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Entrevista com Rui Reguinga (Enólogo)
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frexou



Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006
Mensagens: 1202
Localização: Porto

MensagemEnviada: Ter Jun 17, 2008 12:58 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Rui Reguinga,

Wenzel Beerenauslese 2006. Tive oportunidade de provar o vinho recentemente, gostei bastante. Gostei também bastante da forma que encontrou para o comercial, no Pack Latitudes. A ideia é muito boa.

Temos mais algumas novidades na calha de Burgenland? Um Auslese por ...(a designação que adoro)

Pinot Noir no Ribatejo. Qual a razão para produzir o Pinot Noir? Paixão?
Como define o Pinot do Cadaval em relação ao Pinot Noir da Borgonha?
_________________
Um abraço
Paulo Silva
http://vinhodacasa.blogspot.com
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rui reguinga



Registrado: Domingo, 25 de Mai de 2008
Mensagens: 24
Localização: Santarem

MensagemEnviada: Ter Jun 17, 2008 1:17 am    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
6. Trabalhou na concepção global de alguns projectos que hoje se afirmam no panorama nacional. Como é idealizar uma adega de raiz? Desafios e dificuldades? Prazeres e chatices? De que forma se escolhe uma casta para um dado terroir?


Nos meus projectos do Alentejo: Monte da Ravasqueira; Paço do Conde; Lima Mayer; Herdade do Gamito; Pedra Basta, foram todos acompanhados de raiz, isto é mesmo desde a escolha das castas á criação do lay-out da adega, e nenhum dos projectos tem as mesmas castas ou uma adega identica. O importante é perceber o que o produtor pretende, quais os seus objectivos, quais as sua ambições, e depois "desenhar" o projecto para o produtor, porque na realidade o projecto ( vinha e adega) são concebidos para um longo prazo.
Todos estes projectos, me deram mais prazeres que chatices, talvez porque os produtores confiaram plenamente nas minhas sujestôes.
Tambem as castas escolhidas definem obviamente o estilo de vinhos, que se vai produzir no futuro, e também existem produtores bastante ousados e experimentadores ( com cerca de 15 castas diferentes) a outros mais tradicionalistas que apenas apostam nas casta regionais( 4).
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zepinto



Registrado: Terça-Feira, 4 de Outubro de 2005
Mensagens: 49
Localização: Macau

MensagemEnviada: Ter Jun 17, 2008 3:05 am    Assunto: Aposta noutros mercados? Responder com Citação

Eu sei que a discussão tem estado centrada no mercado doméstico mas além fronteiras... como pensa que o vinho português pode competir com os demais? Ao exportar para outros países (na Ásia) qual a mais valia do vinho português? E do vinho que faz?
_________________
Jose Ferreira Pinto
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Ter Jun 17, 2008 10:34 am    Assunto: Responder com Citação

Rui Reguinga,

Muito obrigado pelas primeiras respostas e pelo início de entrevista. Começar é o mais difícil. Irá sentir que, de dia para dia, a organização das respostas será mais simples. Deixarei mais algumas perguntas, mais centradas nos vinhos que produz, para complicar um pouco o segundo dia!

7. O vinho Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2005 (80% Syrah, 8%Touriga Franca, 7% Touriga Nacional e 5% Alicante Bouschet) é elaborado com base num lote original, exprimindo com clareza algumas das castas que estão na sua origem. É um vinho especial, volumoso, rico, por vezes no limite do excesso mas que acaba por ser muito Alentejo no estilo apesar de fugir às tradicionais Aragonez e Trincadeira. De que forma interpreta este vinho? Qual é a sua opinião sobre as potencialidades da zona de Arraiolos na produção de vinhos de qualidade? O que a difere de outras regiões alentejanas?

8. Nos lotes dos vinhos da Casa Cadaval, a Trincadeira surge invariavelmente em posição de destaque. Uma casta que, aliás, deu fama no início dos anos 90 aos vinhos da Casa Cadaval. O lançamento do novo Trincadeira Vinhas Velhas pretende recuperar essa imagem? Qual é a sua visão desta casta? Potencialidades? A introdução recorrente da Touriga Nacional nos lotes da Casa Cadaval não pode retirar algum protagonismo ao perfil da Trincadeira? De que forma gere a forte personalidade aromática da Touriga Nacional?

9. Os vinhos da Quinta dos Roques fazem a delícia dos consumidores desde a década de noventa. O que significou para si colaborar na reestruturação deste projecto? De que forma convive com o “verdadeiro” carácter da Touriga Nacional no Dão? Qual é a sua visão sobre as potencialidades desta casta?

10. A Quinta dos Roques também é conhecida pela qualidade dos seus brancos, em especial o monocasta Encruzado e uma raridade chamada Barcelo. Elaborar um branco é muito diferente de elaborar um tinto? Qual é o potencial dos vinhos brancos nacionais?

11. O Tributo é um sonho francês. Porquê um lote com castas utilizadas no vale do Rhone? Que “peça musical” encarna este vinho? Qual é a melodia que pretende transmitir ao consumidor?

12. O Terrenus vem do norte do Alentejo. Porquê o norte do Alentejo? Porquê este “terreno” de eleição?

13. Richard Mayson. Porquê uma parceria com um jornalista de renome internacional? O que pode o consumidor esperar deste projecto?

Um abraço e força!
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Jun 18, 2008 12:24 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Rui Reguinga,

Reforçando a ideia inicial transmitida pelo Tiago, é muito gratificante poder contar com uma colaboração tão preciosa como a sua. Certamente que todos teremos a aprender com a visão de alguém com uma tão larga experiência no mundo da enologia.

E passando desde já às perguntas:

1- Já muitos vaticinaram as enormes virtudes da casta Malbec e, efectivamente, grande parte da projecção argentina está a ser conseguida um pouco a reboque desta casta. Que méritos lhe encontra? Quais os maiores contratempos que coloca no plano vitícola? É casta para poder vingar em formato monovarietal, à escala global? Poderá vir a funcionar bem em parceria com algumas das nossas castas? E em caso afirmativo, quais seriam as associações a privilegiar? E as regiões nacionais com maior potencial?

2- Da vasta experiência que tem do mundo do vinho, e em termos de projecção internacional, como definiria a realidade argentina por comparação com o universo nacional?

3- Concorda com a ideia que o Ribatejo ainda não conseguiu produzir um "vinhão"? Em caso afirmativo, a que atribui esse facto?

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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rui reguinga



Registrado: Domingo, 25 de Mai de 2008
Mensagens: 24
Localização: Santarem

MensagemEnviada: Qua Jun 18, 2008 10:13 pm    Assunto: Responder com Citação

Gonçalo Martins escreveu:
Caro Rui Reguinga,

Desde logo, gostaria de apresentar-lhe os meus parabéns pelos excelentes vinhos que tem produzido!

Dado que também desenvolve o seu trabalho no Dão (o qual é a minha segunda região vinícola portuguesa favorita) queria deixar-lhe as seguintes perguntas:

- Como caracterizaria um grande vinho (tinto ou branco) do Dão? Que ideais de vinho procura atingir quando produz um Encruzado, Touriga Nacional, Reserva ou Garrafeira da Quinta dos Roques?

- Apesar de só há muito pouco tempo ter começado a apreciar vinhos, verifico que aparecem muitos vinhos novos no Dão bastante concentrados, extraídos e com elevado grau alcoólico (chegando até 15%). O que considera desta tendência? Será ela inevitável?

- O que tem impedido o Dão de subir ao patamar de outras regiões Portuguesas como o Douro e o Alentejo?

Obrigado!

GM


Caro Gonçalo,

Antes de mais agradeço os seus comentarios.

_ Um grande vinho quer seja do Dão ou de outra regiâo, deve ser sempre um vinho de grande complexidade e equilibrio. É exactamente o que procuro para os vinhos da Quinta dos Roques; também acho que nestes vinhos é muito importante a sua elegancia, e frescura mineral.

_ A tendecncia felizmente, não está generalizada!! E são os efeitos Parker a chegar também ao Dão. Pois acho que precisamente a grande vantagem desta região, é produzir vinhos elegantes e equilibrados, e fazer vinhos super concentrados no Dão é sem duvida remar contra-a-maré !!!

_ Sinceramente, acho que já existem grandes vinhos no Dão, mas a qualidade media desta região é ainda muito baixa, e o reconhecimento de uma região, só é possivel pela conjugação destes 2 factores. Mas acredito que esta região está no caminho do reconhecimento nacional e internacional.

Um abraço,

RR
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rui reguinga



Registrado: Domingo, 25 de Mai de 2008
Mensagens: 24
Localização: Santarem

MensagemEnviada: Qua Jun 18, 2008 10:13 pm    Assunto: Responder com Citação

Gonçalo Martins escreveu:
Caro Rui Reguinga,

Desde logo, gostaria de apresentar-lhe os meus parabéns pelos excelentes vinhos que tem produzido!

Dado que também desenvolve o seu trabalho no Dão (o qual é a minha segunda região vinícola portuguesa favorita) queria deixar-lhe as seguintes perguntas:

- Como caracterizaria um grande vinho (tinto ou branco) do Dão? Que ideais de vinho procura atingir quando produz um Encruzado, Touriga Nacional, Reserva ou Garrafeira da Quinta dos Roques?

- Apesar de só há muito pouco tempo ter começado a apreciar vinhos, verifico que aparecem muitos vinhos novos no Dão bastante concentrados, extraídos e com elevado grau alcoólico (chegando até 15%). O que considera desta tendência? Será ela inevitável?

- O que tem impedido o Dão de subir ao patamar de outras regiões Portuguesas como o Douro e o Alentejo?

Obrigado!

GM


Caro Gonçalo,

Antes de mais agradeço os seus comentarios.

_ Um grande vinho quer seja do Dão ou de outra regiâo, deve ser sempre um vinho de grande complexidade e equilibrio. É exactamente o que procuro para os vinhos da Quinta dos Roques; também acho que nestes vinhos é muito importante a sua elegancia, e frescura mineral.

_ A tendecncia felizmente, não está generalizada!! E são os efeitos Parker a chegar também ao Dão. Pois acho que precisamente a grande vantagem desta região, é produzir vinhos elegantes e equilibrados, e fazer vinhos super concentrados no Dão é sem duvida remar contra-a-maré !!!

_ Sinceramente, acho que já existem grandes vinhos no Dão, mas a qualidade media desta região é ainda muito baixa, e o reconhecimento de uma região, só é possivel pela conjugação destes 2 factores. Mas acredito que esta região está no caminho do reconhecimento nacional e internacional.

Um abraço,

RR
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Registrado: Domingo, 25 de Mai de 2008
Mensagens: 24
Localização: Santarem

MensagemEnviada: Qua Jun 18, 2008 10:27 pm    Assunto: Responder com Citação

luiz otávio peçanha escreveu:
Caro Rui Reguinga,
Na sua visão, qual o potencial Vitivinicola brasileiro?

Saudações,
Luiz Otávio


Caro Luis,

Saudações tambem para o Brasil!

_ Da realidade vitivinicola brasileira de uma forma geral não lhe posso caracterizar, mas da minha experiênçia no Vale de S. Francisco ( Nordeste), acho que o Brasil pode fazer um Bom vinho tinto, e proximo do estilo Novo Mundo ( frutado, ligeiro, suave), mas será uma grande surpresa minha se um dia provar um Grande vinho tinto brasileiro ( talvez de uma região ainda por explorar???).


Um abraço,

RR
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Registrado: Domingo, 25 de Mai de 2008
Mensagens: 24
Localização: Santarem

MensagemEnviada: Qui Jun 19, 2008 12:18 am    Assunto: Responder com Citação

Abílio Neto escreveu:
Caro Rui Reguinga,

Felicito-o, tem produzido das coisas mais interessantes e diversas no novo panorama vínico português, conseguindo manter níveis de qualidade muito acima da média.

Tenho dito aqui, muitas vezes, que um dos meus critérios de compra é seguir a produçao de alguns enólogos e o Rui Reguinga é um deles, posto isto, as perguntas:

- Incomoda-lhe que um consumidor se assuma como um atento seguidor da sua produçao (complemento uma das perguntas do Tiago Teles)?

- Sendo um ribatejano, o que julga faltar ao Ribatejo para dar o salto qualitativo, que, para mim já se vem anunciando, apesar do desequilíbrio actual?

- Verifico que os seus brancos sao, e bem, do Dao, acha impossível fazer-se um grande Fernao Pires ou um grande Antao Vaz, à Sul? Pessoalmente, nao entendo que nao se trabalhe mais castas brancas na Serra de Sao Mamede...

- A Jaen dá vinhos extraordinários no Bierzo, porque nao no Dao, onde pouco se aposta na austeridade da sua utilizaçao varietal?


Caro Abilio Neto

Obrigado também pelos seus comentarios!!

_Obviamente que não incomoda, pelo contrario gosto bastante de comunicar com o consumidor, e apresentar as minhas novidades.

_ O Ribatejo tem o mesmo potencial que qualquer outra região, mas temos que considerar, que esta região foi a ultima a reestruturar as suas vinhas, e estava focada quer nas castas, quer nos solos, em produções de quantidade. Julgo que já existem alguns bons vinhos ribatejanos,e a medio prazo surgirá o grande vinho.

_ De facto o Dão é a região que tem tudo para produzir os melhores brancos de Portugal: castas; clima e solos.
Acho que qualquer casta no terroir ideal pode produzir grandes vinhos. E a sua questao sobre um branco na Serra de S. Mamede é bastante pertinente, pois informo em primeira mão que vou lançar para o mercado na proxima semana o Terrenus branco 2007, produzido de vinhas velhas a 700m de altitude, onde a casta dominante é a Fernão Pires, a par do Arinto e Bical.

_ A casta Jaen de vinhas velhas pode dar origem a vinhos com alguma austeridade e complexidade, embora eu prefiro utilizar esta casta em lote.

Um abraço,

RR
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MensagemEnviada: Qui Jun 19, 2008 12:35 am    Assunto: Responder com Citação

jms escreveu:
Eis alguns dos assuntos sobre que tenho curiosidade;

Question Em termos estritos de vitivinicultura, que diferença existe entre ser o dono do vinho e consultor para a produção do vinho propriedade de outrém!

Question As novas tecnologias e técnicas na vinha e na adega e nas indústrias subsidiárias do vinho só trazem vantagens? Isto é, quanto mais moderna for uma vinha e uma adega e quanto mais exclusivamente se utilizem as mais modernas técnicas, melhor deverá ser o vinho, seja do Novo ou do Velho Mundo?

Muito obrigado, desde já, pelas suas respostas.


Caro Jorge,

_ Sendo enologo-consultor ou enologo-produtor, o meu objectivo é sempre o mesmo: fazer o melhor possivel.

_ A tecnologia é sempre util, se a soubermos utilizar ( acho que já tinha dito isto!!!), isto é, eu prefiro ter uma adega bem equipada tecnologicamente e que me permite depois elaborar o vinho conforme o estilo pretendido: Novo Mundo ou Velho Mundo. Quanto ás vinhas, acho que o futuro vai passar por um maior respeito pelo meio ambiente, redução na aplicação de pesticidas e se possivel uvas em produção biologica. Para mim o conceito ideal seria: uvas organicas e adega tecnologica!!!

Um abraço,

RR
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Registrado: Domingo, 25 de Mai de 2008
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MensagemEnviada: Qui Jun 19, 2008 12:53 am    Assunto: Responder com Citação

valtercosta72 escreveu:
Qual é que prefere. O velho mundo ou o novo mundo?


Caro Valter Costa

Este é um assunto que dava para encher as paginas deste forum, e dificilmente conseguiria chegar a uma conclusão, pois acho que já provei grandes vinhos do Novo Mundo( Grange; Henshke; Stags Leep; etc.) e grandes vinhos do Velho Mundo( Petrus; Sassicaia; JChaves; Clos Mogador, etc.), e já apanhei grandes desiluzões do novo mundo e velho mundo ( muitas..).
Confesso que ao longo da minha carreira de enologo, comecei com alguma preferencia pelo estilo do Novo mundo, e tenho nos ultimos anos, regressado um pouco as origens e estou mais proximo da elegancia do Velho Mundo.

Um abraço,

RR
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Registrado: Domingo, 25 de Mai de 2008
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MensagemEnviada: Qui Jun 19, 2008 1:13 am    Assunto: Responder com Citação

frexou escreveu:
Caro Rui Reguinga,

Wenzel Beerenauslese 2006. Tive oportunidade de provar o vinho recentemente, gostei bastante. Gostei também bastante da forma que encontrou para o comercial, no Pack Latitudes. A ideia é muito boa.

Temos mais algumas novidades na calha de Burgenland? Um Auslese por ...(a designação que adoro)

Pinot Noir no Ribatejo. Qual a razão para produzir o Pinot Noir? Paixão?
Como define o Pinot do Cadaval em relação ao Pinot Noir da Borgonha?


Caro Paulo Silva

_Da Burgenland vem na calha , o Wenzel Beerenauslese 2007, onde estive há 1 semana, a fazer o lote final com o Michael Wenzel. Terá as castas : Welshriesling; Pinot Gris; Riesling e Muscat.
_ O Pinot Noir no Ribatejo e concretamente na Casa Cadaval, tem uma historia curiosa, pois a casta foi plantada a cerca de 60 anos, quando o Conde Schonborn, casou com a Condessa Graziela Alvares Pereira, e veio viver para Portugal, e trouxe com ele esta influencia da Borgonha, embora fosse de naturalidade alemã. Imagine se tivesse pensado em trazer Riesling...!!
Portanto quando comecei a trabalhar com os vinhos da Casa Cadaval em 1992, "herdei" este desafio de fazer um Pinot Noir no Ribatejo.
Relativamente ao estilo, julgo que se aproxima mais do Novo Mundo ( Oregon) que do Velho Mundo ( Borgonha)

Um abraço,

RR
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Spice Girl



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MensagemEnviada: Qui Jun 19, 2008 2:40 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Rui Reguinga

Gostava de lhe ter dado as boas vindas ao nosso forum e agradecer a sua disponibilidade para participar nesta entrevista mais cedo, mas não o pude fazer. Mas mais vale tarde que nunca... e aqui estou.

Também lhe queria pôr uma questão. Há uns meses assisti a uma palestra sobre a utilização de gases em enologia. Nela foram referidas diversas aplicações que cobriam toda "a vida do vinho" - da vinha ao copo. Em particular eram usados no arrefecimento, inertização, remontagem e homogeneização, atesto e ajuste de gases dissolvidos. Pelas explicações dadas todas estas utilizações tinham uma justificação perfeitamente lógica do ponto de vista científico. As minhas questões são:

1 - A utilização de gases é importante actualmente em enologia (no mundo real)?

2 - Pelo que entendo permite nomeadamente controlar a fermentação e os fenómenos de oxidação e assim obter um vinho com melhor qualidade. Se é este o caso, os vinhos feitos sem a utilização destas técnicas eram piores ou apenas diferentes?

3 - Lembro-me também que foi apresentado um gráfico sobre as vendas de gases para enologia (de uma dada empresa) e que estas tinham valores bastante altos em Portugas, muito maiores do que na Espanha e Alemanha. Significa isto que em geral as nossas adegas estão tecnologicamente bem equipadas certamente. Mas estão melhor do que nos países referidos ou apenas os fornecedores são diferentes?
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Spice Girl



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MensagemEnviada: Qui Jun 19, 2008 4:59 pm    Assunto: Responder com Citação

Rui

Tomei consciência agora que hoje é o último dia para fazer perguntas... Aqui ficam mais umas:

Sempre achei que em relação às comidas tradicionais dos diferentes países se pode dizer quase "diz-me o que comes, dir-te-ei como és".
Numa cozinha criativa acho que muito da personalidade de quem cozinha transparece no seu trabalho. Acho que numa prova cega, tendo uma lista de possíveis autores e conhecendo-os, se consegue na generalidade identificar o autor de cada prato.
Na sua opinião acontece o mesmo com o vinho? Para além das competências técnicas do enólogo, a sua personalidade reflecte-se nos vinhos?

É gratificante trabalhar para o consumidor português? Ou seja o nível de conhecimentos e a sensibilidade permitem-lhes compreender o que lhes quer transmitir com os seus vinhos?
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
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MensagemEnviada: Sex Jun 20, 2008 12:01 am    Assunto: Responder com Citação

Rui Reguinga,

Apesar de ainda ter algumas respostas pendentes, e antes que o tempo "legal" para perguntas termine, deixarei apenas mais cinco pequenas questões:

14. De que forma capitaliza a sua experiência internacional? Que ensinamentos e benefícios retira dessa experiência? A realidade enológica noutros países que conhece é muito diferente da que vivemos em Portugal? Fale-nos um pouco da sua experiência na Argentina?

15. Em Portugal o trabalho na vinha atrasou-se relativamente ao trabalho na adega?

16. Monocasta versus lote? Prós e contras?

17. No seu site lê-se: “É isso que me fascina nas boas vinhas velhas, autênticos clássicos à espera de interpretações modernas. E é também isso que me fascina nas vinhas de boa concepção moderna, por proporcionarem a produção daqueles que se adivinham como os vinhos clássicos do futuro”. É visível a forma directa como se coloca a olhar para o futuro. Assume-se como um “enólogo contemporâneo”? Ainda existem traços ou espaço para sentimentos de tradição na enologia moderna regida por uma forte concorrência? Qual o significado e a importância de uma “vinha velha”?

18. Fale-nos um pouco das duas últimas colheitas, 2006 e 2007. Como correram, qual a qualidade esperada em tintos e brancos? Poderemos esperar mais alguma novidade?

Um abraço e mais uma vez obrigado!
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