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Spice Girl

Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006 Mensagens: 6059 Localização: Lisboa
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Enviada: Ter Fev 23, 2010 2:01 am Assunto: Koy Shunka e Shunka |
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Na minha recente visita a Barcelona, tinha escolhido ir também um dia ao restaurante Koy Shunka, um restaurante japonês no Bairro Gótico.
O Chefe Hideki Matsushisha tinha aberto há uns anos o restaurante Shunka, também no Bairro Gótico, um restaurante mais simples, recentemente abriu o Koy Shunka , com uma comida mais elaborada e um ambiente mais sofisticado e em que há uma utilização de ingredientes da Catalunha, tratados com as técnicas da cozinha japonesa.
Tinha lido que era muito bom e até coisas como “Koy Shunka in Barcelona is claimed to be one of the best Japanese restaurants outside of Japan”. Nunca fui ao Japão, os restaurantes japoneses a que fui eram relativamente normais e, apesar ou talvez devidos a altas expectativas, o UMU um restaurante japonês em Londres com 1 estrela Michelin não me deixou particularmente encantada.
Neste fiquei. Adorei o ambiente, adorei a comida. Não sei se é um dos melhores fora do Japão, sei que gostei muito e para mim é suficiente.
O restaurante, que soube depois tem cerca de 65 lugares, abre ao domingo. Não tinha marcado e resolvi aparecer relativamente cedo para o almoço. Disseram-me que estava cheio com as marcações. Marquei para o jantar. No balcão, o menu de degustação (65 euros).
O balcão, com cerca de 27 lugares, é em volta da cozinha. Lá dentro estão 10 cozinheiros que nos vão preparando o jantar.
Entre eles o Hideki Matsushisha
Junto ao balcão há alguns cozinheiros que conversam muito connosco. Um deles, o "nosso cozinheiro" dá-nos particular atenção. Um ambiente muito giro, riem, conversam muito, explicam tudo. Vão-se ouvindo as conversas com os vizinhos. Foi assim que fiquei a saber que a minha vizinha do lado era a mulher do dono de um restaurante em Roses de que o Ferran Adria fala muito e estava ali com a irmã, que mais ao lado estava uma americana que trabalhava na Suíça e mais à frente 2 italianos…
O serviço impecável. Quando é necessário está um empregado atrás de nós para receber o que o cozinheiro dá e nos pôr à frente. Tudo muito eficiente de discreto. Todos os empregados, quer na cozinha, quer a servir, eram orientais.
Só um detalhe, junto a cada lugar há uma tacinha pequena que tem dentro uma coisa que parece um comprimido com cerca de 1,5 a 2 cm de diâmetro. Depois de me sentar, sem me ter apercebido de que algo tivesse ocorrido, olhei de novo e não estava lá o “comprimido”, mas uma toalha para limpar as mãos. Não fotografei, mas houve quem filmasse, e assim pude ver o que lá me passou despercebido:
http://www.flickr.com/photos/encantadisimo/2988868955/in/set-72157608536914674/
Quanto à comida, comecei com o aperitivo:
Quando abri as conchas descobri que a ostra não era bem ostra, mas sabia a ela. Achei que não me estava a enganar com a vieira - eu estava a vê-la.
Enganei-me… a “vieira” era de facto nabo, cozinhado com um caldo com uma forte componente de umami. “Esculpido” para parecer uma vieira, e servido com um molho de foie gras.
A seguir o “meu cozinheiro” riu e disse-me e agora aqui tem o café, e puseram-me isto à frente:
De facto, era uma sopa de miso com uma espuma de limão e no fundo 1 berbigão com um fortíssimo e fresquíssimo sabor a mar.
Seguiu-se uma tempura muito leve de Kokotxas de merluza (bochechas de pescada, acho) e de shiso (uma planta japonesa). Muito suave.
E depois vieira e percebes com uma gelatina de vieira e algas da Galiza. Suave e subtil, muito sabor a mar, algum contraste de texturas, sobretudo porque as algas também tinham diversas texturas, umas rijas, outras mais suaves…
E os sabores começaram a tornar-se mais fortes com os “langostinos y espardenyes a la piedra” com uma divertida e bonita espetada de ervilhas.
Que tínhamos que virar para acabar de cozinhar e eram extremamente saborosos
O prato seguinte “fideos japoneses somen em caldo de ibérico” tinha um aspecto muito simples, mas era um concentrado de sabores. Brilhante! Extremamente saboroso e muito complexo.
Consistia de um caldo de porco ibérico, com porco ibérico grelhado no carvão para ficar levemente fumado, massa japonesa somen, cebolinho e uns fios com aspecto de açafrão, mas que de facto era um pimentão levemente picante em fios finíssimos desidratados.
Na altura não tinha reparado como grelhavam, durante o resto da refeição fui vendo. Um cilindro na bancada de onde de tempos a tempos, quando necessário, saía um chama altíssima e fortíssima, o que se pretendia grelhar era passado por cima dessa chama por uns brevíssimos segundos. Ficava com as pontas levemente tostadas e com um sabor fumado.
Ainda eu estava a recuperar do aparentemente inócuo caldinho, quando me serviram o sashimi:
Toro em fatias e em tártaro, atum, lula, ouriço do mar e trufa negra.
Muito, muito bom!
Seguiu-se o “toro tataki, salmonete e pulpito com salsa de ciruela japonesa” (tanto o toro como o salmonete foram grelhados no grelhador da chama) o prato ainda incluía um troço de calçot (uma espécie de alho francês da Catalunha) envolvido em carvão de calçot.
A combinação dos sabores fumados dos grelhados com o sabor adocicado e frutado do molho de ameixa e ainda um outro molho salgado de miso era muito agradável.
Chegou então a hora do sushi, feito um a um, pelo “nosso cozinheiro”, que nos punha à frente e esperava que comêssemos (aproveitei por esclarecer umas dúvidas sobre a forma mais correcta de os comer). O primeiro era de toro grelhado, esqueci-me da foto, mas em contrapartida tenho a do “meu cozinheiro” a fazê-lo. O wasabi era fresco e foi ralado ali à minha frente, nunca tinha visto.
Seguiu-se:
horse mackerel (não sei traduzir)
Salmão grelhado (quase cru, mas com um sabor fumado)
Lula, também grelhada
Finalmente, estes bichinhos, que ainda vi vivos e agitados:
O corpo levemente grelhado, mas com um distinto sabor a fumado e a cabeça com o interior desfiado
E depois desta refeição quase perfeita, a sobremesa foi uma desilusão…
Bolo de chocolate, gelado de iogurte aromatizado com yuzu e morangos. Não que não estivesse bom, mas eu preferia uma sobremesa mais japonesa, algo diferente e mais coerente com o que me tinha sido servido.
Um excelente jantar… quando voltar a Barcelona vou de certeza de novo ao Koy Shunka. Contudo a melhor refeição do fim de semana ainda estava para vir… _________________ "Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal
Editado pela última vez por Spice Girl em Qui Jan 27, 2011 9:49 pm, num total de 1 vez |
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CP
Registrado: Terça-Feira, 25 de Agosto de 2009 Mensagens: 264 Localização: Lisboa
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Enviada: Ter Fev 23, 2010 11:05 pm Assunto: |
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Pelas fotografias e comentários, um restaurante japonês que vale mesmo a pena visitar !!!! Já estou a preparar a minha lista de restaurantes para a próxima visita a Barcelona.  _________________ Carlos Alexandre
"As convicções são inimigos da verdade bem mais perigosos que as mentiras. " - Friedrich Nietzsche |
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jpdonga

Registrado: Sexta-Feira, 4 de Janeiro de 2008 Mensagens: 46 Localização: Vila Nova de Gaia
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Enviada: Ter Fev 23, 2010 11:19 pm Assunto: Restaurante em Roses |
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O restaurante em Roses é o Can Rafa e foi um dos locais onde comi melhor peixe e marisco até hoje.
Fiquei muito curioso com aquela folha que acompanha a "vieira". O ano passado no El Bulli comi um prato que era precisamente uma folha idêntica com um vinagre e que quando se comia sabia exactamente a uma ostra. Será igual ?
João Donga |
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Spice Girl

Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006 Mensagens: 6059 Localização: Lisboa
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Enviada: Qua Fev 24, 2010 2:25 am Assunto: |
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| CP escreveu: | Pelas fotografias e comentários, um restaurante japonês que vale mesmo a pena visitar !!!! Já estou a preparar a minha lista de restaurantes para a próxima visita a Barcelona.  |
A tarefa difícil é escolher...  _________________ "Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal |
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Spice Girl

Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006 Mensagens: 6059 Localização: Lisboa
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Enviada: Qua Fev 24, 2010 2:37 am Assunto: Re: Restaurante em Roses |
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| jpdonga escreveu: | O restaurante em Roses é o Can Rafa e foi um dos locais onde comi melhor peixe e marisco até hoje.
Fiquei muito curioso com aquela folha que acompanha a "vieira". O ano passado no El Bulli comi um prato que era precisamente uma folha idêntica com um vinagre e que quando se comia sabia exactamente a uma ostra. Será igual ?
João Donga |
É o Can Rafa sim. Pelo que percebi são clientes assíduos do Koy Shunka.
A folha é a mesma que serviam no El Bulli, também comi lá. Chama-se folha de ostra (oyster leaf). Penso que o Luís Baena também serve por vezes no Manifesto, o Chapim referiu-as na descrição de um jantar recente lá. _________________ "Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal |
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Spice Girl

Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006 Mensagens: 6059 Localização: Lisboa
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Enviada: Qui Jan 27, 2011 9:48 pm Assunto: |
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Há cerca um ano fui a Koi Shunka, seguramente, e de longe, a melhor refeição de comida japonesa que tive. Voltei a Barcelona e tinha uma enorme vontade de lá voltar... por todas as razões e... mais uma...
Mas não voltei. Quando tentei ir estava cheio. E assim estava também nas refeições seguintes em que eu poderia ir.
Fui ao que de mais perto havia (literalmente - em termos de localização e de "dono") - o Shunka.
O Shunka foi o primeiro restaurante do Hideki Matsushisha. Teve um grande sucesso e na sequência disso ele abriu o Koi Shunka. Dois restaurantes muito diferentes em termos de espaço, de conceito e da experiência que proporcionam. Dois restaurantes muito bons.
O Shunka não tem o espaço e decoração do Koi Shunka, é um restaurante simples. Tivemos a enorme sorte de conseguir lugares na barra. De costas para a sala, portanto só viamos mesmo a azáfama da cozinha. Um espaço pequeno e simples, mas estar ali deu outra componente à refeição.
E fomos comendo e pedindo... o sashimi do chefe, com componentes menos comuns nestas coisas - por exemplo de lingueirão; o sushi do chefe, toro com folha de wasabi ( não sabia que se comia a folha e que era de certa forma semelhante à raiz e gostei muito), yakitoris, tempura...
Não é o mesmo (é o que se paga em cada local...) mas foi uma excelente refeição. _________________ "Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal |
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mlino
Registrado: Sexta-Feira, 14 de Janeiro de 2011 Mensagens: 8
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Enviada: Sex Jan 28, 2011 6:28 pm Assunto: Re: Koy Shunka e Shunka |
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| Spice Girl escreveu: | Na minha recente visita a Barcelona, tinha escolhido ir também um dia ao restaurante Koy Shunka, um restaurante japonês no Bairro Gótico.
O Chefe Hideki Matsushisha tinha aberto há uns anos o restaurante Shunka, também no Bairro Gótico, um restaurante mais simples, recentemente abriu o Koy Shunka , com uma comida mais elaborada e um ambiente mais sofisticado e em que há uma utilização de ingredientes da Catalunha, tratados com as técnicas da cozinha japonesa.
Tinha lido que era muito bom e até coisas como “Koy Shunka in Barcelona is claimed to be one of the best Japanese restaurants outside of Japan”. Nunca fui ao Japão, os restaurantes japoneses a que fui eram relativamente normais e, apesar ou talvez devidos a altas expectativas, o UMU um restaurante japonês em Londres com 1 estrela Michelin não me deixou particularmente encantada.
Neste fiquei. Adorei o ambiente, adorei a comida. Não sei se é um dos melhores fora do Japão, sei que gostei muito e para mim é suficiente.
O restaurante, que soube depois tem cerca de 65 lugares, abre ao domingo. Não tinha marcado e resolvi aparecer relativamente cedo para o almoço. Disseram-me que estava cheio com as marcações. Marquei para o jantar. No balcão, o menu de degustação (65 euros).
O balcão, com cerca de 27 lugares, é em volta da cozinha. Lá dentro estão 10 cozinheiros que nos vão preparando o jantar.
Entre eles o Hideki Matsushisha
Junto ao balcão há alguns cozinheiros que conversam muito connosco. Um deles, o "nosso cozinheiro" dá-nos particular atenção. Um ambiente muito giro, riem, conversam muito, explicam tudo. Vão-se ouvindo as conversas com os vizinhos. Foi assim que fiquei a saber que a minha vizinha do lado era a mulher do dono de um restaurante em Roses de que o Ferran Adria fala muito e estava ali com a irmã, que mais ao lado estava uma americana que trabalhava na Suíça e mais à frente 2 italianos…
O serviço impecável. Quando é necessário está um empregado atrás de nós para receber o que o cozinheiro dá e nos pôr à frente. Tudo muito eficiente de discreto. Todos os empregados, quer na cozinha, quer a servir, eram orientais.
Só um detalhe, junto a cada lugar há uma tacinha pequena que tem dentro uma coisa que parece um comprimido com cerca de 1,5 a 2 cm de diâmetro. Depois de me sentar, sem me ter apercebido de que algo tivesse ocorrido, olhei de novo e não estava lá o “comprimido”, mas uma toalha para limpar as mãos. Não fotografei, mas houve quem filmasse, e assim pude ver o que lá me passou despercebido:
http://www.flickr.com/photos/encantadisimo/2988868955/in/set-72157608536914674/
Quanto à comida, comecei com o aperitivo:
Quando abri as conchas descobri que a ostra não era bem ostra, mas sabia a ela. Achei que não me estava a enganar com a vieira - eu estava a vê-la.
Enganei-me… a “vieira” era de facto nabo, cozinhado com um caldo com uma forte componente de umami. “Esculpido” para parecer uma vieira, e servido com um molho de foie gras.
A seguir o “meu cozinheiro” riu e disse-me e agora aqui tem o café, e puseram-me isto à frente:
De facto, era uma sopa de miso com uma espuma de limão e no fundo 1 berbigão com um fortíssimo e fresquíssimo sabor a mar.
Seguiu-se uma tempura muito leve de Kokotxas de merluza (bochechas de pescada, acho) e de shiso (uma planta japonesa). Muito suave.
E depois vieira e percebes com uma gelatina de vieira e algas da Galiza. Suave e subtil, muito sabor a mar, algum contraste de texturas, sobretudo porque as algas também tinham diversas texturas, umas rijas, outras mais suaves…
E os sabores começaram a tornar-se mais fortes com os “langostinos y espardenyes a la piedra” com uma divertida e bonita espetada de ervilhas.
Que tínhamos que virar para acabar de cozinhar e eram extremamente saborosos
O prato seguinte “fideos japoneses somen em caldo de ibérico” tinha um aspecto muito simples, mas era um concentrado de sabores. Brilhante! Extremamente saboroso e muito complexo.
Consistia de um caldo de porco ibérico, com porco ibérico grelhado no carvão para ficar levemente fumado, massa japonesa somen, cebolinho e uns fios com aspecto de açafrão, mas que de facto era um pimentão levemente picante em fios finíssimos desidratados.
Na altura não tinha reparado como grelhavam, durante o resto da refeição fui vendo. Um cilindro na bancada de onde de tempos a tempos, quando necessário, saía um chama altíssima e fortíssima, o que se pretendia grelhar era passado por cima dessa chama por uns brevíssimos segundos. Ficava com as pontas levemente tostadas e com um sabor fumado.
Ainda eu estava a recuperar do aparentemente inócuo caldinho, quando me serviram o sashimi:
Toro em fatias e em tártaro, atum, lula, ouriço do mar e trufa negra.
Muito, muito bom!
Seguiu-se o “toro tataki, salmonete e pulpito com salsa de ciruela japonesa” (tanto o toro como o salmonete foram grelhados no grelhador da chama) o prato ainda incluía um troço de calçot (uma espécie de alho francês da Catalunha) envolvido em carvão de calçot.
A combinação dos sabores fumados dos grelhados com o sabor adocicado e frutado do molho de ameixa e ainda um outro molho salgado de miso era muito agradável.
Chegou então a hora do sushi, feito um a um, pelo “nosso cozinheiro”, que nos punha à frente e esperava que comêssemos (aproveitei por esclarecer umas dúvidas sobre a forma mais correcta de os comer). O primeiro era de toro grelhado, esqueci-me da foto, mas em contrapartida tenho a do “meu cozinheiro” a fazê-lo. O wasabi era fresco e foi ralado ali à minha frente, nunca tinha visto.
Seguiu-se:
horse mackerel (não sei traduzir)
Salmão grelhado (quase cru, mas com um sabor fumado)
Lula, também grelhada
Finalmente, estes bichinhos, que ainda vi vivos e agitados:
O corpo levemente grelhado, mas com um distinto sabor a fumado e a cabeça com o interior desfiado
E depois desta refeição quase perfeita, a sobremesa foi uma desilusão…
Bolo de chocolate, gelado de iogurte aromatizado com yuzu e morangos. Não que não estivesse bom, mas eu preferia uma sobremesa mais japonesa, algo diferente e mais coerente com o que me tinha sido servido.
Um excelente jantar… quando voltar a Barcelona vou de certeza de novo ao Koy Shunka. Contudo a melhor refeição do fim de semana ainda estava para vir… |
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mlino
Registrado: Sexta-Feira, 14 de Janeiro de 2011 Mensagens: 8
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Enviada: Sex Jan 28, 2011 6:36 pm Assunto: |
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peço desculpa ainda nao domino isto, queria referir o prato de langostinos e espardenyas que comeu a spice girl. as espardenyas sao os tais pepinos de mar que na regiao de catalunha se chamam de assim. tem graça que eu vivo em barcelona ha tres anos e so decobri que era o mesmo ha relativamente pouco tempo.
cumprimentos |
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Spice Girl

Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006 Mensagens: 6059 Localização: Lisboa
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Enviada: Sáb Jan 29, 2011 12:04 am Assunto: |
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| mlino escreveu: | peço desculpa ainda nao domino isto, queria referir o prato de langostinos e espardenyas que comeu a spice girl. as espardenyas sao os tais pepinos de mar que na regiao de catalunha se chamam de assim. tem graça que eu vivo em barcelona ha tres anos e so decobri que era o mesmo ha relativamente pouco tempo.
cumprimentos |
Bem vindo! Vai ver que rápido vai dominar .
Obrigada pelo esclarecimento.
Eu já comi 2 ou 3 vezes. Gosto, mas não me encanta. Ou seja como com agrado, mas nada me move para comer de novo.
Dê umas dicas de onde comer bem em Barcelona, alguns daqueles segredos que se conhecem vivendo lá... é uma cidade de que gosto muito. _________________ "Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal |
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mlino
Registrado: Sexta-Feira, 14 de Janeiro de 2011 Mensagens: 8
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Enviada: Sáb Jan 29, 2011 5:26 pm Assunto: |
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Muito Obrigado
Ha imensos sitios que se pode comer bem por pouco dinheiro em Barcelona.
Tenho sempre 3 restaurantes que indico a amigos e a toda gente.
-Taberna del clinic, é um pequeno restaurante de tapas de autor.
-Paco meralgo, ja é um restaurante maior e que esta sempre cheio e com fila á porta ( nao tenho a certeza se é possível reservar mesa ou nao, so la fui tres vezes e nunca reservei). é um restaurante de tapas tradicionais e para compartir, muita qualidade nos produtos e os pratos bem confeccionados, mas é so isso, apenas se come muito bem nao tem o factor emoção.
-Cata 181, é um restaurante de tapas de autor também, mas com uma carta de vinhos e vinhos a copo, muito boa.
Obviamente que ha mais e melhores com certeza, e, de diferentes estilos e preços também, a variedade e muita. Mas para começar dou estes 3. Depois quando alguém vier e quiser saber mais terei muito gosto em esclarecer.
Cumprimentos
Manel Lino |
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Spice Girl

Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006 Mensagens: 6059 Localização: Lisboa
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Enviada: Sáb Jan 29, 2011 9:46 pm Assunto: |
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Obrigada. Vou anotar para a próxima ida a Barcelona, gosto sempre de experimentar coisas novas. O Paco Meralgo é o único que conheço, fui lá há uns 2 ou 3 anos. Pelos vistos tive sorte, estava cheio mas arranjei lugar logo sem esperar. Gostei bastante da comida e gosto muito do nome, acho muita piada. _________________ "Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal |
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