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Entrevista com Jorge Moreira (Poeira/Enólogo)
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luiz otávio peçanha



Registrado: Quarta-Feira, 19 de Janeiro de 2005
Mensagens: 1403
Localização: piracicaba/sp/brasil

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 12:33 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Jorge Moreira,
Parabéns pelo Poeira, embora eu só conheça o 2004 e o 2005.
Parabéns tambem pelos vinhos da Quinta La Rosa.

Gostaria de esclarecer um detalhe, que fiquei em duvida quando fiz a ficha do teu vinho, numa degustação de vinhos do Douro, aqui no Brasil.
Aqui no catalogo da Mistral, o Poeira integra-se junto com os vinhos dos Lavradores de Feitoria, junto com o Quinta das Pias, Meruge, Três Bagos.
Mas ao fazer a ficha, vi que era um projeto a solo teu; é só uma questão de logistica de exportação?

Na minha recente visita por Portugal, pude observar que alem de um cuidado e tentativa de compreensão extreme com as vinhas, os avanços tecnologicos na tentativa de conseguir um vinho mais equilibrado, mas com uma clara personalidade portuguesa é perseguida por quase todos.
Estes avanços tecnológicos ( diversos tipos de prensagem, variados tipos de cubas, bombas peristálticas, melhor assepssia devido ao inox, um maior conhecimento e uma maior qualidade das barricas ) poderão fazer que haja uma maior uniformidade de vinhos de qualidade pelas diversas regiões portuguesas ( mantendo a diferenças de estilos ), ou o Douro, o Alentejo e o Dão sempre levaram vantagens em relação as outras regiões?

Portugal devagar tem consigo, sistematicamente, ir inserindo alguns de seus vinhos na midia mundial, para alem dos vinhos do Porto.
Na sua visão o que falta para que Portugal dar-se de conhecer melhor para o mundo, nos seus vinhos tranquilos?

Aqui no Brasil, na minha visão, os vinhos portugueses estão cada vez mais sendo conhecidos pelos brasileiros, mas falta uma politica mais agresssiva de expandir este conhecimento, perdendo talvez uma grande oportunidade, devido a saturação do estilo de vinho redondo/docinho do malbec Argentino; dando espaço para a recuperação dos vinhos do sul da França e do sul da Itália.

Desculpe todas estas perguntas, a maioria num contexto mais Portugal do que o projeto Jorge Moreira, mas foi o primeiro a quem tive a oportunidade de perguntar, e é claro a sua visão, vindo de quem vem, é por demais importante.

Abraços,
Luiz Otávio
_________________
De vinho em vinho vamos aprendendo um pouquinho.
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 1:00 pm    Assunto: Responder com Citação

jorge moreira escreveu:
Tiago,

Em cliquei no simbolo mp para enviar as respostas mas na minha caixa de saida não tenho mensagens...

Pode ajudar?

Jorge

Jorge,

Enganei-me, queria dizer na caixa das Mensagens Enviadas.

Um abraço,
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Ellon



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Abril de 2008
Mensagens: 28

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 1:12 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Jorge Moreira,

Em primeiro os meus sinceros parabens pelo belíssimo vinho que produz...o Poeira!!! O meu favorito no Douro....

Gostava de lhe perguntar (isto porque tenho a mania da garrafeira), na sua opinião o Poeira é vinho para que guarda?

Nós em Portugal ainda não temos uma noção exacta do potencial de guarda dos nossos vinhos de topo. O que é uma pena pois penso que muitos dos nossos vinhos ganham imenso com o tempo de garrafa...para não falar nessa importante ferramenta de marketing que nós não usamos!!!

Cumprimentos,

Pedro Guimarães
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jorge moreira



Registrado: Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008
Mensagens: 35
Localização: douro

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 1:24 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
Jorge Moreira,

Queria, desde já, também agradecer o facto de ter aceite este desafio. Um enorme obrigado. O contributo de um enólogo com a sua visão e valor será de enorme interesse para o mundo enófilo que navega neste espaço. Avanço então para o primeiro grupo de perguntas.

Eu é que agradeço e espero corresponder às expectativas.

Tiago Teles escreveu:
1. Qual a motivação que faz nascer um projecto tão peculiar como o Poeira? Qual a ideia que tinha no início? Encontrou o que procurava? Porquê o Douro? Ainda sonha com algo? Que balanço faz dos 8 anos de projecto?

O Poeira nasceu de duas necessidades, a primeira de trabalhar na vinha, o que penso ser fundamental para qualquer enólogo (que na altura trabalhando na RCV como enólogo era impossível), a segunda era criar um vinho exclusivamente da minha responsabilidade sem qualquer interferência. A minha ideia inicial foi criar um vinho ao meu gosto, sem fazer concessões a modas ou pressões comerciais, um vinho verdadeiro sem artefactos feito para ser bebido com prazer e descontracção.

Encontrei o que procurava na região em que já trabalhava, numa encosta virada a norte do rio Pinhão. Tem sido um percurso incrível que ultrapassou completamente as minhas expectativas, tanto pela compreensão e aceitação da minha visão do vinho como pelo próprio potencial da vinha que sinceramente no inicio nunca pensei ser tanto.

Neste momento ainda sonho com tudo, penso que ainda estou no inicio do meu caminho para a produção de um grande vinho, um vinho que resista à prova do tempo que passado 20 anos eu possa dar a provar aos meus filhos com orgulho

Tiago Teles escreveu:
2. De que forma capitaliza a sua experiência no Douro? Que ensinamentos e benefícios retira dessas experiências?

Se estivermos atentos podemos estar sempre a aprender, estive em Itália este fim-de-semana e só provei 2 vinhos e aprendi imenso com ambos.

Tiago Teles escreveu:
3. Os vinhos Poeira associam-se normalmente a adjectivos de elegância e harmonia apesar das duas últimas colheitas irem buscar uma virilidade extra. Há um perfil que procura nos seus vinhos? Eles reflectem um local, uma vinha, um clima, uma pessoa? Que adjectivos utilizaria para descrever o Poeira?

Os meus vinhos reflectem principalmente um local e a mim. Falar de elegância, no contexto mundial, no Douro penso ser um pouco forçado. Somos uma região de grande concentração e estrutura. As palavra que tento que descrevam melhor os meus vinhos é equilíbrio e carácter.

Tiago Teles escreveu:
4. Pensa que os vinhos actuais perderam algum carácter imprevisto, algumas contradições que em tempos faziam deles vinhos especiais, vinhos com identidade? Estarão os vinhos hoje mais iguais entre si? Ou ganharam simplesmente em coerência e inteligência mantendo as suas diferenças?

Penso que há ainda por parte de alguns produtores alguma indefinição, uma procura de caminho. De qualquer forma há cada vez vinhos mais correctos e profissionais, o que em alguns segmentos os torna mais iguais entre si mas há também vinhos de segmentos mais altos cada vez mais personalizados e diferenciados. Temos ainda um longo percurso mas estamos claramente a melhorar. Penso que não devemos confundir defeitos com carácter.

Tiago Teles escreveu:
5. Dos Poeira que já comercializou (2001 a 2006), nutre algum carinho especial por algum deles? Porque razão? O que tem mudado nos Poeira ao longo dos anos?

Tenho um carinho especial pelo 2001 que foi o primeiro que fiz e pelo 2005 que foi o primeiro que fiz na minha adega.

Penso que o Poeira tem vindo a ficar um vinho mais completo e complexo.

Tiago Teles escreveu:
6. De que forma avalia o potencial de envelhecimento dos vinhos Poeira? O que recomendaria ao consumidor para cada uma das colheitas que já produziu?


Uma grande questão quando se fala do potencial de envelhecimento de um vinho é a forma como o vinho foi armazenado, infelizmente até ao 2004 eu guardei os meus vinhos em más condições e sendo assim o melhor é bebe-los.

Para quem os tem guardado em boas condições e pensando na vertical que fiz no encontro com o vinho:

2001- em fase ascendente de evolução a ganhar complexidade e comprimento de prova (a grande evolução nos vinho ocorre nos primeiros 10 anos portanto penso que ainda tem bastantes pela frente)

2002- O mais frágil, ainda fresco e cheio de vida mas penso que está a ganhar pouco em garrafa

2003- O vinho que eu gostei sempre menos, parece que perdeu "peso" e está muito expressivo e atraente. O preferido neste momento para a maioria mas penso com muitos anos para andar

2004- Muito jovem, ainda a perder as arestas do ano extremo que foi 04.
Penso que é dos que tem maior potencial de envelhecimento.

2005- Muito jovem, a passar um fase estranha a mostrar-se mais ligeiro e agressivo do que é na realidade, mas acredito muito neste vinho.

2006- Um bebé, com uma componente vegetal importante mas muito directo e expressivo. Penso ter menos potencial para evoluir do que 04 ou 05
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jorge moreira



Registrado: Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008
Mensagens: 35
Localização: douro

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 1:59 pm    Assunto: Responder com Citação

joaorico escreveu:
Jorge,

Em primeiro lugar fico contente por estares neste espaço e espero que venhas cá muitas vezes para nos transmitires ensinamentos.


Obrigado João mas não penso vir muitas vezes, penso que este espaço deve ser utilizado de uma forma 100% lúdica por amantes de vinho. Eu estou demasiado envolvido para achar que deva participar frequentemente.

joaorico escreveu:
Como sabes, sou um enorme devoto do Vinho Poeira, e concordo contigo quando falas no Poeira 05, mas queria aqui perguntar-te o seguinte:

Arrow O Passagem resulta de uma incursão no Douro Superior e queria perguntar qual o potencial que achas ter esta parte do Douro e as qualidades que pode transmitir a um vinho.

Acho que no Douro superior há a possibilidade de fazer vinhos com um perfil muito diferente do cima corgo. A generosidade da fruta no Douro superior é imensa, permite-nos fazer vinhos muito alegres, atraentes com os aromas e sabores do Douro bem vincados num estilo mais fácil de compreender pelo mercado internacional.

joaorico escreveu:
Arrow Os vinhos do Douro, e de Portugal, começam a ter algum reconhecimento internacional, no entanto ainda existe muito desconhecimento e iniciativa para com eles. O que achas ser preciso para se melhorar a nossa imagem lá fora? Estamos no caminho certo?


Em primeiro lugar temos que descobrir bem a nossa identidade e depois transmiti-la nos nossos vinhos de uma forma consistente. Depois precisamos de melhorar a nossa forma de comunicar, para o Mundo saber da nossa existência. Já temos alguns bons exemplos de como fazer isto por parte de alguns produtores (especialmente os Douro Boys) mas precisamos de muitos mais. E por fim é necessário existir um grupo alargado de produtores que consiga com assiduidade lugar de destaque na imprensa especializada internacional, como conseguiu ultimamente a Quinta do crasto.


Abraço

Jorge
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pedro Pimenta CG



Registrado: Quinta-Feira, 10 de Novembro de 2005
Mensagens: 119
Localização: Guimarães

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 2:08 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Jorge,

Eu também sou um grande adepto do Poeira. É um vinho cheio de personalidade, espelho do estilo do seu produtor/enólogo.

Em comparação podemos dizer que os vinhos De La Rosa são mais comerciais. Por exemplo, o De La Rosa colheita é um vinho óptimo para beber no ano que sai e o pó de poeira é um vinho mais dificíl, mais verde, mas também mais complexo? Os vinhos De La Rosa pela quantidade que é produzida tem que ser para vários gostos e os Poeira só para alguns?

Poeira branco poderá vir a existir?
Pó de Poeira branco é um vinho cheio de caracter, talvez o facto de utilizar a casta alvarinho no douro, existe mais alguma casta de outra região que gostasse experimentar no douro?
_________________
Pedro Pimenta
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jorge moreira



Registrado: Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008
Mensagens: 35
Localização: douro

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 2:15 pm    Assunto: Responder com Citação

Bom dia e obrigado

Rui Lourenço Pereira escreveu:
Tal como vai acontecer ao longo desta semana deixo aqui algumas questões:

- Poeira, Sirga, Quinta de La Rosa são vinhos diferentes, apesar de se notar o estilo Jorge Moreira, agora PASSAGEM??? Sei a ideia que está por trás do vinho e o 2006 é incomparavelmente melhor que o 2005, mas este vinho não tem nada a ver com o conceito Jorge Moreira. Qual a justificação?


Tento expressar as vinhas nos meus vinhos da melhor forma que posso é dai que vem a diferença dos meus vinhos, das diferentes vinhas. O Passagem é um projecto que nasceu em 2005 e que está apenas a dar os primeiros passos, plantamos 23 há de vinha em 2005 e 2006 e acredito claramente no seu potencial. Pessoalmente acho 2005 melhor que o 2006.

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Para quando um vinho noutra região do País, por exemplo, Ribatejo, Estremadura,...?

Gostava muito de fazer um vinho no Dão mas eu só trabalho em vinhos em que estou 100% envolvido em todo o processo portanto é dificil.

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Qual o futuro da viticultura no Douro, agora que assistimos a tão grandes alterações na paisagem duriense?

Se soubermos reconverter o que é mau e preservar o que temos de bom temos um excelente futuro à nossa frente

Rui Lourenço Pereira escreveu:
- Que novas técnicas de viticultura utilizadas lá fora, poderíamos utilizar no Douro para incrementar a qualidade, visto que há milhares de produtores no Douro, mas produzindo vinhos de qualidade são aqueles que se sabe...?

Penso que utilizamos no Douro as mais modernas técnicas de viticultura, mas somos uma região imensa, com topografia difícil, dividida por milhares de pequenos agricultores que não tem os conhecimentos nem a possibilidade de rentabilizar as suas vinhas para as poderem tratar da melhor forma

Abraço,
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André Braga da Cruz



Registrado: Domingo, 9 de Outubro de 2005
Mensagens: 388
Localização: Braga

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 2:20 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Jorge Moreira:

Em primeiro lugar, parabéns pelos seus vinhos e por ter aceite o desafio dos moderadores para esta entrevista.

Como definiria a diferença de perfil entre o Poeira e o Pó de Poeira?

Acha importante para um enólogo que esteja a iniciar a carreira, fazer um estágio no exterior?

Vê algum potencial na região dos Vinhos Verdes para fazer um estilo de vinho tinto diferente do típico da região?
_________________
André Braga da Cruz

In victory, you deserve Champagne, in defeat, you need it. - Napoleon Bonaparte
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 3:41 pm    Assunto: Responder com Citação

Jorge Moreira,

Uma vez que está com fogo no lápis…também já sei que terá muito menos disponibilidade nos dias que se seguem…por isso aqui deixo mais uma perguntas…

7. A Quinta de La Rosa é outro dos projectos onde o nome do Jorge Moreira vem inevitavelmente associado aos vinhos. A localização da Quinta é muito especial, bem encostada ao Pinhão, no Cima Corgo, e, salvo erro, toda ela classificada com letra A. Os vinhos da Quinta de La Rosa têm geralmente um perfil mais guloso, porventura mais Douro Superior. De que forma encara estes vinhos e as suas potencialidades? Numa Quinta com esta especificidade, de que forma gere os lotes para vinho do Porto e vinho tranquilo?

8. O que significa estar envolvido a 100% em todo o processo da Quinta de La Rosa? Desafios e dificuldades? Prazeres e chatices?

9. A colheita de 2005 viu nascer algumas experiências como o Quinta de La Rosa Cerejinha e o Quinta de La Rosa Vale do Inferno. Qual é a ideologia destes dois vinhos? Vão ter continuidade?

10. Os vinhos da Quinta de La Rosa na colheita de 2005 culminaram num estilo moderno, com algumas sensações mentoladas que afastavam alguma identidade do Douro. Senti que 2006 marca um retorno à identidade pura do Douro, a vinhos que aliam uma forte estrutura a um equilíbrio que o Jorge Moreira defende com intransigência. O que podemos esperar no futuro dos vinhos da Quinta de La Rosa?

11. Fiquei impressionado com a clareza e definição do Quinta de La Rosa branco 2007. Já existe também um Pó de Poeira Branco. Teremos algum dia um Poeira branco? O que significa para si “fazer” vinho branco no Douro? O que tenta enaltecer num vinho branco?

12. Qual é a gastronomia que enaltece as características dos tintos Poeira e Quinta de la Rosa? Se quiser deixe-nos uma sugestão!

13. Qual a gastronomia que enaltece as características dos brancos Pó de Poeira e Quinta de la Rosa? Se quiser deixe-nos uma sugestão!

14. Quais as virtudes das vinhas velhas? E de uma vinha nova? De que forma se escolhe uma casta para um dado terroir? Monocasta versus lote? Prós e contras?

15. E, finalmente, quais são as suas castas preferidas?

Eu sei, estou a parecer um pouco aproveitador com a disponibilidade de hoje mas...a vontade de ficar a conhecer é muita! Um abraço,
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jorge moreira



Registrado: Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008
Mensagens: 35
Localização: douro

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 3:51 pm    Assunto: Responder com Citação

luiz otávio peçanha escreveu:
Caro Jorge Moreira,

Parabéns pelo Poeira, embora eu só conheça o 2004 e o 2005.
Parabéns tambem pelos vinhos da Quinta La Rosa.

Muito obrigado

luiz otávio peçanha escreveu:
Gostaria de esclarecer um detalhe, que fiquei em duvida quando fiz a ficha do teu vinho, numa degustação de vinhos do Douro, aqui no Brasil.
Aqui no catalogo da Mistral, o Poeira integra-se junto com os vinhos dos Lavradores de Feitoria, junto com o Quinta das Pias, Meruge, Três Bagos.
Mas ao fazer a ficha, vi que era um projeto a solo teu; é só uma questão de logistica de exportação?

Foi um lapso, quem contactou a Mistral foi a minha mulher que trabalha nos lavradores de feitoria e depois o Poeira apareceu como um vinho da feitoria. Penso que vai ser rectificado brevemente.

luiz otávio peçanha escreveu:
Na minha recente visita por Portugal, pude observar que alem de um cuidado e tentativa de compreensão extreme com as vinhas, os avanços tecnologicos na tentativa de conseguir um vinho mais equilibrado, mas com uma clara personalidade portuguesa é perseguida por quase todos.
Estes avanços tecnológicos ( diversos tipos de prensagem, variados tipos de cubas, bombas peristálticas, melhor assepssia devido ao inox, um maior conhecimento e uma maior qualidade das barricas ) poderão fazer que haja uma maior uniformidade de vinhos de qualidade pelas diversas regiões portuguesas ( mantendo a diferenças de estilos ), ou o Douro, o Alentejo e o Dão sempre levaram vantagens em relação as outras regiões?

Até um determinado nível os avanços tecnológicos contribuem para um aumento da qualidade geral e de certa forma tornam menos evidentes as diferenças regionais, contudo quando se procura a excelência as características da vinha e do local onde esta se encontra tem um peso determinante. Com isto não quero dizer que não possam haver vinhos noutras regiões tão bons ou melhores que no Douro, Alentejo ou Dão, é uma questão de encontrar a casta certa, no local certo para o estilo de vinho certo.

luiz otávio peçanha escreveu:
Portugal devagar tem consigo, sistematicamente, ir inserindo alguns de seus vinhos na midia mundial, para alem dos vinhos do Porto.
Na sua visão o que falta para que Portugal dar-se de conhecer melhor para o mundo, nos seus vinhos tranquilos?

Respondi a esta questão ao João rico

luiz otávio peçanha escreveu:
Aqui no Brasil, na minha visão, os vinhos portugueses estão cada vez mais sendo conhecidos pelos brasileiros, mas falta uma politica mais agresssiva de expandir este conhecimento, perdendo talvez uma grande oportunidade, devido a saturação do estilo de vinho redondo/docinho do malbec Argentino; dando espaço para a recuperação dos vinhos do sul da França e do sul da Itália.

A questão dos impostos que os vinhos Portugueses tem e os argentinos não no Brasil, torna a competição em termos de preço desleal e dificulta a penetração dos vinhos Portugueses no vosso mercado. Mas estou de acordo consigo, estamos num momento de quase oportunidade única não só no Brasil mas também noutros mercados que devemos aproveitar, precisamos de maior quantidade de vinhos de qualidade Portugueses que criem massa critica suficiente para termos visibilidade e podermos conquistar esses mercados. O difícil é fazer as pessoas provarem os nossos vinhos porque sei por experiencia que as reacções são sempre muito boas.

luiz otávio peçanha escreveu:
Desculpe todas estas perguntas, a maioria num contexto mais Portugal do que o projeto Jorge Moreira, mas foi o primeiro a quem tive a oportunidade de perguntar, e é claro a sua visão, vindo de quem vem, é por demais importante.

Abraços,
Luiz Otávio
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jorge moreira



Registrado: Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008
Mensagens: 35
Localização: douro

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 3:57 pm    Assunto: Responder com Citação

Ellon escreveu:
Caro Jorge Moreira,

Em primeiro os meus sinceros parabens pelo belíssimo vinho que produz...o Poeira!!! O meu favorito no Douro....

Caro Pedro,

Obrigado, fico muito contente

Ellon escreveu:
Gostava de lhe perguntar (isto porque tenho a mania da garrafeira), na sua opinião o Poeira é vinho para que guarda?

Penso que sim que é um vinho claramente de guarda que em todas as vindimas deverá estar melhor passados 10 anos do que quando foi engarrafado.

Ellon escreveu:
Nós em Portugal ainda não temos uma noção exacta do potencial de guarda dos nossos vinhos de topo. O que é uma pena pois penso que muitos dos nossos vinhos ganham imenso com o tempo de garrafa...para não falar nessa importante ferramenta de marketing que nós não usamos!!!

É verdade, eu próprio não tenho a noção exacta do potencial dos meus vinhos, porque a realidade é que são novos e nós estamos ainda a aprender. Como ferramenta de marketing para sermos verdadeiros temos que usar este argumento com cautela.
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jorge moreira



Registrado: Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008
Mensagens: 35
Localização: douro

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 4:13 pm    Assunto: Responder com Citação

pedro Pimenta CG escreveu:
Eu também sou um grande adepto do Poeira. É um vinho cheio de personalidade, espelho do estilo do seu produtor/enólogo.

Caro Pedro,

Muito obrigado.

pedro Pimenta CG escreveu:
Em comparação podemos dizer que os vinhos De La Rosa são mais comerciais. Por exemplo, o De La Rosa colheita é um vinho óptimo para beber no ano que sai e o pó de poeira é um vinho mais dificíl, mais verde, mas também mais complexo? Os vinhos De La Rosa pela quantidade que é produzida tem que ser para vários gostos e os Poeira só para alguns

Há vinhas que produzem vinhos mais atraentes e outras que produzem vinhos mais complicados, e esta é em grande parte a explicação. Por outro lado apesar de eu ter total liberdade criativa na La Rosa, imponho a mim próprio um respeito pela história da quinta que me obriga a seguir certos padrões. Na minha quinta posso fazer vinhos um pouco mais temperamentais.

Tenho a sorte de poder fazer vinhos tão diferentes, que podem agradar a um grande número de pessoas e tornar a minha vida profissional tão diversificada e interessante.

pedro Pimenta CG escreveu:
Poeira branco poderá vir a existir?

Já existe à algum tempo na minha cabeça, na garrafa vamos ver...

pedro Pimenta CG escreveu:
Pó de Poeira branco é um vinho cheio de caracter, talvez o facto de utilizar a casta alvarinho no douro, existe mais alguma casta de outra região que gostasse experimentar no douro?

Sim, mas não faz muito sentido quando no Douro há tantas castas por explorar... a minha paixão pelo Alvarinho é que me traiu.

Um abraço

Jorge
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Abílio Neto



Registrado: Quinta-Feira, 1 de Setembro de 2005
Mensagens: 3677

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 4:21 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Jorge Moreira,

Um pequeno enquadramento para que entenda as minhas perguntas: para mim, o Poeira é o tinto de Portugal que mais apaixona (dentro de algumas outras grandes paixões), o único que tenho garrafas repetidas (algumas) de todas colheitas na minha garrafeira!

E ainda agora na Prova Especial do EVS, fazendo a vertical, percebi melhor as razões do meu gosto, razões que vou tentar transmitir implicitamente nas minhas perguntas:

- Deve a Touriga Nacional predominar em todos os «grandes vinhos» de Portugal? Justifique, por favor.

- Deve um «grande vinho» manter a todo o custo o seu perfil , colheita atrás de colheita, sem que nele se «sinta» as influencias contigentes (tudo, incluindo a disposição do enólogo) do ano em que foi produzido? Particularize o «caso Poeira», por favor.

- Acha que deve pensar em fazer um varietal Tinta Roriz, considerando que, 2º encontro nos seus vinhos (posso estar muito enganado), a casta sai-lhe bem?

- Faz o Poeira para envelhecer bem em garrafa? É que começa a circular entre os enófilos uma certa desconfiança relativamente a durabilidade dos «Novos Douro», coisa que não partilho quando colocada como generalização, mas que me intriga quando particularizo algumas experiências vividas.

- O preço do Poeira é justo, face aos mega-preços pagos por alguns vinhos do Douro que, logo, na 1ª edição custam o dobro e valem o dobro de menos?

De momento, fico-me por aqui. Obrigado. E continue por favor.
_________________
Abraços,

Abílio Neto
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jorge moreira



Registrado: Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008
Mensagens: 35
Localização: douro

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 4:29 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro André Braga da Cruz,

André Braga da Cruz escreveu:
Em primeiro lugar, parabéns pelos seus vinhos e por ter aceite o desafio dos moderadores para esta entrevista.

Muito obrigado, apesar de para ser sincero quando aceitei o desafio não tinha bem a noção do seu tamanho.

André Braga da Cruz escreveu:
Como definiria a diferença de perfil entre o Poeira e o Pó de Poeira?

O perfil é necessariamente semelhante, mas o Poeira é um vinho que se revela menos de inicio, mais complexo e concentrado. O perfil dos taninos é também muito diferente, no Pó são mais verdes e amaciam muito mais rapidamente ficando o vinho muito leve e guloso (como sucedeu com o “J”), no Poeira vão evoluindo lentamente conferindo-lhe suporte durante toda a sua maturação.

André Braga da Cruz escreveu:
Acha importante para um enólogo que esteja a iniciar a carreira, fazer um estágio no exterior?

Acho fundamental um enólogo estar aberto a tudo o que se passa à sua volta, um estágio no exterior é excelente para isso mas não se deve ficar por ai. Temos que manter um atitude de descoberta e aprendizagem permanente durante toda a vida.

André Braga da Cruz escreveu:
Vê algum potencial na região dos Vinhos Verdes para fazer um estilo de vinho tinto diferente do típico da região?

Sim, penso que ai é possível pensarmos em elegância mas é um desafio difícil.

Um abraço

Jorge
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jorge moreira



Registrado: Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008
Mensagens: 35
Localização: douro

MensagemEnviada: Ter Dez 09, 2008 5:39 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
Uma vez que está com fogo no lápis…também já sei que terá muito menos disponibilidade nos dias que se seguem…por isso aqui deixo mais uma perguntas…

7. A Quinta de La Rosa é outro dos projectos onde o nome do Jorge Moreira vem inevitavelmente associado aos vinhos. A localização da Quinta é muito especial, bem encostada ao Pinhão, no Cima Corgo, e, salvo erro, toda ela classificada com letra A. Os vinhos da Quinta de La Rosa têm geralmente um perfil mais guloso, porventura mais Douro Superior. De que forma encara estes vinhos e as suas potencialidades? Numa Quinta com esta especificidade, de que forma gere os lotes para vinho do Porto e vinho tranquilo?


A quinta de la rosa é de facto especial, apesar de ser uma quinta pequena (55 ha) tem diferenças de cota de 400 metros, tem vinhas com todos os tipos de exposições solares, muitas castas diferentes e idades de vinha também diferentes toda realmente com letra A. Como é uma quinta de baixa altitude temos normalmente boas maturações o que torna os vinhos frutados e gulosos mas graças aos 10 há que temos com exposição norte os nossos lotes tem sempre boa acidez e frescura, com um perfil penso diferente do Douro superior. Tivemos que fazer um grande reestruturação de vinha o que nos deixou com pouca vinha velha e nos obrigou a arrendar 16 ha de vinha (maioritariamente) velha no Vale do Pinhão, mas que agora aumentou imenso o potencial da Quinta.

A gestão das vinhas a utilizar em vinhos do Porto e mesa é difícil, tento perceber quais as vinhas que em cada ano estão melhores para produzir um vinho ou o outro mas já me enganei várias vezes.

Tiago Teles escreveu:
8. O que significa estar envolvido a 100% em todo o processo da Quinta de La Rosa? Desafios e dificuldades? Prazeres e chatices?

100% significa 100%, estar envolvido em tudo o que diz respeito à Quinta, gestão, vinha, vinho, adegas, pessoal, clientes. Foi um grande desafio mudar completamente toda a organização da empresa para a tornar mais profissional e capaz de produzir consistentemente vinhos de qualidade. A burocracia e a lentidão de Portugal são as fontes de maior irritação, olhar para as novas vinhas e provar os vinhos no fim de cada vindima são as de maior prazer.

Tiago Teles escreveu:
9. A colheita de 2005 viu nascer algumas experiências como o Quinta de La Rosa Cerejinha e o Quinta de La Rosa Vale do Inferno. Qual é a ideologia destes dois vinhos? Vão ter continuidade?

Não, O cerejinha e o vale do inferno são 2 vinhas que fizeram parte do lote (com mais 5 vinhas diferentes) do reserva 2005. Eu resolvi engarrafar 1000 gr de cada vinho para dar uma oportunidade para as pessoas perceberem a diversidade que temos na nossa Quinta e também a minha lógica de lote. Sempre que surjam vinhos interessantes podemos fazer pequenos enchimentos mas sem uma lógica de continuidade.

Tiago Teles escreveu:
10. Os vinhos da Quinta de La Rosa na colheita de 2005 culminaram num estilo moderno, com algumas sensações mentoladas que afastavam alguma identidade do Douro. Senti que 2006 marca um retorno à identidade pura do Douro, a vinhos que aliam uma forte estrutura a um equilíbrio que o Jorge Moreira defende com intransigência. O que podemos esperar no futuro dos vinhos da Quinta de La Rosa?

A vinha do Vale do Inferno (entretanto replantada) confere esse carácter mentolado aos vinhos que também faz parte do Douro mas que nos transporta para outras latitudes, é uma vinha que entrou em todos os reservas da La rosa que eu fiz excepto o 02. Este carácter costuma ser perceptível numa fase inicial mas desaparece com o tempo, no 2005 manteve-se bastante presente o que não me agradou. Agora está muito melhor e continua a ser um vinho que penso vai evoluir muito bem.

No futuro com as vinhas que arrendamos, plantamos, novas adegas, com o que aprendemos todos os anos e visto que estamos ainda praticamente a começar, só posso esperar que os vinhos melhorem ano após ano.

Tiago Teles escreveu:
11. Fiquei impressionado com a clareza e definição do Quinta de La Rosa branco 2007. Já existe também um Pó de Poeira Branco. Teremos algum dia um Poeira branco? O que significa para si “fazer” vinho branco no Douro? O que tenta enaltecer num vinho branco?

No Douro temos zonas onde podemos fazer vinhos brancos, estruturados, com forte componente mineral e excelente acidez. É isso que procuro vinhos com alguma austeridade, boa presença de boca e com capacidade para evoluir em garrafa.

Tiago Teles escreveu:
12. Qual é a gastronomia que enaltece as características dos tintos Poeira e Quinta de la Rosa? Se quiser deixe-nos uma sugestão!

13. Qual a gastronomia que enaltece as características dos brancos Pó de Poeira e Quinta de la Rosa? Se quiser deixe-nos uma sugestão!

Toda a gastronomia que tenha por base os verdadeiros sabores dos alimentos e que seja equilibrada. Os “casamentos” cada qual deve procurar o seu.

Tiago Teles escreveu:
14. Quais as virtudes das vinhas velhas? E de uma vinha nova? De que forma se escolhe uma casta para um dado terroir? Monocasta versus lote? Prós e contras?

As boas vinhas velhas dão profundidade, estrutura, complexidade e longevidade aos lotes. As boas novas dão expressão e energia. Escolher uma casta não é fácil temos que ter em conta, o solo, a disponibilidade de água, a exposição solar, a altitude, etc.. mas precisamos também saber o que procuramos, o que faz falta aos nossos lotes. Planto sempre em monocasta pois permite uma gestão muito mais racional da vinha e para “field blend” temos as vinhas velhas

Tiago Teles escreveu:
15. E, finalmente, quais são as suas castas preferidas?

Ouvi recentemente que os vinhos não devem saber ou cheirar às castas que lhes deram origem mas sim devem saber à terra e ao sol de onde são produzidos. Eu não podia estar mais de acordo não quero beber merlot, touriga ou chardonnay, quero saborear pommerol, douro ou montrachet
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