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Entrevista c/ Filipa T. da Costa e Vasco P. Garcia :Bacalhôa
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NCritica
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Registrado: Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2007
Mensagens: 212
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Dom Fev 17, 2008 10:58 pm    Assunto: Entrevista c/ Filipa T. da Costa e Vasco P. Garcia :Bacalhôa Responder com Citação

Contrariando o habitual figurino de um único entrevistado, esta semana vamos poder contar com uma entrevista "a dois". Efectivamente, são nossos convidados Filipa Tomaz da Costa e Vasco Penha Garcia, os responsáveis máximos pela enologia da Bacalhôa Vinhos de Portugal.

Licenciada em Agronomia, com especialização em indústrias alimentares, Filipa Tomaz da Costa é pós-graduada em viticultura e enologia pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, em colaboração com a Universidade de Charles Stuart, na Austrália. Desde 1981 que está ligada à Bacalhôa Vinhos de Portugal, à altura denominada João Pires e Filhos, Lda. Actualmente, assume a responsabilidade pela adega da Bacalhôa, em Azeitão, sendo simultaneamente Directora de Enologia da Bacalhôa Vinhos de Portugal. Fez do vinho um pilar crucial da sua vida mas, como costuma confidenciar, não vive sem música, cavalos, touradas, sky e sobrinhos… muitos sobrinhos!

Vasco Penha Garcia é, também ele, licenciado em Engenharia Agronómica, com uma especialização em viticultura e enologia obtida na Universidade de Turim, tendo mais tarde alcançado o grau de mestre pela Universidade Técnica de Lisboa. Entrou para a Bacalhôa Vinhos de Portugal em 1989 e, de então para cá desempenhou as funções de Director de Viticultura, enólogo e Director de Novos Produtos. Actualmente chama a si a Directoria das adegas de Arraiolos e Loridos sendo, desde 2000, Coordenador da Câmara de Provadores da Bacalhôa Vinhos de Portugal. É, para além disso, membro da Câmara de Provadores da Comissão Vitivinícola da Península de Setúbal.

Esta dupla de enólogos acaba por ser a face visível de um grande projecto nacional que agrega cerca de 400 hectares em propriedades, uma capacidade anual de produção a rondar os 12 milhões de garrafas e um parque de estágio de vinhos na ordem das 6 mil barricas. Uma dimensão pouco comum em Portugal alicerçada num portfolio vastíssimo e equilibrado. E que só pode constituir um desafio enorme para um enólogo. Ou dois…

http://www.bacalhoa.com/

Participem!

www.novacritica-vinho.com
Pedro Gomes
Tiago Teles
Paulina Mata


Editado pela última vez por NCritica em Ter Fev 26, 2008 4:00 pm, num total de 1 vez
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joaorico



Registrado: Sexta-Feira, 30 de Dezembro de 2005
Mensagens: 784
Localização: Peniche

MensagemEnviada: Dom Fev 17, 2008 11:31 pm    Assunto: Responder com Citação

Viva,

Sei que a Filipa pelo menos, que a vi, estava no CNEMA nesta Sexta-Feira que passou.
A Península de Setúbal conseguiu apenas arrecadar um vinho como Excelência e nenhum Moscatel foi seleccionado para esse prémio. Foi algo que me surpreendeu e de certo modo me chocou:


Arrow Estamos perante algum tipo de crise para as regiões menos badaladas, onde se inclui obviamente a Península de Setúbal?

Arrow Qual o feedback que tem obtido nos vinhos de Setúbal e no Moscatel, nos mercados externos?


Cumps,
_________________
João Rico

http://pumadas.blogspot.com
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valtercosta72



Registrado: Segunda-Feira, 5 de Março de 2007
Mensagens: 313

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 12:20 am    Assunto: Responder com Citação

Para quando o "tal" grande vinho da Bacalhoa vinhos vindo da região de Setúbal?
Existem 2 terroirs bastantes distintos na região. Qual é que preferem.
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luiz otávio peçanha



Registrado: Quarta-Feira, 19 de Janeiro de 2005
Mensagens: 1403
Localização: piracicaba/sp/brasil

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 12:52 am    Assunto: Responder com Citação

Caros Filipa e Vasco,
Qual a importância do mercado brasileiro dentro dos interesses da Bacalhôa?
Como vê a dinamica dos enófilos brasileiros em relação aos vinhos portugueses e em especial com os vinhos da Bacalhôa?
Dentro da minha visão, os moscateis de setubal são muito bem aceitos por aqui. Não seria o caso de uma maior divulgação deste tipo de vinho aqui no Brasil?

Saudações
Luiz Otávio
_________________
De vinho em vinho vamos aprendendo um pouquinho.
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 9:41 am    Assunto: Responder com Citação

Filipa Tomaz da Costa e Vasco Penha Garcia,

Em primeiro lugar queria agradecer a vossa abertura em participarem nesta entrevista On-Line. Um enorme obrigado. Deixo então algumas perguntas neste início prometedor.

Arrow A Filipa e o Vasco viveram bem de perto a evolução da enologia e dos vinhos portugueses nos últimos 20 anos. De que forma sentiram e interpretaram esta evolução facilitada pelo domínio das técnicas de vinificação? Que balanço fazem desse vosso percurso e do trajecto dos vinhos por vós elaborados nos últimos 20 anos? Que balanço fazem do trajecto das regiões onde centraram as vossas principais energias como Setúbal e Alentejo? Alegrias e desilusões?

Arrow Apesar de sempre terem “vivido” os holofotes do mundo do vinho de forma mais discreta, como vivem o facto de actualmente um grupo de consumidores dar imensa importância ao papel do enólogo? Ela justifica-se? Qual é para vocês o papel do enólogo num produtor com a dimensão da Bacalhôa Vinhos? Nunca tiveram vontade de desenvolver um trabalho a “solo”?

Arrow Qual pensam ser o caminho a seguir pelos vinhos portugueses nos mercados nacionais e internacionais? Podemos pensar esses dois mercados de forma independente? Quais são, no vosso entender, as regiões vinícolas portuguesas mais preparadas para responder oportuna e adequadamente aos sinais emitidos por esses mercados competitivos? De que forma devemos idealizar o perfil dos nossos vinhos para, no futuro, nos impormos nesses mercados? Qual o espaço para a identidade de cada região neste mercado global?
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Rui Lourenço Pereira



Registrado: Terça-Feira, 8 de Janeiro de 2008
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Localização: Algures...

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 11:20 am    Assunto: Responder com Citação

Bom dia meus caros,

Tenha pena de não vos ter visto na passada sexta-feira.

Gostaria de reafirmar, e digo isto vezes sem conta, que produzem dois dos vinhos que mais gosto, Tinto da Ânfora Grande Escolha e Moscatel 1983.

Contudo, aquilo que me traz aqui hoje, são outras questões:

Arrow Para quando a afirmação da Região "Terras do Sado", sabendo que nela estão sedeadas 2 das maiores empresas portuguesas produtoras de vinho?;

Arrow Sabendo que em termos de vinho de Mesa, será o Palácio da Bacalhôa, aquele que se pode considerar o Super Premium da Bacalhôa, S.A., porque será que este vinho não tem o merecido reconhecimento?;

Arrow Actualmente, qual a percentagem de vinhos colocados no mercado externo? Será o Meia-Pipa o vinho mais vendido no mercado externo? Quais são actualmente os mercados de eleição? Brasil, EUA e Nórdicos?

Arrow A campanha de Marketing desenvolvida pela Albuquerque designers tem dado os seus frutos. A mesma é feita em termos internacionais?

Arrow A utilização da casta Cstelão nos vinhos da região Terras do Sado é uma das permissas em praticamente todas as empresas da área, contudo, têm-se dado muito bem com o Cabernet Sauvignon e o Merlot. O JP Garrafeira, sendo 100 % Castelão, é um vinho que tem boa aceitação?

Bjs e abraços,
_________________
rlp

www.artmeetsbacchus.blogspot.com
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 12:23 pm    Assunto: Responder com Citação

Rui Lourenço Pereira escreveu:
Bom dia meus caros,

Tenha pena de não vos ter visto na passada sexta-feira.

Gostaria de reafirmar, e digo isto vezes sem conta, que produzem dois dos vinhos que mais gosto, Tinto da Ânfora Grande Escolha e Moscatel 1983.

Contudo, aquilo que me traz aqui hoje, são outras questões:

Arrow Para quando a afirmação da Região "Terras do Sado", sabendo que nela estão sedeadas 2 das maiores empresas portuguesas produtoras de vinho?;

Arrow Sabendo que em termos de vinho de Mesa, será o Palácio da Bacalhôa, aquele que se pode considerar o Super Premium da Bacalhôa, S.A., porque será que este vinho não tem o merecido reconhecimento?;

Arrow Actualmente, qual a percentagem de vinhos colocados no mercado externo? Será o Meia-Pipa o vinho mais vendido no mercado externo? Quais são actualmente os mercados de eleição? Brasil, EUA e Nórdicos?

Arrow A campanha de Marketing desenvolvida pela Albuquerque designers tem dado os seus frutos. A mesma é feita em termos internacionais?

Arrow A utilização da casta Cstelão nos vinhos da região Terras do Sado é uma das permissas em praticamente todas as empresas da área, contudo, têm-se dado muito bem com o Cabernet Sauvignon e o Merlot. O JP Garrafeira, sendo 100 % Castelão, é um vinho que tem boa aceitação?

Bjs e abraços,


Bom Dia Rui,
Também tenho pena de não o ter encontrado!
Quanto a algumas das suas perguntas,
Eu também adoraria que a Região Terras do Sado, onde eu sempre trabalhei, se afirmasse no mercado!!! Mas cá estamos nós a trabalhar para isso. Penso que nos próximos anos vamos ter surpresas! Houve uma reconversão total das vinhas que em virtude disso ainda são muito novas.
Deixe passar o tempo para a novas vinhas atingirem a maturidade e vamos ver!!! É uma Região muito diversificada e com grandes Aptidões!!!
Penso que nos vinhos brancos já dá cartas.

Quanto ao Palacio da Bacalhôa é 1 marca cuja primeira collheita nasceu no ano 2000 sendo só engarrafado em anos que prometem. Pergunta porque não tem o merecido reconhecimento? Penso que é um vinho que teve e tem tido muito boa aceitação no mercado.
Além deste e nesta categoria temos também o Berardo Reserva Familiar também só engarrafado em grandes colheitas. Conhece o 2005? É um Touriga Nacional Cabernet Sauvigon proveniente de 1 vinha localizada no meio da Serra da Arrábida. Para mim, a melhor vinha da Bacalhoa Vinhos.

Vendemos para mercados externos cerca de 30% da nossa produção estando este numero a crescer.
Depende dos mercados as marcas mais vendidas!!! O Meia Pipa está já implantado e em crescimento nos mercados Nordicos. O Brasil também é um grande mercado muito principalmente nas gamas média e alta.
Nos EUA estamos a trabalhar e em crescimento. De notar o crescente interesse deste grande mercado pelos Vinhos Portugueses. Penso que estamos agora no momento crucial e temos que o aproveitar.

Quanto ao marketing não é bem a minha area embora todo o enólogo tenha que ter noções bastante enraizadas!!!
No entanto penso que é importantíssimo no Mundo de hoje, não só ao nível das campanhas de venda, apresentação dos produtos, etc... como também na própria concepção dos produtos. Até no vinho temos que ouvir os Especialistas!!!! e eu gosto e estou sempre a aprender!!! A campanha da Albuquerque designers é só feita a nivel nacional. Nos mercados externos trabalhamos conjuntamente com o G7 e a ViniPortugal e os importadores nos diversos Países.

Já estou sem folgo a responder a tantas perguntas!
Estou a brincar!!!

No caso do Castelão, a casta tinta Rainha de Setúbal, já reparou que nesta região já fazíamos mono-castas mesmo antes de estarem na moda?
Esta casta tem o seu maior potencial aqui na Peninsula de Setúbal. É 1 casta que eu comparo um pouco aos Pinot Noir da Borgonha. Quando a fruta é de qualidade e bem vinificada origina grandes vinhos mas não se compadece com grandes produções....
Ela é a base do nosso vinho JP Garrafeira agora chamado de JP Private Selection DOC Palmela. Esta marca tem um estilo muito próprio e que eu acho engraçado devido a ser quase ùnico na Região.
Tem 1 estilo um pouco tradicional o que me encanta uma vez que hoje em dia não há nada parecido. É um vinho para acompanhar uma refeição. Não dizem que os vinhos estão massificados? Aqui é uma prova do contrário. Já estou a divagar! Pergunta se tem boa aceitação? Temos uma optima aceitação nos mercados nordicos e em inglaterra e em crescimento

Filipa TC


Editado pela última vez por filmar77 em Ter Fev 19, 2008 11:03 am, num total de 5 vezes
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 2:04 pm    Assunto: Responder com Citação

joaorico escreveu:
Viva,

Sei que a Filipa pelo menos, que a vi, estava no CNEMA nesta Sexta-Feira que passou.
A Península de Setúbal conseguiu apenas arrecadar um vinho como Excelência e nenhum Moscatel foi seleccionado para esse prémio. Foi algo que me surpreendeu e de certo modo me chocou:


Arrow Estamos perante algum tipo de crise para as regiões menos badaladas, onde se inclui obviamente a Península de Setúbal?

Arrow Qual o feedback que tem obtido nos vinhos de Setúbal e no Moscatel, nos mercados externos?


Cumps,


Caro João,
Num País onde se produz os melhores licorosos "Generosos" do Mundo, como os Porto e os Madeira, é natural que os Setúbal sejam menos badalados. No entanto, no ano passado recebemos o prémio da Melhor Empresa de Generosos do Ano, e este ano este prémio também foi atribuido a um Produtor da Região.
A pouco e pouco vamos lá chegar!!!! Precisamos da ajuda de todos os Portugueses para ajudarem a divulgar Portugal e os seus "Grandes Produtos".
Quanto aos mercados externos, nos Países Nórdicos, como a Suécia e a Noruega, tem havido um crescente interesse pelos vinhos DOC Setubal.
De notar, e do qual me orgulho, o vinho Bacalhôa Moscatel de Setubal 1994 foi servido no jantar de Gala da entrega dos Prémios Nobel.
Temos todos que lutar por um reconhecimento melhor nos mercados externos.
Cumps
Filipa Tomaz da Costa
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
Mensagens: 25

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 3:45 pm    Assunto: Responder com Citação

valtercosta72 escreveu:
Para quando o "tal" grande vinho da Bacalhoa vinhos vindo da região de Setúbal?
Existem 2 terroirs bastantes distintos na região. Qual é que preferem.


Caro Valter,
Está com certeza a referir-se a vinhos de mesa!!!
Sugiro que prove ou nos visite para provar o Bacalhôa Moscatel de Setúbal 1983 Superior! Desculpe a minha falta de modéstia mas é um Vinho de que me orgulho!

Quanto aos 2 terroirs distintos na Peninsula de Setúbal é verdade! Penso que a sua existência vem Enriquecer os vinhos e os estilos da Região. Eu não tenho preferencias uma vez que cada casta adapta-se melhor a um ou a outro permitindo obter o seu melhor para cada estilo de vinho que pretendermos. Como exemplo temos a casta Castelão cujo terroir de eleição são os solos de areia de Palmela ou o Moscatel de Setubal cujos melhores vinhos provêm dos solos das encostas viradas a Norte da Serra da Arrabida. Já a Touriga Nacional plantada em solos de encosta na Serra da Arrábida apresenta muito melhores caracteristicas de aroma, estrutura e interesse das plantadas na região das areias.
Obg pelo seu interesse
Filipa TC
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valtercosta72



Registrado: Segunda-Feira, 5 de Março de 2007
Mensagens: 313

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 6:00 pm    Assunto: Responder com Citação

filmar77 escreveu:
valtercosta72 escreveu:
Para quando o "tal" grande vinho da Bacalhoa vinhos vindo da região de Setúbal?
Existem 2 terroirs bastantes distintos na região. Qual é que preferem.


Caro Valter,
Está com certeza a referir-se a vinhos de mesa!!!
Sugiro que prove ou nos visite para provar o Bacalhôa Moscatel de Setúbal 1983 Superior! Desculpe a minha falta de modéstia mas é um Vinho de que me orgulho!

Quanto aos 2 terroirs distintos na Peninsula de Setúbal é verdade! Penso que a sua existência vem Enriquecer os vinhos e os estilos da Região. Eu não tenho preferencias uma vez que cada casta adapta-se melhor a um ou a outro permitindo obter o seu melhor para cada estilo de vinho que pretendermos. Como exemplo temos a casta Castelão cujo terroir de eleição são os solos de areia de Palmela ou o Moscatel de Setubal cujos melhores vinhos provêm dos solos das encostas viradas a Norte da Serra da Arrabida. Já a Touriga Nacional plantada em solos de encosta na Serra da Arrábida apresenta muito melhores caracteristicas de aroma, estrutura e interesse das plantadas na região das areias.
Obg pelo seu interesse
Filipa TC

Sendo de Setúbal, claro que conheço esse grande moscatel. E já tive o prazer de fazer uma prova na Bacalhoa que depois deu um grande almoço com grandes vinhos.
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valtercosta72



Registrado: Segunda-Feira, 5 de Março de 2007
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MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 6:02 pm    Assunto: Responder com Citação

Que vinho da Bacalhoa é que casa melhor com o queijo de Azeitão, outro dos ex-libris da região.
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filmar77



Registrado: Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2008
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MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 6:28 pm    Assunto: Responder com Citação

luiz otávio peçanha escreveu:
Caros Filipa e Vasco,
Qual a importância do mercado brasileiro dentro dos interesses da Bacalhôa?
Como vê a dinamica dos enófilos brasileiros em relação aos vinhos portugueses e em especial com os vinhos da Bacalhôa?
Dentro da minha visão, os moscateis de setubal são muito bem aceitos por aqui. Não seria o caso de uma maior divulgação deste tipo de vinho aqui no Brasil?

Saudações
Luiz Otávio


Olá Luiz Octávio,
Como está?
Vou tentar responder às suas perguntas!
O mercado brasileiro para a Bacalhôa é importantissimo e cada vez mais importante!!! Para além de ser um Grande País, é 1 País irmão e com 1 grande potencial de crescimento. Como sabe estamos bem presentes no Brasil com toda a nossa gama e gostariamos de continuar ainda mais.

A dinâmica dos enófilos brasileiros é extraordinária. Recebemos muitas visitas de brasileiros durante o ano, sempre muito conhecedores e interessados o que torna estas visitas muito importantes e enriquecedoras para nós. O interesse por tudo o que se faz, como se faz é fantástico.

Cump
Filipa TC
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filmar77



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MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 6:35 pm    Assunto: Responder com Citação

valtercosta72 escreveu:
Que vinho da Bacalhoa é que casa melhor com o queijo de Azeitão, outro dos ex-libris da região.



Talvez o vá chocar mas proponho sem duvida os brancos encorpados da Bacalhoa, como o Catarina, o Cova da Ursa ou o Bacalhôa Branco.
São vinhos que parcialmente ou totalmente fermentam e estagiam em barricas. São como costumo dizer brancos à moda dos tintos.... Têm corpo e boca dando frescura e lavando a boca dos sabores intensos do queijo.
Como sabe as combinações do vinho com a comida faz-se por semelhanças ou por oposições. Aqui nesta proposta é a oposição dos sabores, conseguindo sentir tanto os do queijo como os do vinhos que proponho.
Obrigada
Filipa
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valtercosta72



Registrado: Segunda-Feira, 5 de Março de 2007
Mensagens: 313

MensagemEnviada: Seg Fev 18, 2008 9:04 pm    Assunto: Responder com Citação

filmar77 escreveu:
valtercosta72 escreveu:
Que vinho da Bacalhoa é que casa melhor com o queijo de Azeitão, outro dos ex-libris da região.



Talvez o vá chocar mas proponho sem duvida os brancos encorpados da Bacalhoa, como o Catarina, o Cova da Ursa ou o Bacalhôa Branco.
São vinhos que parcialmente ou totalmente fermentam e estagiam em barricas. São como costumo dizer brancos à moda dos tintos.... Têm corpo e boca dando frescura e lavando a boca dos sabores intensos do queijo.
Como sabe as combinações do vinho com a comida faz-se por semelhanças ou por oposições. Aqui nesta proposta é a oposição dos sabores, conseguindo sentir tanto os do queijo como os do vinhos que proponho.
Obrigada
Filipa

Não me choca nada. Sempre fui adepto de vinhos brancos e desses 3 só ainda não provei o Bacalhoa.
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Ter Fev 19, 2008 9:48 am    Assunto: Responder com Citação

filmar77 escreveu:
Já estou sem folgo a responder a tantas perguntas!


Filipa Tomaz da Costa,

É precisamente esse o objectivo. Aguardamos também com ansiedade a entrada do Vasco Penha Garcia! Sei que o fôlego não chegou para responder às minhas primeiras perguntas mas deixo-lhe mais algumas...não vá recuperar o fôlego…eh, eh!

Arrow A Quinta da Bacalhôa é um expoente de qualidade e história do vinho português. O que significa esta Quinta e este vinho para vocês? No meu entender é eventualmente o único exemplar nacional que consegue verdadeiramente encarnar o estilo aristocrático de Bordéus mas adicionando-lhe um toque de sensualidade sulista.

Arrow A Bacalhôa trabalha com inúmeras castas tintas, desde o Castelão, à Touriga Nacional, passando pela Syrah, Touriga Franca, Cabernet Sauvignon, Merlot, Alfrocheiro, Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouchet, etc. Qual é a vossa visão sobre o comportamento destas castas em cada região? Quais as que melhor se adaptam à região de Setúbal? De onde podem surgir as surpresas em termos de qualidade e originalidade? Podemos esperar novidades no futuro?

Arrow No site internet encontrei também referências á Petit Verdot e ao Tinto Cão? Existem resultados?

Arrow Sempre achei o vinho Meia Pipa muito curioso e uma referência muito segura no mercado. A sua ligação de 50% Cabernet Sauvignon e 50% Castelão produz um vinho equilibrado e diferente. Como surgiu a ideia deste lote? É um bom compromisso para o mercado internacional?

Arrow O que significa a casta e o vinho Moscatel para vocês?
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