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Entrevista com Luis Gutiérrez/elmundovino.com
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 3:43 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Luís Gutiérrez,

Cá estamos de volta... back to business! E, como não podia deixar de ser, para "aterrar" em Ribera del Duero.

1- Há muito que se conhecia a dupla Mariano García/Vega Sicilia. Contudo, certo dia Robert Parker conhece Alejandro Fernandez e os seus tintos "Pesquera". E, do dia para a noite, "nascia" Ribera del Duero. É uma visão simplista das coisas ou, há um fundo de verdade nesta história?

2- Tinto Fino ou Tinto del País é a casta de eleição na região. Mas, segundo consta, ela mais não é do que o Tempranillo de Rioja, o Ull de Llebre da Cataluña, o Cencibel de La Mancha, o Tinto de Madrid nas zonas limitrofes da capital espanhola, enfim... Trata-se, efectivamente, de uma única e mesma casta? Não há diferenças clonais?

3- Embora o rio seja o mesmo, os vinhos não são necessariamente iguais. Que diferenças encontra entre os tintos do Douro e de Ribera del Duero?

4- Confirma que o Vega Sicilia é um tinto de nível mundial? E, onde acha que reside a grandiosidade desse vinho?

5- É sempre ingrato responder a este tipo de perguntas mas, quais as melhores colheitas em Ribera del Duero nas últimas duas décadas?


Um grande abraço e... até já!

Pedro
_________________
Nova Crítica-Vinho & Gastronomia
Paulina Mata
Pedro Gomes


Editado pela última vez por Pedro Gomes em Qui Mar 19, 2009 1:49 pm, num total de 1 vez
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 4:51 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Luis Gutiérrez,

E, já que estamos tão pertinho... porque não Toro!

1- A região foi demarcada em 1987 mas o prestígio dos seus vinhos parece ser antigo. O elogio parte de Vayrac que já em 1719, conforme consta na obra "Vignobles et vins d'Espagne", da autoria de Alain Huetz de Lemps, se referia a Toro dizendo que tinha "buen vino y las mujeres más bellas de España". Concorda? E em relação às mulheres?

2- A casta Tinta de Toro é completamente distinta ou não passa de uma variação adaptativa do Tinto Fino?

3- Sinto que uma força alcoólica por vezes excessiva e algumas extracções mais vincadas acabam por ferir o equilíbrio da maioria dos tintos nascidos em Toro. Confirma esta ideia ou as coisas começam a mudar?

4- Que produtores vão fazendo a diferença?


Um grande abraço e... até já!

Pedro
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Pedro Gomes


Editado pela última vez por Pedro Gomes em Sex Mar 20, 2009 5:08 pm, num total de 1 vez
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Paulo Rodrigues



Registrado: Terça-Feira, 18 de Janeiro de 2005
Mensagens: 2585

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 6:38 pm    Assunto: Responder com Citação

Olà Luiz.

Os brancos de Mosel são dos meus vinhos preferidos.
Creo que he leido que a Luiz Guitierrez tambien le gustan, si no me equivoco Cool

Estive sábado num restaurante tailandês em Londres, que tinha na carta uma grande escolha de rieslings alemães.
Os Kabinet e Spaetlese, são os meus vinhos de eleição para comida condimentada, indiana ou tailandesa. A minha escolha foi para um Dr Loosen Spaetlese 2001.
Além deste tipo de comida, em que outros casos pensas que este tipo de vinhos funciona bem ? Sin contar con el de beberlo a solo. Wink

Uma das ligações que muitas vezes gostamos de experimentar, é a do Jamon Ibérico. A escolha é quase sempre o fino de Jerez. Que outro tipo de vinho poderá funcionar com o "Jamon" ?

Un Saludo

Paulo Rodrigues
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alentejano



Registrado: Domingo, 27 de Outubro de 2002
Mensagens: 4168
Localização: Vila Viçosa

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 7:13 pm    Assunto: Responder com Citação

Hola Luís

1 Teniendo en cuenta todas las catas de vinos de Portugal que ya as hecho, según tu opinión cuales son las principales virtudes e los defectos mas comunes de los vinos Portugueses ?

2 Nunca los vinos de España tuvieran tantos 100 puntos como en la era Miller. Hubo mudanzas en el mundo del vino español en el pos-Miller ?

3 Como es la relación del aficionado español con los corchos sintéticos, rosca... ?

4 Sabes algo de un hipotético Vega Sicilia Blanco, o solo son rumores ?

Saludos
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João Pedro Carvalho
Alentejo, uma paixão.
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Paulo Rodrigues



Registrado: Terça-Feira, 18 de Janeiro de 2005
Mensagens: 2585

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 7:39 pm    Assunto: Responder com Citação

alentejano escreveu:
Hola Luís

(..)

2 Nunca los vinos de España tuvieran tantos 100 puntos como en la era Miller. Hubo mudanzas en el mundo del vino español en el pos-Miller ?

(...)

Saludos


Hablando de Parker !...........

Si Miller fuera el catador en Portugal, e Squires en España, que crees que passaria ?
Lo mejor que Squires ha dado a un vino portugues, ha sido un 96. Miller unos quantos 100 en España.
Es Miller un hombre muy generoso, o los vinhos de 100 se lo merecen ?

Un saludo.
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 7:51 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Luis Gutiérrez,

E como já lhe tomámos o gosto, continuemos "la Vuelta"... para uma etapa em Bierzo.

1- Parece ser consensual que a casta Mencía corresponde ao Jaen português. Não existem muitos termos de comparação mas, do que conheço, não encontro grande paralelismo entre os vinhos dos dois lados da fronteira? Concorda com esta perspectiva? E qual o porquê desse distanciamento: o clima, os solos, a abordagem vitícola, os procedimento enológicos...?

2- Em seu entender, a que se fica a dever muito do encanto dos tintos de Bierzo?

3- Nas provas que fiz para o Portal Portugal 2009 - Guia de Vinhos Portugueses & Estrangeiros, um dos vinhos que mais me impressionou foi o Villa Corullón 2004. E, confesso, achei que era um vinho que funcionava muito bem à mesa. Do que conhece da gastronomia portuguesa, que sugere para acompanhar esse vinho? E, com raízes em Espanha, o que é que nos propõe?

4- A dado momento da entrevista refere um tinto de Bierzo que o impressionou particularmente, de seu nome Mengoba. Quem o produz? É um vinho elaborado exclusivamente com a casta Mencía? Que encontrou de especial nesse vinho?


Um grande abraço e... até já!

Pedro
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
Mensagens: 49
Localização: Madrid, Espanha

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 8:39 pm    Assunto: Responder com Citação

FM escreveu:
Hola, Luís!

As perguntas para o colega:

1 - Nós por cá mitificamos um pouco o que se passa em Espanha, dizendo muitas vezes que os chefes espanhóis de primeira linha têm puxado muito pelos vinhos de Espanha. Pelo que me tem sido dado a ver, os "grandes chefes" do momento não dão grande importância ao vinho nem se preocupam em cozinhar para ele. Comentários?

2 - Nos vinhos e na comida, o que gostavas que fosse ibérico e o que gostavas que fosse Portugal e Espanha analisados separadamente? Guias? Web2.0? Revistas?

3 - Publicaste um guia sobre Portugal que aqui nunca foi muito conhecido. Que impacte teve em Espanha? Vais republicá-lo?

4 - Com a idade - acontece a todos... - estás a comprar mais ou menos vinho estrangeiro? Gostas mais ou menos de vinhos velhos?

Um abraço em TetraPak, para chegar fresquinho!


¡Hola compañero!

1- Tienes muchísima razón en lo que dices; a pocos cocineros les apasiona el vino, y pocos de los 'top' podría decir que son realmente aficionados al vino. Y es una pena, ya que para mi el vino es parte integral de la gastronomía. Por eso disfruto tanto en restaurantes como Can Roca, donde el vino es tratado como es debido.

2- En España hay demasiadas revistas de vino y gastronomía, y demasiadas guías de vinos. Creo que en Portugal hay demasiadas guías de vinos (aunque para mi una destaca sobre las demás, la de Rui Falcão), y un número correcto de revistas. So se si tiene sentido hacer algo a nivel de Iberia. Si generalizamos ya sabes mi opinión: prefiero los vinos de Portugal y la gastronomía de España.

3- Bueno, no fue una guía en si. No se si es lo mismo en Portugal, pero aquí los periódicos están constantemente sacando colecciones de libros, música, películas, etc., para mantener el interés de los lectores. Algunas de estas colecciones son producciones originales, y una de ellas fue una sobre los vinos del mundo, 15 libros sobre las zonas de España, y 7 sobre el resto del mundo. Había uno de Portugal, y como era un proyecto de El Mundo, me pidieron que colaborara en él (hice también Alemania y centroeuropa). Así que no es un libro reaalmente mio (aunque hice la mayoría), y tampoco existe más. Se vendió a unos 5€ junto al periódico, que creo era un buen precio, es un libro de 120 páginas, y ya no hay más. Estos son productos de usar y tirar. Incluso cuando pregunté si habían sobrado algunas copias me dijeron que habían sido destruidas para que no ocuparan espacio en el almacén. Un pooco triste, la verdad...

4- Compro, tengo y bebo mucho más vino 'extranjer' que español. Y cada vez me gustan más los vinos viejos. Y eso que yo soy joven ¿eh? Wink

Grande abraço maestro!
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
Mensagens: 49
Localização: Madrid, Espanha

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 8:48 pm    Assunto: Responder com Citação

luiz otávio peçanha escreveu:
Hola Luis,
Da Espanha, qual a correlação que voce faz entre a Garnacha do Priorat, a Cannonau da Sardenha e a Grenache do sul do Rhône?

Da França, poderia me falar um pouco dos vinhos da Bourgogne, principalmente na classificação dos vinhedos Grand Cru, todos praticamente em cima da linha da falha geologica de Bresse, e incidência de Sols Bruns calcaries e Sols Bruns sur marne na composição destes solos.
A porosidade destes afloramentos de Marga que permitem o aprofundamento das raizes até 10 metros, para encontrar a rocha mãe, faz toda a diferença nestes vinhedos e nos seus vinhos?.
O periodo destas formações, seja Oxfordien, Portlandian ou Kimmeridgien, fazem toda a diferença, ou a disposição da rocha calcarea dura, influência mais ?


Se não der tempo para responder, poderia me responder depois, se puder.
Estou me debateando com estes vinhos da Bourgogne, mas é muito complexo, para quem não conhece nada, como eu.
Sds,
Luiz Otávio


Olá Luís,

Creo que las garnachas que mencionas son originalmente iguales, pero a través del paso del tiempo se van evolucionando y adaptándose a las condiciones locales, por lo que pueden tener algunas características diferentes. Ocurre con la garnacha de Priorat, la de Navarra o la de Madrid. Son lo mismo, pero no son iguales... Exactamente con el sur de Francia y con Cerdeña. No conozco demasiado de Cerdeña, he probado algunos (en Italia prefiero Piamonte! Laughing ) pero me dice mi compañero Juancho Asenjo que aquella garnacha es más tánica y oscura. Aunque la de Priorat también...

Respecto a Borgoña, efectivamente es todo un mundo. La parte geológica que me preguntas es una de las variables (en la que no soy gran experto), pero creo que no es la única. La inclinación, el drenaje y el microclima son igual de importantes o más. Si te das cuenta la línea de los grand crus está más o menos en la mitad de la pendiente, donde hay buen drenaje y no hace tanto frío como arriba. Pienso que esto es máss lo que hace un grand cru, y la composición del suelo da más el estilo, donde hay más calcáreo se producen vinos más finos.

Claro que te estoy hablando de la Côte d'Or, si hablamos de Chablís es otra cosa. ¿Cuándo vienes a Madrid y lo discutimos con unas botellas? ¡Yo traigo algo de Chambolle-Musigny!

Saludos,

Luis
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
Mensagens: 49
Localização: Madrid, Espanha

MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 9:01 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Luís Gutiérrez,

Cá estamos de volta... back to business! E, como não podia deixar de ser, para "aterrar" em Ribera del Duero.

1- Há muito que se conhecia a dupla Mariano García/Vega Sicilia. Contudo, certo dia Robert Parker conhece Alejandro Fernandez e os seus tintos "Pesquera". E, do dia para a noite, "nascia" Ribera del Duero. É uma visão simplista das coisas ou, há um fundo de verdade nesta história?

2- Tinto Fino ou Tinto del País é a casta de eleição na região. Mas, segundo consta, ela mais não é do que o Tempranillo de Rioja, o Ull de Llebre da Cataluña, o Cencibel de La Mancha, o Tinto de Madrid nas zonas limitrofes da capital espanhola, enfim... Trata-se, efectivamente, de uma única e mesma casta? Não há diferenças clonais?

3- Embora o rio seja o mesmo, os vinhos não são necessariamente iguais. Que diferenças encontra entre os tintos do Douro e de Ribera del Duero?

4- Confirma que o Vega Sicilia é um tinto de nível mundial? E, onde acha que reside a grandiosidade desse vinho?

5- É sempre ingrato responder a este tipo de perguntas mas, quais as melhores colheitas em Ribera del Duero nas últimas duas décadas?


Um grande abraço e... até já!

Pedro


¿Pedro? Su nombre me suena... Usted ya ha preguntado antes ¿no? Very Happy

¿Ribera del Duero? Esta tarde he probado 20 vinos, mayoría de 2006, y la verdad, me han decepcionado bastante. Creo que se siguen cometiendo demasiados errores en la zona, y no me gusta demasiado lo que se estça haciendo...

Si, lo que comentas de Pesquera es verdad, fue la marca que lanzo Ribera del Duero en Estados Unidos. Luego Parker se enfado con su importador y la marca sufrio bastante tiempo, pero para entonces Ribera ya estaba en la mente de los aficionados.


Castas: todas las que mencionas y otras mas !¡¡)))(mi teclado esta volviendose loco de nuevo...¿!!¡) son lo mismo. Hay diferente clones, pero ni siquiera dentro de una DO hay un unico clon. Igual que he comentado antes, la casta se va adaptando a la zona, y sus caracteristicas se van alterando muy lentamente. Pero es todo ampelograficamente lo mismo.

Duero y Douro producen vinos muy diferentes, aunque hay gente que se empeña en esconderlos debajo de toneladas de madera y entonces son iguales... Pero, en Douro hay mucha mas riqueza de castas, en Ribera domina absolutamente la tempranillo. Y los suelos son muy diferentes en Ribera no hay xisto, y los suelos se han envenenado con quimica durante años, asi que hay problemas de acidez y phs muy altos. Los vinos de Douro los encuentro mas frescos y minerales.

Vega Sicilia es una gran bodega, y ha producido y produce algunos vinos de clase mundial, pero no todos los años. Es muy dificil generalizar, igual que es imposible hacer grandes vinos cada año. Yo te hablaria de añadas: 68, 70, 94...

Y si generalizar en Vega Sicilia ya es dificil, para toda la region mucho mas... Pero vaya, fueron buenos 1994, 1995 y 1996, tambien 1999 y 2001, y de las ultimas me gusta 2005.

Ate... prossima? Wink
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
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MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 9:08 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Luis Gutiérrez,

E, já que estamos tão pertinho... porque não Toro!

1- A região foi criada em 1987 mas o prestígio dos seus vinhos parece ser antigo. O elogio parte de Vayrac que já em 1719, conforme consta na obra "Vignobles et vins d'Espagne", da autoria de Alain Huetz de Lemps, se referia a Toro dizendo que tinha "buen vino y las mujeres más bellas de España". Concorda? E em relação às mulheres?

2- A casta Tinta de Toro é completamente distinta ou não passa de uma variação adaptativa do Tinto Fino?

3- Sinto que uma força alcoólica por vezes excessiva e algumas extracções mais vincadas acabam por ferir o equilíbrio da maioria dos tintos nascidos em Toro. Confirma esta ideia ou as coisas começam a mudar?

4- Que produtores vão fazendo a diferença?


Um grande abraço e... até já!

Pedro


¿Toro? Es una zona que resurgio muy fuertemente, pero que le esta costando vender sus vinos. Es ideal para producir tintos potentes, pero creo que el gusto esta cambiando muy poco a poco, y hay mas interes por otro perfil de vinos. Si, es una region antigua, pero realmente todas lo son, y todas han tenido algun momento de esplendor y fama, o algun escritor o famoso que hablaba bien de sus vinos. De lass mujeres, depende. No se con quien se encontraria este tipo... Laughing

De la tinta de toro, lo que te decia antes. Es el clon local de la tempranillo.

En cuanto al alcohol, tienes toda la razon. Es una zona caliente, que como decia tiene facilidad para producir vinos potentes y de alto contenido alcoholico. Tienes que beberlos en invierno con un jabali!

En la zona me quedo con Maurodos (San Roman), pero como no es muy original te darçe un nomnbre secreto: Dominio del Bendito...
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
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MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 9:15 pm    Assunto: Responder com Citação

Paulo Rodrigues escreveu:
Olà Luiz.

Os brancos de Mosel são dos meus vinhos preferidos.
Creo que he leido que a Luiz Guitierrez tambien le gustan, si no me equivoco Cool

Estive sábado num restaurante tailandês em Londres, que tinha na carta uma grande escolha de rieslings alemães.
Os Kabinet e Spaetlese, são os meus vinhos de eleição para comida condimentada, indiana ou tailandesa. A minha escolha foi para um Dr Loosen Spaetlese 2001.
Além deste tipo de comida, em que outros casos pensas que este tipo de vinhos funciona bem ? Sin contar con el de beberlo a solo. Wink

Uma das ligações que muitas vezes gostamos de experimentar, é a do Jamon Ibérico. A escolha é quase sempre o fino de Jerez. Que outro tipo de vinho poderá funcionar com o "Jamon" ?

Un Saludo

Paulo Rodrigues


Paulo eu gosto de casi todos os vinhos, incluido moscatel Wink

En cuanto a kabinett y spatlese me parecen ideales para salmon ahumado. Pueden ir tambien con ensaladas, que suele ser dificiles. Y si los dejas envejecer en botella unos 10 años dan una sensacion casi seca, y se pueden tomar con sushi, con marisco... ¡con muchas cosas! Me cuesta mas pensar ocn que beber un tinto cargado de madera...

Para el jamon iberico, una de las mejores combinaciones es un champagne. Aunque un dia oi decir a Joselito "mi jamon esta bueno hasta con Coca=Cola"

Salud!
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Luis Gutiérrez



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MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 9:22 pm    Assunto: Responder com Citação

alentejano escreveu:
Hola Luís

1 Teniendo en cuenta todas las catas de vinos de Portugal que ya as hecho, según tu opinión cuales son las principales virtudes e los defectos mas comunes de los vinos Portugueses ?

2 Nunca los vinos de España tuvieran tantos 100 puntos como en la era Miller. Hubo mudanzas en el mundo del vino español en el pos-Miller ?

3 Como es la relación del aficionado español con los corchos sintéticos, rosca... ?

4 Sabes algo de un hipotético Vega Sicilia Blanco, o solo son rumores ?

Saludos


Olá Alentejano,

La virtud de los vinos portugueses es su caracter, me gustan los vinos diferentes, me canso de vinos todos iguales. Los defectos más comunes ahora (porque en el pasado había demasiados vinos rusticos y tal vez con defectos de elaboracion que ahora no se suelen encontrar) es el mismo que en España: sobremadurez, sobreextraccion y exceso de madera.

Los primeros 100 de Miller causaron bastante sensacion. Ahora ya no tanto, porque puntua muy alto, y de hecho pienso que si sigue así su influencia va a ser cada vez menor. Hay muchisimos vinos con puntuaciones altisimas, algunas que resulta dificilies comprender, y poco a poco dejan de tener significado. ¿Que es un vino de 96 puntos cuando hay cientos de otros con la misma puntuación?

Aquí en España el tapón sintético y la rosca casi no existen, pienso que similar a Portugal. Para vinos de consumo inmediato, tal vez, pero esos no son los que a nosotros nos interesan ¿no?

Sí, en Vega Sicilia llevan haciendo pruebas con blanco desde hace unos años, pero de momento no hay planes para sacarlo al mercado. Yo he probado algunos, la proxima vez que Miguel Louro nos invite a su casa te lo cuento...

Abraço,

Luis
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Luis Gutiérrez



Registrado: Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004
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MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 9:48 pm    Assunto: Responder com Citação

Paulo Rodrigues escreveu:
alentejano escreveu:
Hola Luís

(..)

2 Nunca los vinos de España tuvieran tantos 100 puntos como en la era Miller. Hubo mudanzas en el mundo del vino español en el pos-Miller ?

(...)

Saludos


Hablando de Parker !...........

Si Miller fuera el catador en Portugal, e Squires en España, que crees que passaria ?
Lo mejor que Squires ha dado a un vino portugues, ha sido un 96. Miller unos quantos 100 en España.
Es Miller un hombre muy generoso, o los vinhos de 100 se lo merecen ?

Un saludo.


Squires y Miller son diferentes, ambos tienen sus virtudes y sus defectos. Pero no tengo idea de lo que pasaria si las asignaciones fueran al revés... Dar 100 a muchos vinos no creo que sea necesariamente bueno. Para mi gusto Miller es generoso, muy generoso...
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Luis Gutiérrez



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MensagemEnviada: Qua Mar 18, 2009 10:01 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Luis Gutiérrez,

E como já lhe tomámos o gosto, continuemos "la Vuelta"... para uma etapa em Bierzo.

1- Parece ser consensual que a casta Mencía corresponde ao Jaen português. Não existem muitos termos de comparação mas, do que conheço, não encontro grande paralelismo entre os vinhos dos dois lados da fronteira? Concorda com esta perspectiva? E qual o porquê desse distanciamento: o clima, os solos, a abordagem vitícola, os procedimento enológicos...?

2- Em seu entender, a que se fica a dever muito do encanto dos tintos de Bierzo?

3- Nas provas que fiz para o Portal Portugal 2009 - Guia de Vinhos Portugueses & Estrangeiros, um dos vinhos que mais me impressionou foi o Villa Corullón 2004. E, confesso, achei que era um vinho que funcionava muito bem à mesa. Do que conhece da gastronomia portuguesa, que sugere para acompanhar esse vinho? E, com raízes em Espanha, o que é que nos propõe?

4- A dado momento da entrevista refere um tinto de Bierzo que o impressionou particularmente, de seu nome Mengoba. Quem o produz? É um vinho elaborado exclusivamente com a casta Mencía? Que encontrou de especial nesse vinho?


Um grande abraço e... até já!

Pedro


¿La vuelta? Espro que sea la última etapa. ¡Yo no soy Ocaña! Crying or Very sad

Bierzo si que es una zona que se ha reinventado. Pero allí hay muchisima diferencia de los vinos producidos de las viñas 'de abajo' con los de 'las de arriba', en pendientes de pizarra, de cepas muy viejas con una producción muy pequeña. Puede ser por eso que parecen muy diferentes los vinos de Jaen de los Mencías de Bierzo. Creo que sí, que la casta es la misma. También cuesta creer que Château Rayas y l'Ermita son ambos garnacha...

Una vez más el encanto de los vinos del Bierzo para mi está en su frescor, su equilibrio, y su mineralidad. Ciertamente por el clima y el 'terroir', pero también porque han ddecidido hacer vinos en ese estilo (aunque no todos, claro...).

Sí, a mi también me gusta Corullón, aunque cualquiera de los vinos de la bodega me gusta bastante, y en relación calidad-precio Pétalos del Bierzo es magnífico. Son buenos vinos para la mesa, creo que son muy versátiles. ¿Tripas na moda do Porto? ¿Porque no? Tiene a la vez tanino y acidez. De España recomendaría algo de la rica gastronomía berciana, botillo o un cocido maragato (you'lll have to google it!).

Mengoba es el proyecto peresonal de Gregory Pérez, un francés de origen español que hasta 2007 estaba a cargo de los vinos de Luna Bebride, una conocida bodega en Bierzo. Su nuevo tinto está elaborado totalmente en barrica, pero la madera respeta totalmente al vino, y tiene un porcentaje pequeño de una casta local, estaladiña, que no se si está aprobada por el Consejo Regulador, así que no lo puede mencionar. Tiene caracter, frescor y equilibrio. Las tres palabras mágicas!

Até amanha!
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Abílio Neto



Registrado: Quinta-Feira, 1 de Setembro de 2005
Mensagens: 3677

MensagemEnviada: Qui Mar 19, 2009 1:35 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Luis Gutiérrez,

E, já que estamos tão pertinho... porque não Toro!

[b]1- A região foi criada em 1987 mas o prestígio dos seus vinhos parece ser antigo. O elogio parte de Vayrac que já em 1719, conforme consta na obra "Vignobles et vins d'Espagne", da autoria de Alain Huetz de Lemps, se referia a Toro dizendo que tinha "buen vino y las mujeres más bellas de España". Concorda? E em relação às mulheres?

3- Sinto que uma força alcoólica por vezes excessiva e algumas extracções mais vincadas acabam por ferir o equilíbrio da maioria dos tintos nascidos em Toro. Confirma esta ideia ou as coisas começam a mudar?



Pedro,

O Luis respondeu e, antes de fazer as minhas 4 perguntitas (Luis, tem de ser Wink , eres Indurain, hombre), comento os 2 pontos abaixo:

2 - O Vayrac tinha toda a razão do mundo sobre os vinhos de Toro e... mais ainda sobre as mulheres Very Happy Laughing Wink da Provincia...!

3 - Abri (mais alguns foristas...) uma garrafa de Pintia 02, soberba a evolução...

Posto isto, as perguntas:

- Parece-lhe bem a Orowines, ou seja, a passagem e acumulaçao de negociante de vinhos para produtor, caso do J. Ordoñez? Sobretudo, para fazer vinhos a imagem de um determinado onde se trabalha... e até gosto de alguns vinhos deles!

- É possível em Navarra (muita gente nao sabe, mas é uma terra quente) fazer-se a garnacha brilhar em varietal? Dê-nos 2 exemplos, se achar possível.

- Há uma prática que gosto em Espanha, que é a "deslocalizaçao" de alguns produtores (mais pequenos) / enologos (projectos próprios) das suas regioes, menos com a ideia de produzir massivamente (para aumentar a gama), mas mais para procurar terroir e possibilidades e castas menos conhecidas, Telmo Rodriguez, Palacios, Sara Perez, Raul Perez e outros, que achas disso?

- Porque razao a Niepoort goza de tanto prestígio em Espanha, Dirk + Vinho? Ou outra coisa qualquer.


PS: Tenho toda a colecçao dos livros que fez para o El Mundo, mais do que o de Portugal, impressionou-me (ainda o consulto) o da Alemanha. Se os queimaram, isso foi um crime... PJ, o que mandaste fazer Evil or Very Mad !

PS 1: Na próxima semana alguns foristas vamos fazer uma visita eno-gastronomica a Zamora, Bendito é uma das Bodegas que será visitada, esperamos fazê-lo na companhia do Ruben Becker. Os vinhos sao muito bons!
_________________
Abraços,

Abílio Neto
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