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Entrevista com Luis Gutiérrez/elmundovino.com
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joaorico



Registrado: Sexta-Feira, 30 de Dezembro de 2005
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MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 10:47 am    Assunto: Responder com Citação

Hola Luis,

Grande abraço.

1. Qual o perfil de vinhos que mais te encanta, em espanha? E no mundo?

2. É certo que Jay Miller tem sido algo generoso para os vinhos espanhóis mas não achas que tem dado um certo proveito na visibilidade dos vinhos espanhóis no estrangeiro?

3. Sei que gostas do nosso vinho do Porto (Dow's 63 rocks baby), gostas mais do Porto envelhecido ou Jovem? Qual o produtor que gostas mais nos Vintages? e nos Colheitas?

4. Quando estivemos na prova dos 100 anos do Dão ficaste sensibilizado para os brancos que provaste. Achas que Portugal tem condições para grandes brancos?


Grande abraço e até a proxima party (no Michelin da diamantina)

João Rico
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João Rico

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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
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MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 12:20 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Luis Gutiérrez,

Entrámos no último dia de perguntas e, é chegada a hora de... hablar de blancos!

1- Um vasto património ampelográfico onde pontificam castas como Airén, Albariño, Garnacha Blanca, Godello, Listán Blanca, Loureiro, Macabeo, Parellada, Torrontés, Verdejo, Xarel-lo e tantas outras. Mas, será Espanha território privilegiado para a elaboração de vinhos brancos? Porquê?

2- Parece estar-nos no sangue a necessidade de alimentar confrontos ibéricos. Assim sendo, onde fica a paternidade/maternidade das castas Albariño/Alvarinho e Loureiro? Em Espanha ou em Portugal?

3- Como tem evoluído o consumo de vinhos brancos em Espanha? Quais são as regiões ou castas mais procuradas?

4- E que tal se nos confidenciasse três nomes imperdíveis?!


Um grande abraço e... até já!

Pedro
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Paulina Mata
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
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MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 12:47 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Luis Gutiérrez,

Então, e que tal um pulinho a... Rias Baixas?!

1- São indesmentíveis as virtudes do Albariño mas, será só uma questão de casta? Parece-me "curto", e acho que nem sempre damos o devido valor à influência do clima temperado de feição oceânica na qualidade dos brancos de Rias Baixas. Concorda com esta perspectiva?

2- Nacionalismos à parte, o seu coração balança para o Albariño ou para o Alvarinho?

3- Há muito que se discutem as virtudes/desvantagens da utilização de madeira (fermentação e/ou estágio) na elaboração de Albariños. Como se posiciona face a esta polémica?

4- Neste momento, quais são os produtores galegos que estão a apresentar os vinhos mais ambiciosos?

5- Um pouco à semelhança de Condrieu, com a casta Viognier, defendo a criação de uma denominação de origem para os Alvarinhos das sub-regiões de Melgaço e Monção. Parece-lhe uma postura plausível ou, pelo contrário, seria um completo disparate?


Um grande abraço e... até já!

Pedro
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alentejano



Registrado: Domingo, 27 de Outubro de 2002
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Localização: Vila Viçosa

MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 1:28 pm    Assunto: Responder com Citação

Hola de nuevo.

1 - Contando ya con los amigos, que maridaje para un Tondonia Gran Reserva Blanco 1957 ? O solo con los amigos ya es suficiente ?

2 - Hablando de vinos con largos anos de vida, me recuerdo de algunos de C.V.N.E. , Gran Colegiata, Pesquera e López de Heredia.
Puedes hablar de otros buenos ejemplos en España ?

3 - Como ves la afición por el vino en España e en Portugal ? Que diferencias se destacan entre unos e otros ?

4 - Hacia unos anos hablaba con un bodeguero que me decía que el mal del vino en España, era la Tempranillizacion de muchos de sus vinos. En Portugal ahora tenemos la TourigaNacionalização de nuestros vinos. Veo que la respuesta por ahí, fue la apuesta en variedades menos conocidas, será esa la salvación ?

Saludos
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João Pedro Carvalho
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 3:58 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Luis Gutiérrez,

Eu sei, eu sei Rolling eyes Guy with axe mas, antes de partir, ainda temos que falar de Cava!

1- É muito curioso que Espanha tenha optado pela criação de uma denominação de origem em que se privilegia o tipo de vinho, em detrimento da identidade geográfica e/ou regional. Isso não acaba por beliscar o carácter e a especificidade que, teoricamente, justificam a criação de Denominações de Origem?

2- Macabeo, Xarel-lo e Parellada constituem o trio de castas que quase monopoliza a produção de Cava? Encontra alguma razão especial para essa opção? Que outras castas podem ser igualmente bem sucedidas?

3- Gigantes como a Codorníu e a Freixenet continuam a dominar o mercado. Mas existem, certamente, pequenos produtores com vinhos de grande qualidade. Consegue dar-nos alguns exemplos?

4- Quando se trata de bolhinhas os produtores de Champagne costumam dizer uma coisa do género: "...sim senhor! Podem ter o Chardonnay, podem levar os Pinot Noir e Meunier e, podem mesmo ter solos similares aos de Champagne. Mas há uma coisa que mais ninguém tem: o nosso clima! Concorda com esta visão ou acha que há aqui alguma dose de arrogância?

5- Ah... quase me esquecia! E três champagnes divinais?


Um grande abraço e... até já!

Pedro
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André Braga da Cruz



Registrado: Domingo, 9 de Outubro de 2005
Mensagens: 388
Localização: Braga

MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 5:30 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Luis Gutiérrez.

Obrigado pelas suas respostas...e realmente o Soalheiro 94 é Rock ' n ' Roll Super ! E os vinho do Equipo Navazos também são fantásticos (já provei 2 e fiquei com vontade de provar o resto)

Ultimamente, têm surgido alguns vinhos interessantes da casta Monastrell. Qual a sua opinião sobre a mesma? Funciona bem a solo, ou precisa de "companhia"?

Existe algo que todos os consumidores procuram, que é a relação qualidade-preço. Tirando os Jerez, pode dizer-nos alguns vinhos que considere "bons negócios"?

Mais uma vez, obrigado Smile.
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André Braga da Cruz

In victory, you deserve Champagne, in defeat, you need it. - Napoleon Bonaparte
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
Mensagens: 49
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MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 5:32 pm    Assunto: Responder com Citação

Abílio Neto escreveu:
Pedro,

O Luis respondeu e, antes de fazer as minhas 4 perguntitas (Luis, tem de ser Wink , eres Indurain, hombre), comento os 2 pontos abaixo:

2 - O Vayrac tinha toda a razão do mundo sobre os vinhos de Toro e... mais ainda sobre as mulheres Very Happy Laughing Wink da Provincia...!

3 - Abri (mais alguns foristas...) uma garrafa de Pintia 02, soberba a evolução...

Posto isto, as perguntas:

- Parece-lhe bem a Orowines, ou seja, a passagem e acumulaçao de negociante de vinhos para produtor, caso do J. Ordoñez? Sobretudo, para fazer vinhos a imagem de um determinado onde se trabalha... e até gosto de alguns vinhos deles!

- É possível em Navarra (muita gente nao sabe, mas é uma terra quente) fazer-se a garnacha brilhar em varietal? Dê-nos 2 exemplos, se achar possível.

- Há uma prática que gosto em Espanha, que é a "deslocalizaçao" de alguns produtores (mais pequenos) / enologos (projectos próprios) das suas regioes, menos com a ideia de produzir massivamente (para aumentar a gama), mas mais para procurar terroir e possibilidades e castas menos conhecidas, Telmo Rodriguez, Palacios, Sara Perez, Raul Perez e outros, que achas disso?

- Porque razao a Niepoort goza de tanto prestígio em Espanha, Dirk + Vinho? Ou outra coisa qualquer.


PS: Tenho toda a colecçao dos livros que fez para o El Mundo, mais do que o de Portugal, impressionou-me (ainda o consulto) o da Alemanha. Se os queimaram, isso foi um crime... PJ, o que mandaste fazer Evil or Very Mad !

PS 1: Na próxima semana alguns foristas vamos fazer uma visita eno-gastronomica a Zamora, Bendito é uma das Bodegas que será visitada, esperamos fazê-lo na companhia do Ruben Becker. Os vinhos sao muito bons!


Olá Abílio,

No soy Indurain, pero algunas etapas todavía podemos aguantar...

Resspecto al tema del modelo de negocio de cada uno, sea Orowines o quien sea, no suelo opinar, lo que me interesa es màs el resultado, y en este caso algunos me gustan, pero otros no tanto.

Respecto a la garnacha en Navarra, si pienso que se pueden hacer buenos vinos, lo que no quiere decir que se hagan, pues de hecho hay pocos tintos monocasta allí. . En el pasado era una casta despreciada, usada básicamente para rosados. Algunos nombres interesantes son Viña Aliaga Garnacha Vieja, o más fácil de encontrar el Gran Feudo Viñas Viejas de Chivite, bastante barato, aunque posiblemente tiene más que garnacha. Me gustan también algunos vinos sencillos como El Chaparral de Vega Sindoa, o el nuevo rosado de Chivite, el Colección 125 Rosado, un rosado diferente.

Los casos que cometas es lo que yo llamo 'driving winemakers', nuestra versión local, como tu dices a menor escala y buscando algo más que volumen y dinero. Obviamente si lo hace una persona competente suelen salir cosas interesantes. Sí, estoy de acuerdo, Abílio.

¿El prestigio de Dirk/Niepoort? Creo que no es solo en España, ¡es en todo el mundo! Dirk sí que es Indurain, Eddie Merck y Ocaña ¡todos juntos! ¡Es una máquina! Vayas donde vayas por todos lados conocen a Dirk, viaja a todos los sitios, se mueve como nadie. Además hace buenos vinos, es generoso y honrado, ¿como no va a tener prestigio? (Disclaimer: Dirk is my friend, claro!)

¡Buen viaje a Zamora! ¿Has dicho enogastronómico o por recomendación de Vayrac Wink ?
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
Mensagens: 49
Localização: Madrid, Espanha

MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 5:48 pm    Assunto: Responder com Citação

joaorico escreveu:
Hola Luis,

Grande abraço.

1. Qual o perfil de vinhos que mais te encanta, em espanha? E no mundo?

2. É certo que Jay Miller tem sido algo generoso para os vinhos espanhóis mas não achas que tem dado um certo proveito na visibilidade dos vinhos espanhóis no estrangeiro?

3. Sei que gostas do nosso vinho do Porto (Dow's 63 rocks baby), gostas mais do Porto envelhecido ou Jovem? Qual o produtor que gostas mais nos Vintages? e nos Colheitas?

4. Quando estivemos na prova dos 100 anos do Dão ficaste sensibilizado para os brancos que provaste. Achas que Portugal tem condições para grandes brancos?


Grande abraço e até a proxima party (no Michelin da diamantina)

João Rico


Caro João,

Me gustan mucho los vinos que expresan algo. Si hablamos en general, en España Jerez. Si hablamos de tintos tal vez el noroeste, Galicia y Bierzo, donde hay posibilidad de hacer vinos atlánticos frescos y con acidez.

En el resto del mundo sin duda alguna Borgoña y Mosela. ¿Portugal? Sí, alguna cosa también me gusta... Laughing

Lo que comentas de Jay Miller es totalmente cierto, ha dado mucha visibilidad a los vinos españoles, pero creo que llega un momento en el que sus calificaciones van perdiendo el significado. Me dice la gemnte que los vinos de 94 puntos ya no se venden. ¡Ha habido una gran inflación en las puntuaciones! He oído rumores de que van a ampliar la escala hasta el 105. Wink

Los Portos me gustan más viejos que jóvenes. Me gustan los vintage de Fonseca, Niepoort, Graham... ¡depende del vino! Hay vinos de productores que te sorprenden, que son más de lo que esperas, mientras que los grandes nombres te pueden defraudar algunas veces. Si que tengo una debilidad por los Garrafeira y los Colheita de Niepoort.

Respecto a los blancos, sí, tanto en España cpomo en Portugal hay suficiente diversidad de terroirs, climas y castas como para poder hacer algunos grandes blancos. Algunas de esas botellas de Dão que mencionas para mi eran realmente grandes. Me encanta también el Branco Garrafeira de Bágeiras, el Soalheiro Primeiras Vinhas, y lo último que me ha sorprendido a sido el nuevo de Alvaro Castro con algo de Cercial (no me acuerdo del nombre).

Un abrazo, y espero verte pronto (ya que siempre que te veo bebemos bien!!).
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
Mensagens: 49
Localização: Madrid, Espanha

MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 6:02 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Luis Gutiérrez,

Entrámos no último dia de perguntas e, é chegada a hora de... hablar de blancos!

1- Um vasto património ampelográfico onde pontificam castas como Airén, Albariño, Garnacha Blanca, Godello, Listán Blanca, Loureiro, Macabeo, Parellada, Torrontés, Verdejo, Xarel-lo e tantas outras. Mas, será Espanha território privilegiado para a elaboração de vinhos brancos? Porquê?

2- Parece estar-nos no sangue a necessidade de alimentar confrontos ibéricos. Assim sendo, onde fica a paternidade/maternidade das castas Albariño/Alvarinho e Loureiro? Em Espanha ou em Portugal?

3- Como tem evoluído o consumo de vinhos brancos em Espanha? Quais são as regiões ou castas mais procuradas?

4- E que tal se nos confidenciasse três nomes imperdíveis?!


Um grande abraço e... até já!

Pedro


Sí, cada vez hay más interes por los blancos, lo veo tanto en España como en Portugal. Como le acabo de decir a João, creo que en ambos países hay posibilidades para hacer gandes blancos. En la península ibérica tenemos una gran riqueza de castas como tú mencionas, y buenos terroirs para ellas. Es cuestión de tiempo, porque si llevamos cuatro días haciendo buenos tintos, realmente llevamos solo 5 minutos interesados por los blancos...

Pedro, la naturaleza no conoce fronteras, eso es algo artificial. Obviamente albariño/alvarinho, loureiro y otras son autóctonas de la zona noroeste de la península. Si es 10 kilómetros má acá o más allá no lo se, pero tampoco creo que sea relevante.

Como te decía, hay mucho mña interes por los blancos. A nivel general la gente quiere Rueda y Rías Baixas. A nivel de aficionados los godello (gouveio) de Valdeorras están ganado bastantes puntos.

¿Nombres? Do Ferreiro Cepas Vellas, Belondrade y Lurton (2001 si es posible, si no 2007, para guardarlo unos años), As Sortes y Guitian(Valdeorras), Vinya La Calma (Penedès)... ¡Oops, ya son más de tres!
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
Mensagens: 49
Localização: Madrid, Espanha

MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 6:18 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Luis Gutiérrez,

Então, e que tal um pulinho a... Rias Baixas?!

1- São indesmentíveis as virtudes do Albariño mas, será só uma questão de casta? Parece-me "curto", e acho que nem sempre damos o devido valor à influência do clima temperado de feição oceânica na qualidade dos brancos de Rias Baixas. Concorda com esta perspectiva?

2- Nacionalismos à parte, o seu coração balança para o Albariño ou para o Alvarinho?

3- Há muito que se discutem as virtudes/desvantagens da utilização de madeira (fermentação e/ou estágio) na elaboração de Albariños. Como se posiciona face a esta polémica?

4- Neste momento, quais são os produtores galegos que estão a apresentar os vinhos mais ambiciosos?

5- Um pouco à semelhança de Condrieu, com a casta Viognier, defendo a criação de uma denominação de origem para os Alvarinhos das sub-regiões de Melgaço e Monção. Parece-lhe uma postura plausível ou, pelo contrário, seria um completo disparate?


Um grande abraço e... até já!

Pedro


No se puede hablar de blancos en España sin hablar de Rías Baixas, ¡claro! Y como dices no es solo la casta, es el clima atlántico en gran parte el responsable de los vinos. Creo que el albariño no funciona si no es en un clima determinado.

De nuevo, ni albariño ni alvarinho, me gustan unos u otros, depende del vino, no de la nacionalidad. Y en genral los prefiero sin madera, antes era mucho más radical, y no me gustaba ninguno, aunque ahora reconozco que hay algunos que están bien.

Desde que los conozco (1996), me gustan mucho los vinos de Gerardo Mendez, cuya marca es Do Ferreiro.

En general me interesan mucho má las zonas que las castas, pero tampoco me parece un disparate crear una denominación específica para los vinos de una casta en un lugar determinado. Lo que no me parece bien es que alguien se quiera adueñas de una casta, y que pretenda hacerse exclusiva, como ha ocurrido con el albariño en España.

¡Una etapa más!
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
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MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 6:32 pm    Assunto: Responder com Citação

alentejano escreveu:
Hola de nuevo.

1 - Contando ya con los amigos, que maridaje para un Tondonia Gran Reserva Blanco 1957 ? O solo con los amigos ya es suficiente ?

2 - Hablando de vinos con largos anos de vida, me recuerdo de algunos de C.V.N.E. , Gran Colegiata, Pesquera e López de Heredia.
Puedes hablar de otros buenos ejemplos en España ?

3 - Como ves la afición por el vino en España e en Portugal ? Que diferencias se destacan entre unos e otros ?

4 - Hacia unos anos hablaba con un bodeguero que me decía que el mal del vino en España, era la Tempranillizacion de muchos de sus vinos. En Portugal ahora tenemos la TourigaNacionalização de nuestros vinos. Veo que la respuesta por ahí, fue la apuesta en variedades menos conocidas, será esa la salvación ?

Saludos


Olá nuevamente Alentejano,

Ese 57 lo puedes disfrutar con buena compañía como dices, pero también es bastante versatil, creo que funcionaría con carne blanca, incluso aves (una pularda trufada si eres un artista de la cocina), quesos de pasta blanda (queijo da Serra o torta del casar),... Eso sí, suelen necesitar de aire, abrelo antes y decantalo. Hay que experimentar un poco con el tiempo... ¿Cuantas botellas tienes? Wink

En Rioja había una larga tradición de envejecer los vinos durante muchísimos años, se elaboraban en ese estilo, así que todos eran de largo recorrido, Marqués de Riscal, Castillo de Ygay... Los de ahora por desgracia no creo que sean así, es economicamente inviable lanzar un vino al mercado 20 años despues de la cosecha. Vega Sicilia también seguía ese modelo, y ahora están magníficos los vinos de los 60. También deepende de lo que consideres largos años. ¿10? ¿20? ¿40? Yo creo que la mayoría de tintos (no maceración carbónica o similar) deberían vivir 10 años.

No veo grandes diferencias entre la afición en España y en Portugal ¿En que sentido?

Sí, lo de las castas de moda es un fenómeno común, pero creo que es temporal. A mi me preocupa más la sobreextraccion y el exceso con la madera.

Un saludo,

Luis
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
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MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 6:32 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Luis Gutiérrez,

Gostava de ter alargado este périplo por outras paragens espanholas mas, o tempo começa a escassear e, ainda temos que falar de Chardonnay, de Pinot Noir... e da Borgonha!

1- Alguns produtores borgonheses com reputação mundial (os nomes mais óbvios serão, porventura, Domaine Leflaive e Domaine Leroy) defendem com "unhas e dentes" a biodinâmica? Como se relaciona com este tipo de abordagem à vinha e ao vinho?

2- Foquemo-nos no encanto da casta Chardonnay: beber um grande Montrachet é uma experiência irrepetível. Pedia-lhe que se focasse num (à sua escolha) e descrevesse as sensações que nos invadem.

3- Era inevitável! Mais tarde ou mais cedo tinhamos que esbarrar no Pinot Noir. É verdade que existem exemplares interessantes na Alemanha (sob a designação de Spatburgunder), na Nova Zelândia e nos Estados Unidos (sobretudo nos Estados de Oregon e Washington), mas não há nada que chegue ao original... da Borgonha. Como é o perfil de um grande tinto da Borgonha?

4- Parece muito evidente que a casta Pinot Noir não se dá bem com o calor e, nessa medida, ela parece não ser bem sucedida em regiões meridionais. Há casos em Espanha que contrariem este tendência? Pode avançar com alguns nomes?


Um grande abraço e... até já!

Pedro
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Luis Gutiérrez



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MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 6:44 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Luis Gutiérrez,

Eu sei, eu sei Rolling eyes Guy with axe mas, antes de partir, ainda temos que falar de Cava!

1- É muito curioso que Espanha tenha optado pela criação de uma denominação de origem em que se privilegia o tipo de vinho, em detrimento da identidade geográfica e/ou regional. Isso não acaba por beliscar o carácter e a especificidade que, teoricamente, justificam a criação de Denominações de Origem?

2- Macabeo, Xarel-lo e Parellada constituem o trio de castas que quase monopoliza a produção de Cava? Encontra alguma razão especial para essa opção? Que outras castas podem ser igualmente bem sucedidas?

3- Gigantes como a Codorníu e a Freixenet continuam a dominar o mercado. Mas existem, certamente, pequenos produtores com vinhos de grande qualidade. Consegue dar-nos alguns exemplos?

4- Quando se trata de bolhinhas os produtores de Champagne costumam dizer uma coisa do género: "...sim senhor! Podem ter o Chardonnay, podem levar os Pinot Noir e Meunier e, podem mesmo ter solos similares aos de Champagne. Mas há uma coisa que mais ninguém tem: o nosso clima! Concorda com esta visão ou acha que há aqui alguma dose de arrogância?

5- Ah... quase me esquecia! E três champagnes divinais?


Um grande abraço e... até já!

Pedro


¡Cava! ¡Esto puede ser más complicado! No soy un gran conocedor del cava, vamos a ver...

Sí, de hecho cava no es una denominación de origen. Lo que ocurrió es que ya se elaboraba en distintas regiones antes de que se creara el reglamento, así que hubo que hacerlo de manera que se pudiera continuar. La zona predominante es Cataluña, pero no exclusivamente como algunos puedan pensar.

Ese trio son las variedades locales, digamos las tradicionales, aunque hay algunas más (trepat, monastrell). Luego llegaron las francesas, chardonnay y pinot noir, que de hecho desataron una guerra. Creo que ambas funcionan, y hay un elaborador Colet, que utiliza pequeñas cantidades de otras, como riesling, que tuvo que abandonar la denominación y pasarse a Penedès para poder seguir haciendo sus vinos. Por cierto, os recomiendo sus productos.

Además de Colet, mencionaría Gramona y L'Origan.

Al igual que he contestado a preguntas similares de otras castas y regiones, el champagne no lo hace la casta. Lo hace la combinación de todo, y el clima y el suelo son parte imprescindible. Puede que los champenoises sean arrogantes, pero no por decir eso. Me encanta el champagne, y cada vez hay más disponibilidad de pequeños productores a precios competitivos (no todos, claro!). Pierre Peters, Gatinois... y ¡Bollinger!
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Luis Gutiérrez



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MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 6:58 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Luis Gutiérrez,

Gostava de ter alargado este périplo por outras paragens espanholas mas, o tempo começa a escassear e, ainda temos que falar de Chardonnay, de Pinot Noir... e da Borgonha!

1- Alguns produtores borgonheses com reputação mundial (os nomes mais óbvios serão, porventura, Domaine Leflaive e Domaine Leroy) defendem com "unhas e dentes" a biodinâmica? Como se relaciona com este tipo de abordagem à vinha e ao vinho?

2- Foquemo-nos no encanto da casta Chardonnay: beber um grande Montrachet é uma experiência irrepetível. Pedia-lhe que se focasse num (à sua escolha) e descrevesse as sensações que nos invadem.

3- Era inevitável! Mais tarde ou mais cedo tinhamos que esbarrar no Pinot Noir. É verdade que existem exemplares interessantes na Alemanha (sob a designação de Spatburgunder), na Nova Zelândia e nos Estados Unidos (sobretudo nos Estados de Oregon e Washington), mas não há nada que chegue ao original... da Borgonha. Como é o perfil de um grande tinto da Borgonha?

4- Parece muito evidente que a casta Pinot Noir não se dá bem com o calor e, nessa medida, ela parece não ser bem sucedida em regiões meridionais. Há casos em Espanha que contrariem este tendência? Pode avançar com alguns nomes?


Um grande abraço e... até já!

Pedro


Pedro, no me interesan tanto las castas, veo que me preguntas mucho sobre las castas, y yo soy un 'terroirista' confeso. La casta debe ser solo la que mejor se adapta al 'terroir', y la que mejor transmite sus características.

Respecto a la biodinámica no veo nada malo en ella. Toda la parte de devolverle la vida al suelo y demás me parece muy positiva. La parte más esotérica, si el productor cree en ella, y no la intenta forzar como si fuera una religión, pues tampoco me molesta. Lo que me molesta es la gente a la que le interesa más el método que el resultado, y los fanáticos. Eso no lo soporto. Si la biodinámica se convierte en una secta (o en un argumento de márketing) no me gusta.

Uno de los mejores blancos que he bebido jamás era un Montrachet, un 88 de DRC. Las sensaciones con un vino así son de una impresionante intensidad a la vez que equilibrio, una gran complejidad (normalmente solo alcanzada con años en botella, en un ejemplar joven no lo vamos a encontrar), y todo ello con una sensación global de armonía. Pero la sensación predominante es la de preocupación cuando vas viendo que se vacía la botella, y no hay más... Crying or Very sad

Para mi como los tintos de Borgoña no hay apenas en el resto del mundo. De color abierto y brillante, nariz embriagadora, si es joven de fruta rojay flores, trufa y bosque en otoño con años en botella, y en la boca sensación regrescante y de ligereza a la vez que tiene una potencia sutil y un recuerdo muy largo. El perfil suele ser además bastante caro...

No, en España no se da bien la pinot noir. Hay alguno que no está mal, pero en general no hay grandes cosas.
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Pedro Gomes



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MensagemEnviada: Sex Mar 20, 2009 12:27 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Luis Gutiérrez,

Agora com a meta à vista, pouco mais podemos fazer do que procurar recuperar algumas pontas soltas. Perguntas que gostaria de ter feito mais cedo, mas que ficaram para trás. Vamos então...

1- Uma das grandes novidades introduzida em Espanha pela nova lei do vinho foi a criação da categoria "Vinos de Pago". Sendo um "terroirista" confesso, como olha para esta opção legislativa? Faz sentido? Não pode dar azo a alguns enganos?

2- Nas duas últimas décadas Espanha presenteou o mundo com um leque notável de enólogos: nomes como Carlos Diez, José Manuel Pérez, Pascal Delbeck (francês pero...) Telmo Rodriguez, Benjamin Romeo, Javier Ausas López de Castro, Peter Sisseck, Sara Pérez Verdú, Miguel Angel de Gregorio, entre tantos outros, foram responsáveis por uma verdadeira revolução vinícola. Será que existe uma nova geração de enólogos com capacidade para suceder a essa elite?

3- E como estamos em termos de formação? O governo Zapatero é sensível relativamente ao ensino da enologia? Ao nível universitário, quais são as grandes escolas espanholas, da actualidade?

4- Em termos de "megatrends", como olha para o futuro dos vinhos espanhóis... lá para 2030?


Um grande abraço e... até já!

Pedro
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Pedro Gomes
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