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Entrevista com Domingos Soares Franco /José Maria da Fonseca
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Registrado: Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2007
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MensagemEnviada: Sex Fev 13, 2009 1:05 am    Assunto: Entrevista com Domingos Soares Franco /José Maria da Fonseca Responder com Citação

Caros foristas,

O nosso próximo entrevistado, o engenheiro Domingos Soares Franco, quase dispensa apresentações. Nascido em 1956, viria a diplomar-se em Ciências da Fermentação pela prestigiada University of California, sediada em Davis, corria o ano de 1981.

O seu trajecto profissional começou a desenhar-se me em Setembro de 1980, quando assumiu o cargo de Director de Produção da José Maria da Fonseca, função que viria a desempenhar até Fevereiro de 1983. Logo em Março desse ano, passa a assumir a Vice-Presidência da empresa, mantendo em paralelo o cargo de enólogo-chefe.

A sua vasta experiência profissional e o reconhecimento do seu trabalho acabariam por merecer o reconhecimento dos seus pares: daí que se tenha tornado, com toda a naturalidade, membro da American Society of Enology, da Sociedade Portuguesa de Viticultura e Enologia e membro executivo da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal.

Hoje, o seu trajecto e o da empresa a que está umbilicalmente ligado quase se confundem e, no meio de inúmeros prémios e distinções destacam-se:


- Enólogo do Ano 2003 (Vinhos Generosos) / Revista de Vinhos;

- José Maria da Fonseca / 6 vezes “Winery of the Year”, Wine & Spirits (EUA): 1991, 1992, 1994, 1995, 1998 e 2001;

- José Maria da Fonseca / Empresa do Ano 2007 (Vinhos Generosos) / Revista de Vinhos.


É um privilégio enorme para a Nova Crítica-vinho poder auscultar a opinião de um homem que comanda os destinos -não só enológicos- de uma das maiores empresas do sector vitivinícola nacional. E, convém não esquecê-lo, um nome maior dos Moscatéis nacionais.

Uma oportunidade única... a não perder! Participe, já a partir da próxima segunda-feira.

Nova Crítica-vinho
Tiago Teles
Pedro Gomes
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alentejano



Registrado: Domingo, 27 de Outubro de 2002
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MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 12:05 am    Assunto: Responder com Citação

Antes de mais queria agradecer pelos momentos tão especiais que muito dos seus vinhos tem proporcionado a mim, família e amigos com quem os tenho partilhado.

Gostaria de perguntar o seguinte:

- Acerca dos vinhos de garrafeira que começaram a ser produzidos a partir de 1945, pode decifrar a grande parte das siglas dos mesmos ? como por exemplo:
P
DA
AE
CB
EV
CO
TE
RA

- Se é que se pode falar de diferenças, quais se podem encontrar entre o Alambre 20 anos engarrafado em 2008 e o engarrafado em 2004 ?
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João Pedro Carvalho
Alentejo, uma paixão.
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 12:36 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Engenheiro Domingos Soares Franco,

Começo por agradecer-lhe, em meu nome pessoal e em nome da Nova Crítica-vinho, a sua receptividade e imediata disponibilidade para esta entrevista. É para todos nós um imenso prazer poder perceber a sua forma de estar e olhar o vinho. Muito obrigado...

Partamos, então, para uma pequena série de perguntas.

1- Numa visão de relance, como olha para a evolução dos vinhos portugueses nas duas últimas décadas?

2- Embora a José Maria da Fonseca elabore vinhos em diferentes regiões, como é ser-se uma "major" numa região que não tem o protagonismo de um Douro ou de um Alentejo? Vantagens e inconvenientes de se lidar com o nome menos mediático como é o da Península de Setúbal?

3- D.O.C Palmela, D.O.C. Setúbal, Regional Terras do Sado... não serão denominações a mais para um contexto geográfico ainda tão pouco arreigado na mente do consumidor? A bem da região e do mercado, não seria preferivel uma uniformização na denominação de origem?

4- O ilustre José Maria da Fonseca, seu familiar e fundador da prestigiada casa homónima que hoje dirige, teve a ousadia de introduzir a casta Castelão (então Periquita), na Cova da Periquita, corria o ano de 1830. Corrija-me se estiver errado, mas não estamos a correr o risco de ver desaparecer os monovarietais desta casta, que tanto prestígio deram à região?

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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zepinto



Registrado: Terça-Feira, 4 de Outubro de 2005
Mensagens: 49
Localização: Macau

MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 2:49 am    Assunto: Novas gerações que produzem e provam o vinho Responder com Citação

Bom dia!

Qual o seu conselho às novas gerações que escolhem e provam vinho?

E qual o seu conselho aos enólogos que agora se iniciam na produção do vinho em Portugal?

Por fim, qual foi a colheita (ou ano) pela qual mais lutou e que mais se orgulha?
_________________
Jose Ferreira Pinto
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Bruno



Registrado: Terça-Feira, 9 de Mai de 2006
Mensagens: 80

MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 4:59 am    Assunto: Responder com Citação

Sr. Eng. Domingos Soares Franco,

Agradecendo a oportunidade, aproveito para lhe colocar a seguinte questão:

Quais serão na sua opinião os reflexos no mercado, produção e qualidade do vinho em Portugal face à actual conjuntura, que se prevê longa, de crise económica e financeira mundial?

Cumprimentos
_________________
Alegro moderato
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Rui Lourenço Pereira



Registrado: Terça-Feira, 8 de Janeiro de 2008
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MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 11:17 am    Assunto: Responder com Citação

Bom dia e bem vindo,

Visto que é uma oportunidade óptima para lhe fazermos todo o género de perguntas, vou começar:

- Periquita: porque não tem em Portugal a projecção de outros tempos ou a que tem no Brasil?
- Será a areia da Arrábida a principal justificação para os Moscatéis de Setúbal terem tão grande preponderância sobre os do Douro, ou também podemos considerar os ventos de Asuão e as técnicas de vitivinicultura aplicadas?
- Bastardinho: A vinhas foram arrancadas e se não perservar umas garrafinhas para os meus netos nunca eles provarão tal néctar. Qual a razão para se terem arrancado as vinhas? Estavam velhas? Reconversão?
- Sou da opinião que o Castelão só fica bom de beber depois de amaciado na garrafa. A que se deve tal adistrigência da casta enquanto bebido em novo?
- Continua a ir a França comprar Armagnac para o colecção privada? É sempre o mesmo fornecedor ou vai variando?
- Alambre 20 anos: A quantidade disponível não justifica um Campanha de Marketing?
- O vinho feito para homenagear as gémeas quando estará à venda em Portugal. Já o provei mas nunca o vi à venda por cá. Alguma razão?
- Qual a sua opinião relativamente ao facto da restauração estar a acabar com muitos dos produtores devido às margens gigantescas que pratica?
- Para quando uma "Prova Capital" para os foristas do "Nova Crítica" nas instalações da JMF?

Assim que tiver mais tempo volto à carga.

Abraço
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rlp

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DSF



Registrado: Quinta-Feira, 12 de Fevereiro de 2009
Mensagens: 48
Localização: Azeitão

MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 12:03 pm    Assunto: Responder com Citação

alentejano escreveu:
Antes de mais queria agradecer pelos momentos tão especiais que muito dos seus vinhos tem proporcionado a mim, família e amigos com quem os tenho partilhado.

Muito obrigado por tal elogio.


alentejano escreveu:
Gostaria de perguntar o seguinte:

- Acerca dos vinhos de garrafeira que começaram a ser produzidos a partir de 1945, pode decifrar a grande parte das siglas dos mesmos ? como por exemplo:

P Passarela (Dão)
DA Dão Albuquerque (Dão - Casa da Insua)
AE Alentejo Extremoz (actual Quinta do Carmo)
CB Cova da Beira
EV Engenheiro Vieira (Prof. Manuel Vieira)
CO Clara de Ovo (Castelão dos argilocalcarios)
TE Tinto Especial (proveniente da Quinta de Camarate
RA Região Algeruz (castelão das areias)

- Se é que se pode falar de diferenças, quais se podem encontrar entre o Alambre 20 anos engarrafado em 2008 e o engarrafado em 2004 ?[/quote] As diferenças estão em alguns vinhos bases. Podem ter 80 anos e num lote seguinte podem ter uns 70 anos. Depende dos stocks que existem na altura. O importante é que o vinho mais novo tenha pelo menos 20 anos.O estilo de vinho vou adaptando ao gosto do consumidor
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Registrado: Quinta-Feira, 12 de Fevereiro de 2009
Mensagens: 48
Localização: Azeitão

MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 12:26 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Engenheiro Domingos Soares Franco,

Começo por agradecer-lhe, em meu nome pessoal e em nome da Nova Crítica-vinho, a sua receptividade e imediata disponibilidade para esta entrevista. É para todos nós um imenso prazer poder perceber a sua forma de estar e olhar o vinho. Muito obrigado...

Caro Pedro é com enorme prazer que adiro a esta magnifica ideia

Pedro Gomes escreveu:
Partamos, então, para uma pequena série de perguntas.

1- Numa visão de relance, como olha para a evolução dos vinhos portugueses nas duas últimas décadas?

Acho que tem havido uma evolução bastante positiva. No entanto, não temos os melhores do mundo (que tanto se houve falar). Temos optimas bases, optimas castas, optimos tecnicos, mas ainda temos uma longa caminhada pela frente. Temos seguido muito (talvez demais) as modas do Novo Mundo. Temos que saber trabalhar as nossas castas, saber aonde plantas e como.

Pedro Gomes escreveu:
2- Embora a José Maria da Fonseca elabore vinhos em diferentes regiões, como é ser-se uma "major" numa região que não tem o protagonismo de um Douro ou de um Alentejo? Vantagens e inconvenientes de se lidar com o nome menos mediático como é o da Península de Setúbal?

É o que nos falta é esse protagonismo para a região. Somos poucos nesta região, pouca concorrencia. Materia prima existe na região, temos é que fazer mais "barulho"

Pedro Gomes escreveu:
3- D.O.C Palmela, D.O.C. Setúbal, Regional Terras do Sado... não serão denominações a mais para um contexto geográfico ainda tão pouco arreigado na mente do consumidor? A bem da região e do mercado, não seria preferivel uma uniformização na denominação de origem?

Sempre comunguei dessa ideia, de que temos nomes a mais. Estamos neste momento a ver qual é o melhor nome para a região poder trabalhar com um como chapeu de chuva e por baixo do qual existem os DOC. Temos sim que uniformizar e ter um nome para a região que seja facil de dizer em Português e Inglês e facilmente identificavel

Pedro Gomes escreveu:
4- O ilustre José Maria da Fonseca, seu familiar e fundador da prestigiada casa homónima que hoje dirige, teve a ousadia de introduzir a casta Castelão (então Periquita), na Cova da Periquita, corria o ano de 1830. Corrija-me se estiver errado, mas não estamos a correr o risco de ver desaparecer os monovarietais desta casta, que tanto prestígio deram à região?

O José Maria da Fonseca quando se mudou para esta região comprou uma propriedade chamada Cova da Periquita. Ai plantou a casta Castelão Francês. Com o passar dos tempos as pessoas da região gostaram do vinho aí produzido e pediram lhe varas da Cova da Periquita e varas da periquita. Assim lhe mudaram o nome da casta na região. No entanto, ficou provado em Bruxelas que o nome Periquita é uma marca registada por JMF e que a casta se chama Castelão. Qualquer pessoa pode pôr no rotulo a castas Castelão mas não o nome Periquita

Pedro Gomes escreveu:
Um grande abraço e... até já!

Um abraço
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MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 12:48 pm    Assunto: Re: Novas gerações que produzem e provam o vinho Responder com Citação

zepinto escreveu:
Bom dia!

Bom dia!

zepinto escreveu:
Qual o seu conselho às novas gerações que escolhem e provam vinho?

É importante escolherem aquele que mais lhe agrada ao seu paladar. Aprendam a provar (frequentar cursos de prova). Vinho faz bem á saúde em moderação.

zepinto escreveu:
E qual o seu conselho aos enólogos que agora se iniciam na produção do vinho em Portugal?

O mesmo que me disseram a mim quando acabei o curso. Ter muita paciência pois a experiência ajuda muito. A vinha demora muitos anos até dar qualidade e o enologo irá ter um longo caminho até atingir o estado de qualidade.
Que participem em discussões abertas com colegas, assim se aprende muito, se possivel viajem (sózinhos, pois conseguesse visitar bastantes mais adegas por dia, do que se fôr acompanhado, mesmo com colegas).
Que temos bons vinhos mas não os melhores do mundo e que temos muito que aprender sobre as nossas castas.

zepinto escreveu:
Por fim, qual foi a colheita (ou ano) pela qual mais lutou e que mais se orgulha?

2008 !! Devido as condições climatericas que alteraram as condições "normais" de maturação das uvas. Cá em casa conseguimos vindimar todas as castas na altura certa, com uma qualidade nunca antes atingida
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MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 1:05 pm    Assunto: Responder com Citação

Bruno escreveu:
Sr. Eng. Domingos Soares Franco,

Agradecendo a oportunidade, aproveito para lhe colocar a seguinte questão:

Quais serão na sua opinião os reflexos no mercado, produção e qualidade do vinho em Portugal face à actual conjuntura, que se prevê longa, de crise económica e financeira mundial?

Cumprimentos

Bom dia !

Em minha opinião acho que se irá ver o desaparecer de muitas marcas. O consumidor está muito confuso com os milhares de marcas que existem no mercado. Com menos poder de comprar irá para aquelas que já estão no mercado á bastante tempo e que tenham preço / qualidade desejada. Irá fazer menos aventuras em marcas que não conhece. Os topos de gama desde que não estejam muitos caros irão continuar a vender, os do meio da tabela serão aqueles que irão sofrer mais. O mercado irá ditar as suas regras e irá separar os profissionais dos restantas
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MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 1:38 pm    Assunto: Responder com Citação

Rui Lourenço Pereira escreveu:
Bom dia e bem vindo,

Visto que é uma oportunidade óptima para lhe fazermos todo o género de perguntas, vou começar:

Bom dia

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Periquita: porque não tem em Portugal a projecção de outros tempos ou a que tem no Brasil?

Sempre fomos uma empresa principalmente exportadora sem nunca menosprezar o mercado nacional, por isso o Periquita se vender tão bem no Brasil assim como na Suecia e em outros paises. No entanto nunca vendemos tanto Periquita em Portugal como agora

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Será a areia da Arrábida a principal justificação para os Moscatéis de Setúbal terem tão grande preponderância sobre os do Douro, ou também podemos considerar os ventos de Asuão e as técnicas de vitivinicultura aplicadas?

Em primeiro lugar são castas diferentes, depois as caracteristicas de cada região são diferentes tanto ao nivel de clima, solos, exposição ao Sol.
A vitivinicultura também são diferentes. A unica semelhança é serem ambos Vinhos Generosos

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Bastardinho: A vinhas foram arrancadas e se não perservar umas garrafinhas para os meus netos nunca eles provarão tal néctar. Qual a razão para se terem arrancado as vinhas? Estavam velhas? Reconversão?

As vinhas não eram nossas mas sim de fornecedores nossos. Estavam plantadas na margem esquerda do Tejo na zona que vai da Caparica até ao Lavradio. O cimento tomou conta delas ...infelizmente

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Sou da opinião que o Castelão só fica bom de beber depois de amaciado na garrafa. A que se deve tal adistrigência da casta enquanto bebido em novo?

Devido á acidez da própria casta assim como aos taninos. Hoje em dia existem tecnicas de viticultura e enologia que contornam esse problema

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Continua a ir a França comprar Armagnac para o colecção privada? É sempre o mesmo fornecedor ou vai variando?

Hoje em dia já não é necessário ir a França prova o Armagnac, pois o fornecedor continua a ser o mesmo e sabe exatamente o que quero.

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Alambre 20 anos: A quantidade disponível não justifica um Campanha de Marketing?

Como a quantidade está limitada não é necessário fazer campanha.

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- O vinho feito para homenagear as gémeas quando estará à venda em Portugal. Já o provei mas nunca o vi à venda por cá. Alguma razão?

Essa marca será só para exportação

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Qual a sua opinião relativamente ao facto da restauração estar a acabar com muitos dos produtores devido às margens gigantescas que pratica?

Eu acho que o problema é que alguns produtores tem que ter em conta os preços que praticam. Os preços devem ser acordados entre ambas as partes

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Para quando uma "Prova Capital" para os foristas do "Nova Crítica" nas instalações da JMF?


Talvez no final deste Forum hajam algumas novidades ....

Rui Lourenço Pereira escreveu:
Assim que tiver mais tempo volto à carga.

Ok, cá estarei á espera

Rui Lourenço Pereira escreveu:
Abraço

Abraço
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joaorico



Registrado: Sexta-Feira, 30 de Dezembro de 2005
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Localização: Peniche

MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 2:02 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Engº Domingos Soares Franco,

Em primeiro lugar gostaria de o felicitar, e à sua equipa, pelo reconhecimento do Hexagon, no evento da passada Sexta feira. Eu bebi-o durante o jantar e confesso que estáva num momento fantástico.

As perguntas:

Arrow Confesso que sou um devoto pelos vinhos da Madeira, no entanto, tenho provado moscatéis geniais, principalmente da vossa Casa. Tal como o Madeira, o moscatél é um vinho ainda com pouco reconhecimento, muitos desconhecem o valor real do Moscatél de Setúbal. A JMF integra no seu património mais de 90% dos melhores moscatéis feitos na região. A que se deve tanta diferença? à antiguidade da Casa? Ao stock de lotes velhos que foram sendo guardados? O que pensa ter de ser feito para internacionalizar mais, o Moscatel de Setúbal?

Arrow Dos vinhos mais fantásticos que bebi, e na altura acabei por ligar-lhe, foi o tal velhissimo licoroso à base de Castelão. O Palmella Superior. Já não existem condições para reeditar um vinho assim?

Arrow Como empresa familiar que é, apesar da sua grandeza, como tem encaminhado as gerações vindouras, as que ainda agora se estão a formar? Costuma dar alguns conselhos para o futuro do conteúdo da maravilhosa Adega dos Teares Velhos?

Arrow Por falar nesse local unico e mágico. Sei que não passa por lá muitas vezes, mas o que sente quando lá entra?

Arrow Finalmente, um pouco de curiosidade.....Tem provado as recentes edições dos Torna Viagem? Como se estão a portar?


Abraço,
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João Rico

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Rui Lourenço Pereira



Registrado: Terça-Feira, 8 de Janeiro de 2008
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Localização: Algures...

MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 3:41 pm    Assunto: Responder com Citação

Vamos a mais uma leva:

- João, acabaste de focar um ponto que também me interessava. Palmella Superior. Para quando algo semelhante? E possível?
- Estando os dois irmãos à frente da JMF, o Eng. e o seu irmão, António, dá-me a impressão que a sucessão está bem garantida. Tem sido um cuidado vosso transmitir todos os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos? Eles têm motivação para continuar?
- Quando será possível ao comum dos mortais provar esse mito chamado Torna Viagem?
- Como estão a correr as experiências no Douro? O Dominus Plus está a satisfazer as vossas expectativas? Está a ser muito diferente trabalhar os vinhos das Terras do Sado e Alentejo relativamente ao Douro?
- O Hexagon, considerado o topo de gama da JMF em termos de vinhos de mesa, é aquilo que sempre quis criar ou por outro lado ainda não atingiu o seu "sonho"?
- Não tendo a região das Terras de Sado" grande projecção em Portugal em termos de notoriedade comparada com Douro, Alentejo, Dão entre outras, porque não actuam as empresa da região em maior parceria? Haverá assim tão grandes diferenças entre as empresas da região? Do G7, G6 ou G5 das empresas produtores de vinho em Portugal, duas encontram-se a escassos metros em Azeitão. Costumam actuar em parceria em defesa da região, ou serão sempre, concorrentes?
- Tendo em casa várias vinhos vossos, como Bastardinho, Alambre, Alambre 20 anos, Colecção Privada para além de algumas referências em vinhos de Mesa (ex: 1 caixinha de Hexagon onde ninguém toca Smile Smile Smile ), noto que no Alambre vulgo corrente, do qual penso que tenho todos desde 1995, reparo que há alguma evolução destes na garrafa. Valerá a pena guardar estes vinhos?
Nota: Aproveito para lhe dizer que a título pessoal não gosto da nova imagem do Alambre, apesar de compreender que gostos não se discutem. Qual o porquê da mudança?

Voltarei mais tarde.

Abraço
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joaoredrose



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MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 5:39 pm    Assunto: Responder com Citação

Boa tarde Domingos,

Eu também estou um pouco como o João e o Rui, quanto mais provo e conheço os Moscateis, y, sem sombra de pecado :-), os JMF more than any other, mais siderado fico.
Pegando no que dizias numa resposta mais em cima, "No entanto, não temos os melhores do mundo ", apetece discordar e dizer que alguns dos vossos Moscateis estão no top mundial.
E, de novo como diz o João, sente-se mesmo que estamos num "local único e mágico" na Adega dos Teares Velhos. Tive a sorte de fazer a visita com o João Vila Maior, que nos faz vibrar ainda mais com o seu entusiasmo.
Enfim, tudo isto para dizer que, sem patriotismo balofo, todos nós do mundo do vinho PT, profissionais ou enófilos, temos que olhar com mais respeito, carinho e orgulho para estes Grandes Vinhos. Por exemplo, terminar aquela refeição especial com eles. Nem sempre o Porto tem que ser a chave d'ouro, perdoe-se o clixé.

Concordo totalmente com o que dizes "Temos seguido muito (talvez demais) as modas do Novo Mundo. Temos que saber trabalhar as nossas castas, saber aonde plantas e como.".
No entanto, y sorry pela ousadia, às vezes tenho ficado com a impressão que a JMF faz um pouco isso. Essa ideia de "O estilo de vinho vou adaptando ao gosto do consumidor" que me parece tão Novo Mundo, como se o mais importante não fossem as uvas.
Claro, a prespectiva é diferente quando, como eu, se fazem pequenos ou grande volumes. Mas, e esta é a minha dúvida, mesmo o mercado dos vinhos mais "industriais" não está a evoluir para menos manipulação? Quase como nos restaurantes, respeito pelo produto?

Y nada, gracias y saludos desde el Douro,
joão roseira
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Arnaud



Registrado: Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2007
Mensagens: 134
Localização: Parede

MensagemEnviada: Seg Fev 16, 2009 7:53 pm    Assunto: Responder com Citação

Boa tarde,

Obrigado por ter aceite responder as nossas perguntas.

- Quais são do seu ponto de vista as características e a especificidade da região Terras do Sado e dos seus vinhos?
- Além das tradicionais Castelão, Moscatel e Fernão Pires, quais são as castas que se dão melhor na região?
- Houve nos ultimos anos muitas novidades no portefólio da José Maria da Fonseca (Periquita Branco e Rosé, DSF Verdelho, DSF Moscatel Roxo Rosé, DSF Clarete Malbec). Será que podemos esperar ainda mais novidades, mais monocastas exóticos?
- Fala-se muito da importância do terroir, ou pelo menos da personalidade nos vinhos. Será que isto ajuda a vender ou não passa duma visão poética para 'wine lovers' e produtores de garagem? Em que medida as castas nacionais podem ajudar a vender lá fora por proporcionarem essa diferença e personalidade? Não serão a imagem de marca (Periquita) ou o nome do país/região preponderantes? Será que as práticas enológicas modernas deixam ainda a lado varietal exprimir-se?
- Qual é o peso das vossas marcas nas outras regiões para o mercado exterior? Somos capazes de ver um dia um Periquita Alentejo ou um Periquita Douro?

Muito obrigado.

Arnaud
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