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Entrevista com Dirk Niepoort (Niepoort - Porto/Douro)
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NCritica
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Registrado: Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2007
Mensagens: 212
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Dom Jan 20, 2008 9:17 pm    Assunto: Entrevista com Dirk Niepoort (Niepoort - Porto/Douro) Responder com Citação

Nascido em 1964, ele personifica a quinta geração de uma família que desde 1842 está ligada ao sector do vinho do Porto. Estudou na Suiça, estreitou a sua ligação ao mundo do vinho nos Estados Unidos e, finalmente, “aterrou” no Douro para assumir as rédeas e dar continuidade ao trabalho dos seus antecessores.

Experimentalista e reformista para uns, inconformista e irreverente para outros, muito provavelmente a sua pessoa congrega todas essas vertentes. Cedo percebeu o enorme potencial da região do Douro para a produção de vinhos não fortificados e o seu nome ficará, seguramente, ligado à revolução iniciada em Portugal na última década do século passado.

Percebeu como poucos que o “puzzle” duriense deixava aos produtores uma margem de manobra brutal na arquitectura e perfil dos vinhos; assim se soubesse jogar com altitudes, exposições, substrato geológico e encepamentos. E o seu portfolio de vinhos é bem o espelho desse Douro multifacetado. Os nomes Vertente, Redoma, nas versões branco e tinto, Batuta e Charme, para além de dispensarem qualquer tipo de presentação, são o reflexo daquilo que sempre tem defendido: o facto de existirem muitos Douros… no Douro.

Mas, para além de um produtor de renome nacional e internacional, muitos vêem nele um homem com apurado sentido comercial: um mérito perfeitamente justificado. Não porque haja nele qualquer mimetismo comercial, mas antes por ter o condão de antecipar muitas das tendências futuras. Talvez por isso se olhe para ele como o grande mentor dos Douro Boys; e a sua figura e o projecto quase se confundam.

Não é difícil perceber que o nosso entrevistado é Dirk Niepoort. A sua notoriedade no mundo do vinho é tal que qualquer texto introdutório sobre a pessoa e o seu trajecto acabam por redundar em “dejà vu”. Contudo, a postura e filosofia enológicas porque se rege acabam por determinar uma personalidade única e fascinante. E ouvi-la dissertar sobre o mundo do vinho é tudo menos um “lugar comum”. Por isso a razão de ser desta entrevista.

A palavra a Dirk Niepoort, o Douro Boy que a História, muito provavelmente, se encarregará de apelidar como Douro Man. Que já é…!

www.novacritica-vinho.com
Pedro Gomes
Tiago Teles
Paulina Mata


Editado pela última vez por NCritica em Dom Jan 27, 2008 9:26 pm, num total de 1 vez
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Mr. True



Registrado: Sábado, 15 de Dezembro de 2007
Mensagens: 9

MensagemEnviada: Dom Jan 20, 2008 11:39 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Tiago,

Permita-me fazer uma correção, o grande Boy é sem dúvida o Cristiano van Zeller, o grande mentor.Isto naturalmente sem tirar os méritos ao Dirk e a todos os outros.

Cumprimentos,


MT
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joaorico



Registrado: Sexta-Feira, 30 de Dezembro de 2005
Mensagens: 784
Localização: Peniche

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 12:16 am    Assunto: Responder com Citação

Dirk,



Neste momento parece que começa a haver uma tendência para uma certa dependência da nossa Touriga Nacional. Encontramo-la em muitos varietais no Douro e no Dão e em blend por todas as regiões, onde começa a aparecer com maior percentagem.
Como vê esta tendência, se acha que existe? Concebe que possamos ficar irremediavelmente prejudicados por esta situação?


Cumps,
_________________
João Rico

http://pumadas.blogspot.com
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 2:24 am    Assunto: Responder com Citação

Olá Dirk,

Como não podia deixar de ser, começo por expressar, em meu nome pessoal e em nome da Nova Crítica-vinho, o profundo agradecimento por te disponibilizares a participar nesta iniciativa. É um privilégio enorme -sempre foi- poder depreender das tuas palavras uma forma muito especial de sentir e viver a coisa vínica.

E, sem mais rodeios, avanço com duas questões:

1- Desde a primeira hora que tens defendido as virtudes das fermentações expontâneas. E essa convicção tem-se mantido ao longo dos anos. Quais são, então, as virtudes do recurso a leveduras índigenas? Ou, se se preferir, os inconvenientes da utilização de leveduras seleccionadas?

2- Tens defendido de forma quase incondicional as virtudes da vinha face aos atributos das castas. E, verdade seja dita, que me recorde a Niepoort nunca lançou um tinto monovarietal. Nessa medida, haverá algum exagero no virtuosismo que é atribuído à casta Touriga Nacional?

3- Confesso que acharia perfeitamente natural se amanhã me dissessem que a Niepoort se preparava para lançar no mercado um vinho elaborado segundo os princípios da biodinâmica. Fazem sentido os pressupostos inerentes à biodinâmica? E faz sentido... o tal vinho da Niepoort?

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 10:27 am    Assunto: Responder com Citação

Reforçando as palavras do Pedro, endereço-lhe um enorme agradecimento por ter aceite este desafio. Deixo-lhe duas (ou várias!) perguntas!

Arrow A saga nos vinhos de mesa da Niepoort inicia-se na década de 90, incluindo um primeiro Redoma lançado, salvo erro, na colheita de 1994. Passados quase 15 anos qual é o balanço que faz da sua experiência no Douro? Momentos altos ou decisivos desse percurso? Momentos difíceis ou atribulados? Evolução, desafios? Como vivem alguns desses vinhos com mais de 10 anos de vida?

Arrow Alguns têm acusado vinhos como o Batuta de se redefinirem ano após ano, mudando, por vezes, radicalmente de perfil. Na minha compreensão senti, por exemplo, o alcançar de um novo patamar de compreensão das potencialidades do Douro na colheita de 2005, em parte potenciado pelo ano mas também, eventualmente, por uma diferente compreensão da originalidade do Douro. Qual é a sua postura perante a singularidade dos diferentes locais espalhados pela região do Douro? Qual a melhor forma de os exprimir? Terão os vinhos do Douro espaço de manobra nos mercados internacionais para exprimirem a sua identidade ou serão forçados a um gosto universal?
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Roy Hersh



Registrado: Domingo, 9 de Outubro de 2005
Mensagens: 13
Localização: Washington State, USA

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 11:23 am    Assunto: Responder com Citação

Maybe my friend Joao Rico will be so kind as to translate this into Portuguese.

I enjoy stopping by here and stuggling by understanding only a few words in each sentence, but hopefully it will help me to eventally read Portuguese.

Any topic that includes the fabulous wine and Portmaker, Dirk van der Niepoort is one that interests me. Although I received the basic idea of the posts here, I may have a friend translate this thread for me.

I wish you all well and enjoy this wonderful site and someday when my Portuguese improves, I will be a more active participant.

Sempre ao dispor!

Roy Hersh
www.fortheloveofport.com
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Rui Lourenço Pereira



Registrado: Terça-Feira, 8 de Janeiro de 2008
Mensagens: 356
Localização: Algures...

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 11:33 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Dirk,

Apesar de já termos falado várias vezes, gostaria de endereçar-te umas palavras de agradecimento pela tua disponibilidade em partilhares o teu saber com os inúmeros foristas. Gostaria também de dar uma palavra de agradecimento ao Pedro, Tiago e Paulina por reunirem neste espaço pessoas tão intimamente ligadas ao sector.

Tenho apenas uma pergunta para te fazer que se prende com o passado histórico da Niepoort, e que, nunca tive a oportunidade de te fazer.

Sendo a Niepoort uma marca histórica no "Mundo" do vinho do Porto (tinha que tocar neste tema, porque em ...cada Porto há uma surpresa - rlp), reparo que ano após ano, todos aqueles que houvem falar de Niepoort vão associando o nome mais a vinho do Douro, do que a vinho do Porto. Haverá algum objectivo da "Casa" de num futuro próximo dar primazia aos vinhos do Douro em detrimento dos vinhos do Porto?

Falo por mim, que apesar de adorar os vinho do Douro da Niepoort, não posso deixar que se esqueçam dos magnifícos vinhos do Porto que esta "Casa" produz. Em jeito de nota o último que provei foi o LBV 2003 e dou-lhe (18/20).

Não quero, longe disso, dizer que não aprecio os Douros da Niepoort, verdadeiras pérolas da vinicultura duriense e portuguesa, mas reparo que em Portugal, e nomedamente, lá fora, a Niepoort, e o Dirk, estão cada cada vez mais associados a vinho do Douro.

O que se passa?

Grande abraço,
_________________
rlp

www.artmeetsbacchus.blogspot.com
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joaoredrose



Registrado: Segunda-Feira, 5 de Março de 2007
Mensagens: 66
Localização: Douro Valley

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 11:42 am    Assunto: Responder com Citação

Hello a todos,

Em primeiro lugar votos de um excelente 2008 para os participantes que não estiveram no jantar de ano novo.

It's great ter aki o Dirk.

Citação:
o grande Boy é sem dúvida o Cristiano van Zeller

Sem dúvida o mais corpulento, imagino ser essa a razão do comentário.

Mais do que fazer perguntas, a actividade preferida do Dirk não é escrever, quero apenas dizer obrigado Dirk.

Obrigado pelos vinhos do Douro, pelos vinhos que não são do Douro, pela Diamantina e Passadouro e Nápoles e...

saludos desde el Gontelho, confins de uno Douro y Duero

joão

ps. hi Roy, i guess everyone will understand your post.
_________________
comidinha p'ró papinho
www.gotaepinga.blogspot.com
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frexou



Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006
Mensagens: 1202
Localização: Porto

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 12:10 pm    Assunto: Responder com Citação

Nunca escondi a admiração que tenho pelo Dirk...
É com ele que vou aprendendo algumas vertentes do vinho.
Aprende-se tanto ou mais a ouvir as suas palavras do que a ler as bíblias dos vinhos.

Mas as flores ficam para outra vez...

Dirk:

No outro dia, fartei-me de rir quando disseste, se aparecer nas parteleiras um vinho a dizer 2008, que muita gente corria desesperadamente para o comprar.

Como te sentes ao saber que o Batuta, Redoma e Charme 2005, por exemplo, não estavam prontos para serem bebidos com grande prazer quando vieram para o mercado, e que provavelmente quando estiverem num momento alto para serem bebidos, já só meia dúzia de individuos é que os têm?
Ou seja, sentes-te bem com esta pressão alta do consumidor vampiro, que quer beber tudo o quanto antes?

Achas que a Niepoort pode mudar a política, fazendo mais algum estágio em garrafa? Ou isso, perante o comportamento do consumidor é um autêntico tiro no pé?

Epá, meti 4 pontos de interrogação, mas uma resposta chega...

Outra curiosidade...
Ainda se fazem Garrafeiras Niepoort?
Iremos ter daqui a muitos anos um Garrafeira dos anos 90, ou 00?


Grande abraço,
Paulo Silva
_________________
Um abraço
Paulo Silva
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jms



Registrado: Domingo, 7 de Setembro de 2003
Mensagens: 1902
Localização: Maia

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 12:24 pm    Assunto: Responder com Citação

Viva Dirk van Niepoort!

Como forista antigo e sentindo-me da casa estou muito orgulhoso de o ver aqui disposto, como sempre, a partilhar as suas ideias e os seus projectos.

Antes das perguntas, preciso de sublinhar o respeito e admiração pelos anos de trabalho, que em si dá sempre aspecto de um mero divertimento, de divulgação dos vinhos do Douro e, por extensão, dos vinhos de mesa portugueses por esse mundo fora.

Obrigado, muito lhe acaba por dever a indústria do vinho em Portugal.

As perguntas:

1. Redoma tinto. Sua primeira bandeira de vino de topo do Douro, o seu vinho com mais vindimas, mais edições. O que é que permanece desde os meados dos anos 90, o que é que foi (vai) variando ao longo dos tempos com o Rema? Como o enquadra na sua gama de vinhos tintos Niepooit?

2. São por demais conhecidas as dificuldades, digamos assim, geradas pelo facto da procura dos vinhos Batuta, Charme, Redoma Branco e Redoma Reserva Branco, ser, em Portugal, muito superior à oferta, em especial dos 3 últimos. Nestas circunstâncias porquê lançar outros rótulos - Luz e Sombra - provenientes de vinho em estágio que estaria previsto virem a ser, no caso do Luz, ou Redoma Branco ou Redoma Reserva Branco?

Um abraço.
_________________
jorge saraiva

'Faz tudo como se alguém te contemplasse' - Epicuro, filósofo grego (341 aC - 270 aC)
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dirk niepoort



Registrado: Segunda-Feira, 14 de Janeiro de 2008
Mensagens: 82

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 1:30 pm    Assunto: Responder com Citação

bom dia a todos,

vou tentar responder a todas as perguntas ...o que me parece deveras dificil.

--------------------------------------------------------------------------------

Mr. True escreveu:
Caro Tiago,

Permita-me fazer uma correção, o grande Boy é sem dúvida o Cristiano van Zeller, o grande mentor.Isto naturalmente sem tirar os méritos ao Dirk e a todos os outros.

Cumprimentos,



caro tiago,
o cristiano e realmente o grande boy. e o maior de nos todos...mas eu nao fico atras.....tenho "crescido" bastante nos ultimos tempos....nao falta muito para eu pesar tanto como ele...
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dirk niepoort



Registrado: Segunda-Feira, 14 de Janeiro de 2008
Mensagens: 82

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 1:34 pm    Assunto: Responder com Citação

joaorico escreveu:
Neste momento parece que começa a haver uma tendência para uma certa dependência da nossa Touriga Nacional. Encontramo-la em muitos varietais no Douro e no Dão e em blend por todas as regiões, onde começa a aparecer com maior percentagem.
Como vê esta tendência, se acha que existe? Concebe que possamos ficar irremediavelmente prejudicados por esta situação?


caro joao rico ,

vou ser um pouco duro, mas de certa maneira sou da opiniao que a touriga nacional vai ser o nosso "desastre". nao ha duvida que a touriga nacional e uma casta muito boa. e uma casta com muita personalidade e temo que no futuro (ja que toda a gente planta muitissima TN) os nossos (portugueses) vinhos fiquem dominados pela TN...o que seria uma pena.

dirk
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dirk niepoort



Registrado: Segunda-Feira, 14 de Janeiro de 2008
Mensagens: 82

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 1:44 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Olá Dirk,

Como não podia deixar de ser, começo por expressar, em meu nome pessoal e em nome da Nova Crítica-vinho, o profundo agradecimento por te disponibilizares a participar nesta iniciativa. É um privilégio enorme -sempre foi- poder depreender das tuas palavras uma forma muito especial de sentir e viver a coisa vínica.

E, sem mais rodeios, avanço com duas questões:

1- Desde a primeira hora que tens defendido as virtudes das fermentações expontâneas. E essa convicção tem-se mantido ao longo dos anos. Quais são, então, as virtudes do recurso a leveduras índigenas? Ou, se se preferir, os inconvenientes da utilização de leveduras seleccionadas?


NAO TENHO TIDO PROBLEMAS COM LEVEDURAS INDIGENAS.
AS FERMENTACOES SAO EM GERAL MAIS LENTAS E PODERAO SER MAIS DIFICEIS NA FASE FINAL (NAO FERMENTAR TOTALMENTE). DE RESTO OS VINHOS SAO NORMALMENTE MAIS FRUTADOS COM LEVEDURAS SELECCIONADAS, MAS NORMALMENTE MAIS CURTOS E MENOS INTERESSANTES. AO CONTRARIO DO QUE SE DIZ ACHO QUE TRABALHAR COM LEVEDURAS INDIGENAS NAO E COMPLICADO. DEPENDE QUE TIPO DE VINHO SE QUER FAZER....

Pedro Gomes escreveu:
2- Tens defendido de forma quase incondicional as virtudes da vinha face aos atributos das castas. E, verdade seja dita, que me recorde a Niepoort nunca lançou um tinto monovarietal. Nessa medida, haverá algum exagero no virtuosismo que é atribuído à casta Touriga Nacional?

COMO JA ESCREVI ACHO QUE A T N VAI DOMINAR OS VINHOS PORTUGUESES ...... A T N TEM A TENDENCIA A DOMINAR OS VINHOS. E UMA CASTA FANTASTICA MAS COM MUITISSIMA PERSONALIDADE.

NAS VINHAS NOVAS NORMALMENTE E A VARIEDADE QUE DOMINA NOS VINHOS....NAS VINHAS VELHAS E O TERROIR QUE DOMINA . A MIM INTERESSAME MAIS O TERROIR DO QUE A EXPRESSAO DA CASTA.
OS UNICOS SINGLE CASTAS QUE FAZEMOS SAO BRINCADEIRAS CHAMADAS PROJECTOS...DE RIESLING, CHARDONNAY E NO FUTURO PINOT NOIR ( WWW.NIEPOORT-PROJECTOS.COM)

Pedro Gomes escreveu:
3- Confesso que acharia perfeitamente natural se amanhã me dissessem que a Niepoort se preparava para lançar no mercado um vinho elaborado segundo os princípios da biodinâmica. Fazem sentido os pressupostos inerentes à biodinâmica? E faz sentido... o tal vinho da Niepoort?

PESSOAMENTE NAO PERCEBO A BIODINAMICA...MAS E UMA TEMATICA QUE ME INTERESSA. JA ME PASSPOU PELA CABECA TER UMA VINHA BIODINAMICA (COM O TELMO RODRIGUES) NO DOURO...MAS PARA JA NAO. TEMOS JA PARCELAS BIOLOGICAS (NOMEADAMENTE O PINOT NOIR) E O OBJECTIVO SERA DE FAZER O MASSIMO POSSIVEL EM BIOLOGICA
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dirk niepoort



Registrado: Segunda-Feira, 14 de Janeiro de 2008
Mensagens: 82

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 4:46 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
A saga nos vinhos de mesa da Niepoort inicia-se na década de 90, incluindo um primeiro Redoma lançado, salvo erro, na colheita de 1994. Passados quase 15 anos qual é o balanço que faz da sua experiência no Douro? Momentos altos ou decisivos desse percurso? Momentos difíceis ou atribulados? Evolução, desafios? Como vivem alguns desses vinhos com mais de 10 anos de vida?

O BALANCO PARECE ME MUITO BOM.
ACHO QUE A NIEPOORT PASSOU POR 3 FASES IMPORTANTES E DIFERENTES NOS VINHOS DE MESA.
A PRIMEIRA
DE 90 - 97
FASE "TESA". NAO HAVIA DINHEIRO NEM CONDICOES. OS VINHOS ERAM FEITO DA MELHOR MANEIRA MAS TUDO MUITO IMPROVISADO.
CONSIDERANDO AS CONDICOES ETC ACHO QUE OS VINHOS ESTAO EM PARTE MUITO BONS EM PARTE ATE FANTASTICOS (O ROBUSTOS principalmente). HA VARIACOES DE GF A GARRAFA O QUE SE ENTENDE MAS NAO SERA DESEJAVEL.
OS VINHOS ERAM FEITOS EM CUBAS DESENHADAS POR MIM E ENVELHECIDOS EM GAIA EM BARRICAS USADAS COMPRADAS EM BORDEUS (SEGUNDA MAO) ETC ETC ETC


2 FASE
1999 - 2003
A PARTIR DE 99 HOUVE GRANDES ALTERACOES. INVESTIMENTOS EM EQUIPAMENTOS, NOVAS BARRICAS BOAS E A ENTRADA DO JORGE SERODIO.
OS VINHOS MELHORARAM CONSIDERAVELMENTE. POR ISSO HOUVE A ALTERACAO DOS ROTULOS A PARTIR DE 99.

3 FASE
A PARTIR DE 2004

A NIEPOORT DEU UM ENORME PASSO UMA VEZ MAIS. OS VINHOS MELHORARAM MUITO. MAIS PUROS , FINOS E PERFEITOS.
EM 2004 ENTROU O LUIS SEABRA.

HOUVE SEMPRE SITUACOES MAIS COMPLICADAS NO PERCURSO. E TEMOS QUE VER QUE QUANDO COMECAMOS A FAZER VINHOS DE MESA A PARTIR DE 1990 QUASE NAO HAVIA VINHOS NO DOURO (DE QUALIDADE). HISTORICAMENTE SOMENTE BARCA VELHA, DEPOIS QTA DO COTTO NO ANOS 80 E RAMOS PINTO A PARTIR DE 1990.
A SITUACAO ERA MUITO MAIS COMPLICADA DO QUE E HOJE.
RELATIVAMENTE AO REDOMA ACHO QUE PODEMOS FALAR DAS TAIS 3 FASES COM VINHOS BASTANTE DIFFERENTES , NO ENTANTO ACHO QUE HA UMA LINHA CLARA NO REDOMA:
PARA MIM DEVE SER UM VINHO TIPICO DO DOURO. AUSTERO, COM ALGUMAS ARESTAS E TANINOS. BOA INTENSIDADE, MUITA PERSONALIDADE E BOM POTENCIAL DE ENVELHECIMENTO. O REDOMA NAO PRETENDE SER O MELHOR VINHO DO MUNDO NEM O MAIS FINO.
PRETENDE SER DOURO

Tiago Teles escreveu:
Alguns têm acusado vinhos como o Batuta de se redefinirem ano após ano, mudando, por vezes, radicalmente de perfil. Na minha compreensão senti, por exemplo, o alcançar de um novo patamar de compreensão das potencialidades do Douro na colheita de 2005, em parte potenciado pelo ano mas também, eventualmente, por uma diferente compreensão da originalidade do Douro. Qual é a sua postura perante a singularidade dos diferentes locais espalhados pela região do Douro? Qual a melhor forma de os exprimir? Terão os vinhos do Douro espaço de manobra nos mercados internacionais para exprimirem a sua identidade ou serão forçados a um gosto universal?


EFECTIVAMENTE.
O BATUTA TEM VINDO A MUDAR DE PERFIL. MAIS DO QUE O REDOMA NA MIMHA OPINIAO.
NO ENTANTO AS MUDANCAS SAO POSITIVAS (PARA MIM) E TOTALMENTE DENTRO DA FILOSOFIA DO VINHO. PROCURAMOS SEMPRE FAZER UM VINHO O MAIS FINO POSSIVEL E PENSO QUE COM OTEMPO ESTA A AFINAR MESMO. EFECTIVAMENTE O 2005 E A REFERENCIA E DE LONGE O MELHOR BATUTA DE SEMPRE.

TEMOS QUE TER A CONSCIENCIA QUE O DOURO E UMA ZONA ENORME COM MUITOS MICROCLIMAS. TEM DIFFERENCAS DE ALTITUDES ENORMES. EXPOSICOES CONTRARIAS (TODAS: NORTE - SUL, OESTE .- LESTE) E UMA QUNTIDADE ENORME DE CASTAS.
ENQUANTO SE SABE (MAIS OU MENOS) QUAIS SAO OS GRANDES TERROIRS DO DOURO PARA PORTO, NO VINHO DE MESA AINDA HA TUDO POR APRENDER. E APRENDER E FAZER.
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dirk niepoort



Registrado: Segunda-Feira, 14 de Janeiro de 2008
Mensagens: 82

MensagemEnviada: Seg Jan 21, 2008 4:50 pm    Assunto: Responder com Citação

Dear roy hersch,


nice to have you here. regards from puuuoorrtuuuuu

dirk
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