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Entrevista c/ Filipa T. da Costa e Vasco P. Garcia :Bacalhôa
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Vascopg



Registrado: Terça-Feira, 19 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 9

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 1:04 pm    Assunto: Responder com Citação

Abílio Neto escreveu:
Caros, Filipa Tomaz da Costa e Vasco Garcia,

Ainda na sequência dos comentários do Frexou (bem visto, o Má Partilha) e do Luís Paiva (bem visto, o perfil geral dos vinhos tranquilos), realmente existe um «distanciamento» das V/ marcas relativamente a um determinado segmento de consumo, a Filipa Tomaz da Costa assume-o, para minha satisfação pessoal Cool :

Filipa Tomaz da Costa escreveu:
Gosto de ter vinhos diferentes embora possam por algumas temporadas não estarem na moda, e que proporcionem ao consumidor a possibilidade de variar senão qualquer dia é a massificação.


Agora a minha pergunta, indo um poucochinho mais longe que o Luís Paiva, até onde pretendem ir para chegar aos «novos enófilos», concebem a ideia de lançar novas marcas? Marcas que pudessem funcionar tão bem, nesse sentido, nos tintos, como funciona o Catarina (que é, realmente, um fenómeno!)?

Voltando ao Moscatel. O Vasco Garcia escreve uma autêntica declaração de amor ao que se faz, e muito bem na península, contudo, tendo tanta qualidade, que tem, porque razão a sua projecção internacional não é comparável, p/ ex., aos moscateis (a algumas marcas...) das outras regiões estrangeiras que mencionou?

Vasco Garcia escreveu:
Antes de tudo é importante dizer que considero sem patriotismos descabidos, que os vinhos "Setúbal" são os melhores vinhos licorosos da casta Moscatel de Alexandria (sinónimo mundial da nossa Moscatel de Setúbal) do Mundo!!!

Provem os outros - Os de Valencia, de Málaga, os Zibbibo da Sicilia, os de Panteleria, os da Austrália, os Hannepot da África do Sul.... - e depois vejam lá se não tenho razão.

Os outros são normalmente pastosos, pesados, com aromas dominados pela passa, normaçlmente desiquilibrados na sua acidez baixa e nos aromas cozidos e "queimados".

Os "Setúbal" são mais complexos, os aromas lembram "marmelade", flor de laranjeira, casca de tangerina, chá "Earl Grey, mel de laranjeira. Na boca encontramos um equilibrio único entre acidez, doçura e amargo.


Faz todo o sentido o que diz, mas tenho de lhe comentar que, como sabe, são esses «outros» moscateis os que «marcam» a forma como se entende a casta e os seus generosos / vinhos de sobremesa internacionalmente! Apesar das evidentes diferenças de estilo, também gosto bastante do MR e do Molino Real...

Abraços,

Abílio Neto


Caro Abílio,

Para grande pena de todos os produtores de vinhos licorosos da casta Moscatel, em todo o Mundo, as vendas são limitadas e normalmente muito concentradas nas zonas da sua produção. Talvez os de França (Rivesaltes) tenham uma distribuição um pouco mais global.
Será que os Rivesaltes são melhores que os de Setúbal?
Será que é a qualidade absoluta de um produto determina o seu sucesso?
Não e não.
Está nas nossas mãos, os produtores e os comerciantes dos vinhos de Setúbal, fazer com que os nossos vinhos sejam mais conhecidos e mais vendidos.
Temos um óptimo produto, temos o melhor produto desta categoria. É um óptimo ponto de partida.
Já agora uma boa notícia que mostra que as coisas estão a mudar:
Depois de um vinho Setúbal da nossa produção ter sido escolhido para um dos prestigiosos jantares da entrega dos prémios Nobel, as vendas nos mercados nórdicos têm subido extraordinariamente.

Vasco
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 2:07 pm    Assunto: Responder com Citação

O tempo para colocar perguntas aproxima-se do fim, mas queria apenas agradecer mais uma vez a disponibilidade da Filipa Tomaz da Costa e do Vasco Penha Garcia que ainda vão encontrando espaço para responder no meio do imenso trabalho que deve existir diariamente num produtor com a dimensão da Bacalhôa Vinhos. Deixo porventura as últimas questões:

Arrow A tradição no Alentejo também já é antiga. No Site Internet surge referida a data de 1979. As três quintas localizam-se nas zonas de Portalegre, Borba e Arraiolos. Quais as potencialidades e particularidades de cada uma destas propriedades? Os lotes finais misturam esses três terroir?

Arrow Falem-nos um pouco das duas últimas colheitas, 2006 e 2007. Como correram, qual a qualidade esperada? Poderemos esperar alguma novidade?

Arrow Por último, para o Vasco Penha Garcia, que entre 1987/89 esteve na Martini & Rossi, em Pessione, Itália. Fale-nos um pouco desta bebida mundialmente famosa? Como é que ela é realmente elaborada?
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 2:35 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
Filipa Tomaz da Costa e Vasco Penha Garcia,
Arrow Qual pensam ser o caminho a seguir pelos vinhos portugueses nos mercados nacionais e internacionais? Podemos pensar esses dois mercados de forma independente? Quais são, no vosso entender, as regiões vinícolas portuguesas mais preparadas para responder oportuna e adequadamente aos sinais emitidos por esses mercados competitivos? De que forma devemos idealizar o perfil dos nossos vinhos para, no futuro, nos impormos nesses mercados? Qual o espaço para a identidade de cada região neste mercado global?


filmar77 escreveu:
Tiago,
Relativamente à 3ª questão penso que as regiões têm que se desenvolver, mas são as empresas que têm que estar preparadas para responder aos diversos mercados, com a sua facilidade na mudança, adaptação a novas realidades e exigências apesar do vinho ser um produto que responde sempre a uma origem. Claro que, ao apresentarmos produtos de qualidade e diferentes teremos sempre penso alguma vantagem. Esta pergunta é um pouco dificil. Ajude-me o Tiago!

Obrigada
Filipa


Filipa,

Na minha humilde opinião, o problema não está na naturalidade de um vinho ter de responder sempre a uma origem. O problema está na valorização e aceitação dos vinhos que respondem sim a esta pergunta. E, hoje em dia, seja por uniformização de castas ou de práticas enológicas, ou ainda pela necessidade de resposta ao mercado global, ao mercado que procura um pouco de doçura e de madeira, poucos são os vinhos portugueses de qualidade que autenticamente respondem à sua origem.

Estou convicto que a identidade e o carácter dos vinhos terão de voltar ao plano central, ao plano diferenciador. E isso só poderá ser alcançado com total respeito pelo Terroir, pelas pessoas e pela história de cada local. Se o domínio técnico permite alcançar um bom vinho com maior naturalidade, se os vinhos se assemelham cada vez mais, o conceito qualitativo no futuro deverá forçosamente orientar-se no sentido da diversidade e do carácter. Este paradoxo impele a necessidade de distinguir através da temática do Terroir. Por isso não me espanta, por exemplo, que o Moscatel de Setúbal comece de novo a recuperar alguma projecção. Diria mesmo que é um produto com enorme futuro (indo mais longe, quem arrancou todo o Moscatel Roxo irá porventura experimentar um sentimento de arrependimento no futuro...).

Mas a temática é complexa. Terminando, de novo na minha humilde opinião, compete ao homem exaltar dois aspectos fundamentais do vinho. Dum lado a sua grande variedade de gosto segundo as castas, o Terroir, a cultura e as tradições. No outro, o seu dom particular para envelhecer, para se modificar. Mas esta temática daria pano para mangas. Muito do que defendo vem escrito nos diversos artigos de opinião que podem ser lidos aqui: http://www.novacritica-vinho.com/artigosopiniao.php.

Espero não ter complicado. Um abraço,
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joaorico



Registrado: Sexta-Feira, 30 de Dezembro de 2005
Mensagens: 784
Localização: Peniche

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 5:14 pm    Assunto: Responder com Citação

Virando-me um pouco para o Alentejo, mais propriamente em Arraiolos, encontro um dos vinhos com mais consistência de toda a região. O Tinto da Ânfora Grande Escolha.

Arrow Ainda que ano após ano mostre uma qualidade assinalável, a um preço bem realista, é um vinho que de certa maneira passa despercebido. Existe alguma razão para tal? Têm ideia do local para onde o vendem mais?


Fugindo novamente do Alentejo.....


Arrow Em tempos foi dada uma festa na Bacalhôa em que foi apresentado/oferecido uma garrafa de vinho em magnum que se chamaou de DUPLA, que acho nunca ter sido comercializado correcto?. Foi uma experiência? Podia falar-me um pouco desse vinho?


Cumps,
_________________
João Rico

http://pumadas.blogspot.com
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 8:06 pm    Assunto: Responder com Citação

Caros Filipa e Vasco,

Não me levem a mal (espero que ainda reste algum folgo) mas, também eu vou voltar "à carga".

A Bacalhôa Vinhos de Portugal continua a manter, e ainda bem, a sua aposta no segmento dos espumantes, por via da Quinta dos Loridos, no Bombarral.

1- Qual a vossa opinião quanto ao nível médio dos espumantes nacionais?

2- Quais os atributos essenciais para que um espumante se demarque da mediania?

3- Será que a casta Chardonnay apresenta atributos óbvios que justifiquem a elaboração de "Blanc de Blancs", em Portugal? Ou tudo não passa de um mimetismo comercial face à realidade francesa?

4- É possível revelarem algumas sugestões gastronómicas que funcionem particularmente bem com o vosso "Loridos"? Incluindo o "Branco de Brancas"...

5- E porque estou com a mão na massa, admitindo um final de refeição idílico, que propõem para "casar" com a complexidade aromática/gustativa do Moscatel de Setúbal Superior 20 Anos 1983?

Um grande agraço e... até já!

Pedro
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 10:02 pm    Assunto: Responder com Citação

frexou escreveu:
filmar77 escreveu:
frexou escreveu:
Só agora intervenho pois quis deixar a entrevista rolar um pouco para testar uma tese minha...

Ainda ninguém falou no vinho Má Partilha...

Eu assumo desde já, que é o vinho que mais gosto da vossa casa, exceptuando os moscatéis claro está. Sou mesmo um apaixonado do Má Partilha.

No entanto, julgo que o consumidor português não lhe acha muita piada. Participo regularmente em algumas provas cegas, e já por duas vezes o Má Partilha esteve no painel. Pelas duas vezes, houve sempre enófilos que disseram mal do vinho, uns que tinha defeito, outros que cheirava mal... Houve até um enófilo que tem um blog na Internet que o desclassificou.

As minhas perguntas são:
Concordam que o Má Partilha é um vinho que se não está de todo enquadrado no gosto do Português?
Que feedbacks sentem sobre o Má Partilha?


Bom Dia Paulo,
Concordo consigo. Eu também gosto muito do Má Partilha e acho que o seu perfil é muito ao estilo "bordelais". Estes Merlot europeus são vinhos
muito diferentes dos jovens Merlot do novo mundo mais frutados e redondos e talvez mais agora ao novo gosto Português em que os vinhos tintos são consumidos super jovens.
O Má Partilha é um vinho com um perfil mais complexo, que além de fruta tem por vezes alguns aromas um pouco mais vegetais e de especiarias o que o tornam talvez com um sabor estranho ou diferente para a maior parte das pessoas. Já agora recomendo a colheita de 2005 que começou agora a ser lançada no mercado a qual eu gosto muito.
Gosto de ter vinhos diferentes embora possam por algumas temporadas não estarem na moda, e que proporcionem ao consumidor a possibilidade de variar senão qualquer dia é a massificação.
Obrigada
Filipa Tomaz da Costa


Entre 2001 e 2005 não vai sair nenhum Má Partilha para o mercado??

É que eu apenas vejo o 2001 à venda...


Neste momento já temos o 2005 a começar a ser vendido.
Venha provar que está optimo.
Obrigada
Filipa
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 10:27 pm    Assunto: Responder com Citação

Abílio Neto escreveu:
Caros, Filipa Tomaz da Costa e Vasco Garcia,

Ainda na sequência dos comentários do Frexou (bem visto, o Má Partilha) e do Luís Paiva (bem visto, o perfil geral dos vinhos tranquilos), realmente existe um «distanciamento» das V/ marcas relativamente a um determinado segmento de consumo, a Filipa Tomaz da Costa assume-o, para minha satisfação pessoal Cool :

Filipa Tomaz da Costa escreveu:
Gosto de ter vinhos diferentes embora possam por algumas temporadas não estarem na moda, e que proporcionem ao consumidor a possibilidade de variar senão qualquer dia é a massificação.


Agora a minha pergunta, indo um poucochinho mais longe que o Luís Paiva, até onde pretendem ir para chegar aos «novos enófilos», concebem a ideia de lançar novas marcas? Marcas que pudessem funcionar tão bem, nesse sentido, nos tintos, como funciona o Catarina (que é, realmente, um fenómeno!)?

Abraços,

Abílio Neto


Caro Abílio,
Desculpe só responder agora mas hoje tive um dia dificil!!!
Quando ontem me referi aos vinhos "fora de moda" estava a referir-me a marcas como o Má Partilha, da casta Merlot que lhe confere alguns sabores diferentes dos comuns aos v tintos portugueses, ou ao DOC Palmela JP Private Selection que por ter estágio em barrica e garrafa apresenta um estilo um pouco diferente dos chamados vinhos da moda, muito novos, encorpados e bebidos comestágios minimos.
A nossa empresa tem actualmente cerca de 28 marcas!!!! Para os jovens enófilos temos já um grande leque de marcas que passo a sitar:
- Meia Pipa, Serras Azeitão tinto (TSado)
- Tinto da Anfora, Santa Fé de Arraiolos, Monte das Anforas (R Alentejanos),
- Catarina, Serras Azeitão Branco
- Qta Loridos Alvarinho
para não falar de outras...
Todas estas marcas actualmente têm vinhos com estilos modernos, apelativos e com relação qualidade preço bastante bom.
Gostaria muito de o convidar a nos visitar para conhecer a nossa nova realidade.
Muito Obrigada e desculpe discordar!!!

Filipa
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 10:48 pm    Assunto: Responder com Citação

mlpaiva escreveu:
Tive a honra e o prazer de, há mais de 10 anos e após um almoço com o seu administrador Paiva Raposo Very Happy , visitar a JP em visita guiada pelo próprio António d'Avillez Very Happy Wink Embarassed .
Foi, como costuma dizer-se, uma tarde e peras... Cool .

Sempre acompanhei os vinhos da JP mas hoje, parece-me, o impacte dos seus vinhos já não é o mesmo junto dos jovens enófilos.

Para além do Catarina, excepção que parece confimar a regra, por que razão vinhos como o Cova da Ursa, Má Partilha, Qtª da Bacalhôa não são tão impactantes quanto deviam ser?

Relação preço/qualidade, distribuição, marketing, etc... será que tudo está a correr como planeado? Ou será que sim, só que o target é mais... seniores? Rolling Eyes


Caro Luís,
Gostaria muito de o convidar a visitar outra vez as nossas adegas e conhecer a nossa nova realidade!
Actualmente temos cerca de 28 marcas.
Proponho que prove - Tinto da Anfora Grande Escolha, Tinto da Anfora, Meia Pipa, Santa Fé Arraiolos, Monte das Anforas, Serras de Azeitao branco e tinto, Qta Loridos Alvarinho, Dogma, Reserva Berardo, Só Touriga Nac, Só Syrah, JP branco, etc....
Muito Obrigada

Filipa TC
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 11:00 pm    Assunto: Responder com Citação

joaorico escreveu:
Virando-me um pouco para o Alentejo, mais propriamente em Arraiolos, encontro um dos vinhos com mais consistência de toda a região. O Tinto da Ânfora Grande Escolha.

Arrow Ainda que ano após ano mostre uma qualidade assinalável, a um preço bem realista, é um vinho que de certa maneira passa despercebido. Existe alguma razão para tal? Têm ideia do local para onde o vendem mais?


Fugindo novamente do Alentejo.....


Arrow Em tempos foi dada uma festa na Bacalhôa em que foi apresentado/oferecido uma garrafa de vinho em magnum que se chamaou de DUPLA, que acho nunca ter sido comercializado correcto?. Foi uma experiência? Podia falar-me um pouco desse vinho?


Cumps,


Caro João,
O tinto da Anfora Grande Escolha é vendido muito para exportação, Brasil, inglaterra e encontra-se neste momento a colheita de 2005 já esgotada na nossa adega.
Quanto ao Dupla 2006 está neste momento à venda em garrafas Magnum.
Pode ser comprado na nossa loja em Azeitão.
Foi uma edição especial que pensamos repetir.
Obrigada
Filipa
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 11:09 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
Filipa Tomaz da Costa e Vasco Penha Garcia,

Espero não ter complicado. Um abraço,



Tiago,
Não complicou nada e obg
Filipa
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 11:17 pm    Assunto: Responder com Citação

joaorico escreveu:
Caros Filipa e Vasco,

Já que se estava a falar do Moscatel Roxo, lembrei-me de uma casta pouco utilizada e que pode dar um vinho de excelência. A casta Bastardo.
Arrow Nunca fizeram nada com esta casta, presumo, no entanto gostava de perguntar se existe plantada e se equaciona-se fazer algo com ela?
Cumps,


Caro João,
Infelizmente nunca vinifiquei a casta Bastardo. Só a conheço de provar os vinhos da JM da Fonseca!!!
A Bacalhoa Vinhos nunca plantou nem pensa nos proximos anos plantar.
No entanto Nunca podemos dizer Nunca...
Filipa
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mlpaiva



Registrado: Quarta-Feira, 30 de Outubro de 2002
Mensagens: 4961
Localização: where the streets have no name ;-)

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 11:54 pm    Assunto: Responder com Citação

filmar77 escreveu:
mlpaiva escreveu:
Tive a honra e o prazer de, há mais de 10 anos e após um almoço com o seu administrador Paiva Raposo Very Happy , visitar a JP em visita guiada pelo próprio António d'Avillez Very Happy Wink Embarassed .
Foi, como costuma dizer-se, uma tarde e peras... Cool .

Sempre acompanhei os vinhos da JP mas hoje, parece-me, o impacte dos seus vinhos já não é o mesmo junto dos jovens enófilos.

Para além do Catarina, excepção que parece confimar a regra, por que razão vinhos como o Cova da Ursa, Má Partilha, Qtª da Bacalhôa não são tão impactantes quanto deviam ser?

Relação preço/qualidade, distribuição, marketing, etc... será que tudo está a correr como planeado? Ou será que sim, só que o target é mais... seniores? Rolling Eyes


Caro Luís,
Gostaria muito de o convidar a visitar outra vez as nossas adegas e conhecer a nossa nova realidade!
Actualmente temos cerca de 28 marcas.
Proponho que prove - Tinto da Anfora Grande Escolha, Tinto da Anfora, Meia Pipa, Santa Fé Arraiolos, Monte das Anforas, Serras de Azeitao branco e tinto, Qta Loridos Alvarinho, Dogma, Reserva Berardo, Só Touriga Nac, Só Syrah, JP branco, etc....
Muito Obrigada

Filipa TC

Agradeço-lhe o convite, Cara Filipa, que usarei, assim me seja possível.

Mas eu sou um velho enófilo (quase enófilo velho) e a minha questão era sobre os jovens enófilos... Smile
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Luís Paiva

Never increase, beyond what is necessary, the number of entities required to explain anything.
William of Ockham (1285-1349), Luís Paiva (1950-20??) Snakeman
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
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MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 11:56 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:

Arrow Falem-nos um pouco das duas últimas colheitas, 2006 e 2007. Como correram, qual a qualidade esperada? Poderemos esperar alguma novidade?


Boa Noite Tiago,
Hoje foi um dia dificil de trabalho e tento agora à noite recuperar o tempo perdido. Também eu agradeço o Vosso convite em poder estar presente a trocar impressões sempre enriquecedoras neste forum. Não tenho a veia "poética" do meu colega Vasco mas atrevo-me a escrever algumas palavras...
Quanto às colheitas de 2006/2007?
Bem em 2006 foi uma vindima um pouco dificil principalmente devido ao atraso na maturação das uvas e a chuva que se fez sentir.
Todos os brancos foram apanhados antes das chuvas com uma qualidade bastante boa, tanto que esgotaram todos eles em meados de setembro de 2007. Foi lançada a 1ª colheita do vinho Quinta da Bacalhôa branco 2006.
Quanto aos tintos depende das castas, locais, etc...
No geral conseguimos isolar os problemas e conseguir uma qualidade boa para apresentar aos nossos consumidores.
As marcas de tintos 2006 vendidas mais jovens, já acabaram as do Alentejo e estamos em fim de colheita nos de Azeitão. As gamas médias e altas estão agora a ser engarrafadas. O tinto Dupla 2006 foi uma marca nova lançada no ano passado.
Quanto à colheita de 2007:
Vinhos brancos - lançados muito cedo no mercado apresentam-se marcadamente florais, com muito boa acidez e optima presença em boca. Não temos qualquer novo projecto para além da continuação das marcas existentes.
Vinhos tintos - no geral avindima correu muito bem quer no Alentejo quer em Azeitão; é uma colheita com bastante côr e fruta. Já temos no mercado as marcas jovens do Alentejo.
Quanto a novos projectos para a colheita 2007 vamos vêr!!!
A vindima dos DOC Setubal correu bem nas 2 colheitas.
Até logo~
Filipa
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alentejano



Registrado: Domingo, 27 de Outubro de 2002
Mensagens: 4168
Localização: Vila Viçosa

MensagemEnviada: Qui Fev 21, 2008 11:58 pm    Assunto: Responder com Citação

Gostaria de colocar a seguinte questão:

Tendo em conta que o Tinto da Ânfora Grande Escolha fazia parte do portefólio da JP Vinhos, está nos planos da Bacalhoa, lançar novo vinho de topo no Alentejo, criado digamos de raiz ?
_________________
João Pedro Carvalho
Alentejo, uma paixão.
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Sex Fev 22, 2008 12:03 am    Assunto: Responder com Citação

mlpaiva escreveu:

Mas eu sou um velho enófilo (quase enófilo velho) e a minha questão era sobre os jovens enófilos... Smile


Eu entendi... É só para lhe mostrar que temos produtos para jovens!!!!
Já agora, reparei que é de Espinho. Na 1ª semana de Março vai haver a Essencia do vinho no Porto. Vamos lá estar e poderá lá ir provar os nossos vinhos. Mas o convite para Azeitão mantem-se de pé!!!
Filipa
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