
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MensagemEnviada: Qua Ago 26, 2009 1:01 am    Assunto: Responder com Citação

Paulo Rodrigues escreveu:
Paulina.

Eu desta vez, concordo com o João e com o Paixão. Very Happy

Todas as refeições que fiz nos "Atelier's" do Robuchom, foram todas muito boas.
Destaco principalmente o sabor da comida. Tudo o que comi era muito saboroso, e as técnicas perfeitas ( cozeduras, texturas, conjugação de sabores).
Quanto ao puré, dosto muito, mas já comi outros igualmente bons.
Quando vou ao L'Atelier é quase uma certeza comer bem, por isso nunca fico surpreendido........


Paulo

Mas eu concordo com tudo o que disseste. Como disse no post que pus, tudo tecnicamente perfeito. Termino até dizendo que foi uma refeição excelente. Nisso nem ponho dúvidas. Mas... não é o tipo de cozinha que me emocione. Apenas isso.
Se voltaria? Sempre. Se gostei do que comi? Muito.
Mas... falta-lhe algo que, a mim pessoalmente, me provoca uma série de emoções que fazem a diferença. O que não quer dizer que o mesmo aconteça com outras pessoas. Esta parte é mais pessoal e subjectiva e não tem sequer a ver com a perfeição técnica.
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bbe



Registrado: Quarta-Feira, 3 de Janeiro de 2007
Mensagens: 642

MensagemEnviada: Qua Ago 26, 2009 1:47 am    Assunto: Responder com Citação

Boas Paulina, espero que o aniversário tenha corrido bem.
Eu entendo aquilo que a Paulina quer dizer, penso que se está a referir ao mesmo tipo de sensações que referiu quando foi ao Tavares ainda no período do Chef Philippe, onde a Paulina disse que tecnicamente estava muito boa a refeição mas faltava-lhe alma.
Parece-me que a Paulina gosta de mais arrojo, menos perfeição mais surpresa e mais inovação, estarei certo?
A minha pergunta é a seguinte:
Tendo a Paulina muito mais experiência do que eu nestas coisas da gastronomia, e sendo estes dois cozinheiros (Chef Philippe e Chef Joel) de origem/formação francesa, acha que isto é uma característica comum a este tipo de cozinha/formação? Onde a técnica é perfeita, mas muitas vezes "o sentido de humor" é posto de lado, encarando portanto a cozinha e a experiência do cliente como algo muito mais rígido, sem espaço para grandes manobras?
(Espero ter-me feito entender, é que o avançado da hora Às vezes tem destas coisas).
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Cumprimentos:
BBE
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Spice Girl



Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006
Mensagens: 6060
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MensagemEnviada: Dom Out 11, 2009 3:50 pm    Assunto: Responder com Citação

bbe escreveu:
Boas Paulina, espero que o aniversário tenha corrido bem.
Eu entendo aquilo que a Paulina quer dizer, penso que se está a referir ao mesmo tipo de sensações que referiu quando foi ao Tavares ainda no período do Chef Philippe, onde a Paulina disse que tecnicamente estava muito boa a refeição mas faltava-lhe alma.
Parece-me que a Paulina gosta de mais arrojo, menos perfeição mais surpresa e mais inovação, estarei certo?

Depende da situação. O que gosto depende de muitas coisas. Posso gostar de uma comida tradicional, bem executada, porque me traz conforto, porque me traz memórias do passado. Porque reflecte a vida e cultura de um povo e eu quero senti-la ou conhecê-la (está tudo, tudo lá...).
Gosto que noutras situações reflicta o precurso de quem a cozinha, a sua personalidade. Obviamente que a empatia será maior com umas pessoas do que com outras. Portanto a empatia com a história que uma me conta será maior que a empatia com a história que outra me conta num prato. Isto independentemente de os conhecer. Por exemplo, pouco sei do Anthony Flinn, e ainda menos sabia antes de ir ao restaurante dele em Leeds, e a empatia foi imediata. Alguns pratos divertiram-me imenso. Gostei das histórias que me contavam, dos sabores... tudo tinha a ver comigo.
Isto independentemente do rigor técnico. O rigor técnico é objectivo. A empatia e o gosto pessoal são subjectivos.

Citação:
A minha pergunta é a seguinte:
Tendo a Paulina muito mais experiência do que eu nestas coisas da gastronomia, e sendo estes dois cozinheiros (Chef Philippe e Chef Joel) de origem/formação francesa, acha que isto é uma característica comum a este tipo de cozinha/formação? Onde a técnica é perfeita, mas muitas vezes "o sentido de humor" é posto de lado, encarando portanto a cozinha e a experiência do cliente como algo muito mais rígido, sem espaço para grandes manobras?

Acho que depende essencialmente da personalidade de cada um, do seu percurso de vida.
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Spice Girl



Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006
Mensagens: 6060
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MensagemEnviada: Ter Mar 02, 2010 3:19 pm    Assunto: Responder com Citação

Um dos participantes deste forum disse-me no jantar da Nova Critica que tinha estado no L'Atelier, em Londres, e tinha percebido o que eu dizia, que teve uma sensação idêntica.

Tenho andado a pensar nisso, no facto de uma comida tecnicamente perfeita não me emocionar.

Neste processo fui ao site do Joel Robuchon, dar uma vista de olhos. Vi fotos dos L'Atelier de Hong Kong, Las Vegas, Londres, Paris, Tóquio, Nova Iorque. Podiam ter ido a um apenas tirar fotos, porque sem fazer o jogo do "Descubra as diferenças", eu não encontro nenhuma, excepto no de Nova Iorque.

Pensei nas refeições que me marcaram mais. O Chefe em geral estava, a dimensão dos restaurantes era relativamente reduzida, a atenção que me era dada e a forma como as coisas me eram postas em frente revela cuidado e valoriza a comida. Sentia-se a personalidade de quem estava ali a dois passos.

Acho que 6 restaurantes, todos iguais não podem transmitir tudo isto. A perfeição técnica pode ser grande. Mas como diz o Hervé This, a comida é técnica, arte e amor. E estas últimas componentes, em espcial a última , serão possíveis quando se exporta um conceito? Acho que não. Que é isso que falta ali, que faz com que não se sinta grande emoção.

A técnica perfeita será o fundamental? Ou as imperfeições, as angústias, as estórias, a atenção que nos dão e à forma como nos sentimos... não serão o mais importante.

Em cima digo que comer refeições destas ao balcão não me entusiasma. Hoje diria as coisas de uma forma diferente. Diria apenas que ali não havia nenhuma mais valia de ser ao balcão. Comi ao balcão recentemente no Koy Shunka, como disse no tópico. Uma experiência de que gostei muito. E tenho bem presente a forma como o "meu cozinheiro" parava uns segundos enquanto eu comia as primeiras garfadas, olhava para ver a expressão. Sorria quando percebia que me tinha agradado, perguntava... Se tanta interacção nalgumas situações pode até incomodar, ali não, foi parte da experiência.


Comer é complicado!
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