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Entrevista com Paulo Soares (Malhadinha Nova - Alentejo)
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Registrado: Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2007
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MensagemEnviada: Dom Dez 09, 2007 9:56 pm    Assunto: Entrevista com Paulo Soares (Malhadinha Nova - Alentejo) Responder com Citação

Paulo Soares é o nosso entrevistado desta semana. À primeira vista o nome poderá parecer deslocado, mas bastará soletrar as palavras Malhadinha Nova para que o equívoco se dissipe. Efectivamente, o nosso entrevistado pertence a uma família que, depois de vários anos a gerir uma cadeia de garrafeiras no Algarve, se decidiu pela aquisição de uma propriedade no Alentejo, decorria o ano de 1998.

E em boa hora o fizeram: quase uma década volvida, e mais do que rendidos ao “bichinho” do vinho, a família Soares consubstancia hoje um projecto global que inclui a produção de azeite, a criação de gados bovino e suíno e, como se a coisa não bastasse, começa agora a apostar forte na vertente do Enoturismo, bem visível no sofisticado COUNTRY HOUSE & SPA. E tudo num novo Alentejo vinícola, a sul de Beja, na abrasadora planície alentejana.

A opção pela diversidade ampelográfica, a competência técnica de Luís Duarte e uma estratégia de comunicação muito sofisticada, especialmente direccionada para as novas gerações, cedo despoletaram o reconhecimento da crítica e o aplauso do mercado. Hoje, a consolidação do projecto parece estar garantida com um portfolio que integra três marcas sobejamente conhecidas do grande público: Monte da Peceguina, Pequeno João e Malhadinha.

Se a isto juntarmos a nova coqueluche da casa, o Marias da Malhadinha 2004, recentemente lançado no mercado, estão reunidos os ingredientes para que se justifique um conhecimento mais profundo deste projecto alentejano.

Fazendo eco da curiosidade dos foristas e leitores, a palavra a Paulo Soares.

Participem!

www.malhadinhanova.pt


Editado pela última vez por NCritica em Seg Jan 14, 2008 11:35 am, num total de 1 vez
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luiz otávio peçanha



Registrado: Quarta-Feira, 19 de Janeiro de 2005
Mensagens: 1403
Localização: piracicaba/sp/brasil

MensagemEnviada: Dom Dez 09, 2007 10:41 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Paulo Soares,
Primeiramente parabéns pelo excelente trabalho, extensivo a Rita Soares e toda equipe.
Como está vendo o mercado Brasileiro para os vinhos Portugueses e em especial para os da Herdade da Malhadinha Nova?
Abraços
Luiz Otávio
_________________
De vinho em vinho vamos aprendendo um pouquinho.
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Seg Dez 10, 2007 10:24 am    Assunto: Responder com Citação

Paulo Soares,

Primeiro, queria agradecer, em nome da NovaCrítica-vinho, a disponibilidade para participar na última entrevista on-line de 2007! Um enorme reconhecimento por ter aceite este desafio. Lanço então algumas perguntas.

Arrow Mais do que outras regiões, o Alentejo tem vivido nos últimos anos sob a influência de alguns enólogos como, por exemplo, o Professor Colaço Rosário, João Portugal Ramos, António Saramago, Paulo Laureano, Luís Duarte, entre outros, que fornecem consultoria a vários projectos em paralelo. De que forma encara este papel central e merecido que um determinado conjunto de enólogos ocupou na planície alentejana? Será que alguma diversidade alentejana, bastando lembrar diferenças antigas entre os vinhos de Portalegre, Estremoz ou Vidigueira, se poderá atenuar?

Arrow A região do Alentejo conheceu alguns vinhos míticos no seu passado, com características singulares como, por exemplo, o Tinto Velho de José de Sousa Rosado Fernandes, tintos cheios, atléticos, longevos. Qual o perfil e o estilo dos vinhos alentejanos no novo milénio e, em particular, qual o ideal dos vinhos da Malhadinha?

Arrow Na continuidade, qual a razão que vos levou a rumarem a uma zona tão a sul na planície Alentejana, numa região impensável sem o sistema de rega gota a gota? Residiu também numa vontade de diferenciação?

Arrow O Enoturismo tem sido uma arma importante na divulgação do vosso projecto com a criação inclusive de um COUNTRY HOUSE & SPA. Qual a sua visão do turismo vinícola e de que forma essa sinergia beneficia o vinho e a região do Alentejo?
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pedro Pimenta CG



Registrado: Quinta-Feira, 10 de Novembro de 2005
Mensagens: 119
Localização: Guimarães

MensagemEnviada: Seg Dez 10, 2007 12:32 pm    Assunto: Responder com Citação

Paulo,

Antes de mais um abraço amigo e na falta de falarmos mais vezes, fica aqui uma conversa via forum...

Como é que consegues dividir o teu tempo nas 3 frentes que estás metido, Comérico e Distribuição (Garrafeira Soares), Produtor (Herdade da Malhadinha Nova), Enoturismo (Malhadinha Nova - Country House & Spa).

A vossa fórmula de sucesso, no meu entender, é o empenho e o carinho com que se dedicam ao que fazem, talvez por isso seja um trabalho de equipa entre tu, o João e a Rita, não havendo uma divisão de tarefas pré-detereminada, és da mesma opinião?

Pessoalmente, penso que o que deve dar mais gozo é ver as plantas crescer e o resultado de um produto apreciado por muita gente, também é o que tu preferes?

Em relação aos vinhos, a última novidade é o Marias da Malhadinha, existem outras na gaveta? o Pequeno joão vai continuar a existir ou vai aparecer um Paulinho cuvée 2008?

Abraços para toda a família Soares
_________________
Pedro Pimenta
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jsalavessa



Registrado: Sexta-Feira, 30 de Junho de 2006
Mensagens: 341
Localização: Lisboa / Cebolais de Cima

MensagemEnviada: Seg Dez 10, 2007 12:51 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Paulo Soares,

Julgo não me enganar se atribuir uma boa parte do sucesso do vosso projecto á vossa experiência comercial e ao facto dessa experiência se desenrolar no Algarve, região visitada por muitos turistas nacionais e estrangeiros.
Gostava de saber a sua opinião acerca dos diferentes tipos de consumidor, que nos desse a sua interpretação acerca do consumidor tipo Português e o que nos distingue do consumidor estrangeiro?
Nota alguma tendência para a globalização do gosto?
Considerando o cada vez mais restrito poder de compra da generalidade dos Portugueses, e o efeito que isso têm nas suas escolhas para o consumo de vinhos e outros produtos, antevê que no futuro os nossos vinhos de melhor qualidade sejam quase exclusivamente enviados para países estrangeiro com maior poder de compra?

Votos de continuação de bom sucesso,

João Salavessa
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Mariana



Registrado: Segunda-Feira, 1 de Outubro de 2007
Mensagens: 26

MensagemEnviada: Seg Dez 10, 2007 5:23 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Paulo Soares,
Um abraço de muito respeito.

Já tive a experiência fantástica de visitar a Herdade Nova Malhadinha.
Provei o "cheiro" dos produtos vindos daquela "terra" incrível.
É bom poder dizer que temos estas "coisas" tão boas em Portugal;
tendo em conta que o Malhadinha é um dos meus vinhos preferidos
(Pequeno João e Malhadinha Branco); foi o 1º Alentejano que me apaixonei. Embarassed

Qual o sentido de orientação que teve para surgirem estes vinhos ?

Seja qual for a resposta, porque pergunto mesmo com a Curiosidade,
espero que continuem.!
Um Beijo de agradecimento para a Rita Soares.
Obrigada Malhadinha 2 man down
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alentejano



Registrado: Domingo, 27 de Outubro de 2002
Mensagens: 4168
Localização: Vila Viçosa

MensagemEnviada: Seg Dez 10, 2007 6:56 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Paulo Soares

Desde já os meus parabéns pelo sucesso que tem sido o vosso projecto desdo o primeiro ano até aos dias de hoje. É com bons olhos que vejo um crescimento saudável e cheio de vigor quer na qualidade dos vinhos quer em todo o projecto envolvente.

A pergunta é:
Vamos ter designações tão utilizadas no Alentejo como Reserva ou Garrafeira, associados aos vinhos da Malhadinha Nova ?

Os vinhos resultantes enquadram-se dentro de um perfil de características mais Alentejanas ou é um projecto que pretende uma visão de um Alentejo mais internacional ?
_________________
João Pedro Carvalho
Alentejo, uma paixão.
http://copod3.blogspot.com
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Ter Dez 11, 2007 1:24 am    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
Paulo Soares,

Primeiro, queria agradecer, em nome da NovaCrítica-vinho, a disponibilidade para participar na última entrevista on-line de 2007! Um enorme reconhecimento por ter aceite este desafio. Lanço então algumas perguntas.

Arrow Mais do que outras regiões, o Alentejo tem vivido nos últimos anos sob a influência de alguns enólogos como, por exemplo, o Professor Colaço Rosário, João Portugal Ramos, António Saramago, Paulo Laureano, Luís Duarte, entre outros, que fornecem consultoria a vários projectos em paralelo. De que forma encara este papel central e merecido que um determinado conjunto de enólogos ocupou na planície alentejana? Será que alguma diversidade alentejana, bastando lembrar diferenças antigas entre os vinhos de Portalegre, Estremoz ou Vidigueira, se poderá atenuar?

Arrow A região do Alentejo conheceu alguns vinhos míticos no seu passado, com características singulares como, por exemplo, o Tinto Velho de José de Sousa Rosado Fernandes, tintos cheios, atléticos, longevos. Qual o perfil e o estilo dos vinhos alentejanos no novo milénio e, em particular, qual o ideal dos vinhos da Malhadinha?

Arrow Na continuidade, qual a razão que vos levou a rumarem a uma zona tão a sul na planície Alentejana, numa região impensável sem o sistema de rega gota a gota? Residiu também numa vontade de diferenciação?

Arrow O Enoturismo tem sido uma arma importante na divulgação do vosso projecto com a criação inclusive de um COUNTRY HOUSE & SPA. Qual a sua visão do turismo vinícola e de que forma essa sinergia beneficia o vinho e a região do Alentejo?


Caro Tiago Teles,

Antes de mais, gostava de agradecer o convite, e deixar os parabens pelo excelente forum.
Julgo que os enólogos tem hoje um papel fundamental, trazendo novos conhecimentos, e usando novas tecnologias. o Alentejo, talvez por ser uma região mais "jovem" e com maiores areas de vinha aderiu a esta ideia mais cedo que outras. Nas regiões mais tradicionais o produtor e os conhecimentos empiricos tinham um papel central.
O Alentejo talvez por não ter muita gente tradicionalmente ligadas ao vinho recorreu aos serviços de consultores, na minha opinião acertadamente, pois os nomes que citou tem vinhos que falam por si, e ajudaram a promover o nome da nossa região.
Quanto à identidade de cada região, julgo que apesar da globalização o terroir terá sempre uma palavra a dizer.
O meu irmão (João) e a Rita tiveram a sorte há pouco tempo de provar um tinto velho José Sousa de 1941 que ainda estava excelente! julgo no entanto que hoje o consumidor não está disposto esperar tanto tempo, e o Alentejo tem sido reconhecido por produzir vinhos que podem ser consumidos jovens.
Na Malhadinha queremos produzir vinhos modernos, elegantes mas com todo o respeito pela tradiçao e pelo terroir.
A escolha do local deveu-se a um amor à primeira vista de toda a familia, pela Herdade da Malhadinha Nova.
Desde o primeiro minuto o enoturismo foi uma das nossas apostas, acreditamos que é fundamental mostrar o que se faz e como se faz para ganhar a confiança dos consumidores e divulgar o nosso projecto.
É importante que outros produtores alentejanos percebam a importancia do enoturismo, o que nem sempre acontece.
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Ter Dez 11, 2007 1:35 am    Assunto: Responder com Citação

luiz otávio peçanha escreveu:
Caro Paulo Soares,
Primeiramente parabéns pelo excelente trabalho, extensivo a Rita Soares e toda equipe.
Como está vendo o mercado Brasileiro para os vinhos Portugueses e em especial para os da Herdade da Malhadinha Nova?
Abraços
Luiz Otávio


Caro Luiz Otávio,
Obrigado pelos seus comentarios.
Pela sua dimensão e pelos laços que ligam Portugal ao Brasil o mercado Brasileiro tem um enorme potencial. Estive este ano em Maio na feira de vinhos de São Paulo e fiquei impressionado com o conhecimento e interesse que existe pelos vinhos portugueses. O Malhadinha ainda não estava disponivel no Brasil (agora já está), e no entanto já muita gente conhecia muito bem os nossos vinhos. julgo que será um dos nossos bons mercados.
cumprimentos
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Ter Dez 11, 2007 10:16 am    Assunto: Responder com Citação

Paulo Soares,

Muito obrigado pelas respostas.
Aproveito para lançar mais algumas…

Arrow Na continuidade de uma das suas respostas, de que forma definiria o terroir da Malhadinha? O que a distingue na planície alentejana?

Arrow O vinho João Pequeno é elaborado maioritariamente com a casta Cabernet Sauvignon (70%). A versão de 2005 surpreendeu-me por um contributo suplementar de frescura relativamente a outros vinhos da Malhadinha (foi um vinho que me intrigou). Verifiquei também que esta casta entra no lote do Malhadinha. Recentemente, provei duas versões antigas (1994 e 1998) do monocasta Cabernet Sauvignon elaborado pela Herdade do Esporão, confirmando dois vinhos encantadores e vivos, arrebatadores (infelizmente a saga já terminou). De que forma é encarada esta famosa casta na Malhadinha? Quais as castas que mais o apaixonam?

Arrow Na continuidade e repetindo uma pergunta feita noutra entrevista, para além de outros requisitos, não se cozinha bem se não se for provando, ou se não se tiver uma ideia clara do resultado final. Ao pensar neste binómio – provar para sentir a evolução e ter provado para conhecer o objectivo – aproveito para lhe colocar uma terceira pergunta. Porque considero que o aspecto da prova tem um forte impacto no produto final, quais são, para si, os vinhos portugueses e do mundo que mais o marcaram na vida? Quais os estilos que mais aprecia? Quais os perfis que o emocionam?

Arrow Nos brancos crê que a quente planície alentejana tem condições para criar produtos de excepção?
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Ter Dez 11, 2007 10:49 am    Assunto: Responder com Citação

pedro Pimenta CG escreveu:
Paulo,

Antes de mais um abraço amigo e na falta de falarmos mais vezes, fica aqui uma conversa via forum...

Como é que consegues dividir o teu tempo nas 3 frentes que estás metido, Comérico e Distribuição (Garrafeira Soares), Produtor (Herdade da Malhadinha Nova), Enoturismo (Malhadinha Nova - Country House & Spa).

A vossa fórmula de sucesso, no meu entender, é o empenho e o carinho com que se dedicam ao que fazem, talvez por isso seja um trabalho de equipa entre tu, o João e a Rita, não havendo uma divisão de tarefas pré-detereminada, és da mesma opinião?

Pessoalmente, penso que o que deve dar mais gozo é ver as plantas crescer e o resultado de um produto apreciado por muita gente, também é o que tu preferes?

Em relação aos vinhos, a última novidade é o Marias da Malhadinha, existem outras na gaveta? o Pequeno joão vai continuar a existir ou vai aparecer um Paulinho cuvée 2008?

Abraços para toda a família Soares


Pedro,

Obrigado pelos elogios, vou aceita-los como mais um incentivo.
A resposta podia ser: "quem corre por gosto não cansa.." julgo que o mais importante é fazer o que se gosta, e nós temos a sorte de poder fazer coisas que realmente nos dão prazer. Como todos gostamos das várias areas trabalhamos em conjunto partilhando tarefas.
Claro está que a Malhadinha é a nossa paixão. É de facto muito recompensador ver nascer todo o projecto e depois ver os produtos reconhecidos.
O Pequeno João continuara a aparecer sempre que tivermos algo distinto ou irreverente como a rita gosta de o caracterizar.
quanto a novidades, o tempo dirá....
um grande abraço,
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hmoreira



Registrado: Segunda-Feira, 27 de Novembro de 2006
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Localização: Palmela

MensagemEnviada: Ter Dez 11, 2007 3:26 pm    Assunto: Responder com Citação

Recentemente tive a oportunidade de visitar a Herdade da Malhadinha Nova, fiquei positivamente impressionado com o projecto e com os vinhos de sua produção. Desde já gostava de o felicitar.

Nesta viagem procurei visitar várias Herdades e produtores da região, confesso que acabei desiludido. Não pela qualidade dos vinhos e projectos, mas sim pela falta de cuidado no enoturismo. Das várias casas que visitei tive de tudo um pouco, portas fechadas (Herdade Grande), não encontrei algumas (Herdade de Rocim), fui recebido com muita simpatia em Cortes de Cima mas para meu espanto não existem provas de vinho, na Herdade de Grous por outro lado as coisas correram muito bem. A minha questão será então: Não falta alguma organização dos produtores do Alentejo e esforço no enoturismo? Para que serve a Rota do Vinho ? Realmente encontrei várias placas pelo caminho mas sem nenhuma orientação consistente. Não faria falta os produtores, através da rota dos vinhos ou não, associarem-se e criarem informação de marketing que facilite e promova o turismo enológico da região?

Ainda em relação á visita da Herdade da Malhadinha, fui recebido de forma muito simpática e atenciosa, o serviço foi excelente. Agora algo que me espantou foi a prova de todos os vinhos ser paga, sendo os preços em tudo semelhantes aos praticados num qualquer wine bar em Lisboa. A ideia que fiquei é de o objectivo ser mesmo um wine bar, para prova dos vinhos bastava ser servido 1/5 do vinho, eventualmente não ter disponível todos os vinhos, mas apenas uma selecção representativa.

A minha sugestão/questão seria:
Porque não ter vinhos para prova na Herdade da Malhadinha Nova? Recebem muitas pessoas interessadas na compra e prova dos seus vinhos?

Acabou por ser um excelente final de tarde a beber os novos Malhadinha Brc e Tinto, vinhos que me supreenderam pela positiva, parabéns.

Atenciosamente,

Hugo Moreira
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HMoreira
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Spice Girl



Registrado: Quarta-Feira, 4 de Janeiro de 2006
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MensagemEnviada: Qua Dez 12, 2007 11:36 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Paulo Soares

Em primeiro lugar gostaria de lhe agradecer ter aceite este nosso desafio, assim como a sua participação nesta entrevista.

Num artigo que li sobre a indústria internacional do vinho eram referidos vários aspectos que contribuem para a qualidade global de um vinho:

Citação:
The intrinsic sensory aspect of wine taste and aroma are only one component in the modern consumer definition of quality. Extrinsic factors such as bottle and label design and the perceived artistic talents of the winemaker are equally important motivators of human preference in wine selection. In addition to a product that is enjoyable in all sensory aspects, consumers expect wines to be healthful and produced in an environmentally sustainable manner. In the future, these last two factors will become increasingly important economic drivers of profitability.

Do que me apercebo do vosso projecto há uma consciência da importância das várias componentes e da imagem que passa diria que todas foram consideradas.
Em particular, no que diz respeito aos rótulos dos vossos vinhos, têm uma imagem bem característica. Certamente não deixam ninguém indiferentes, mas imagino que causam reacções extremas. Os que "Gostam muito" e o rótulo os motivaria a comprar o vinho sem saberem mais nada dele; e os que não "Gostam nada" e nunca se sentiriam motivados a comprar um vinho com a imagem que os vossos rótulos transmitem.
Qual imagem que de facto pretendem transmitir com os vossos rótulos? Como tem sido a reacção dos consumidores aos vossos rótulos?


Como vê a relação existente no casamento, que deveria ser natural, entre os vinhos e a gastronomia? O que fazer para que este casamento se torne mais harmonioso e interessante?
_________________
"Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal
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Tiago Teles



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Mensagens: 2137
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MensagemEnviada: Qua Dez 12, 2007 3:59 pm    Assunto: Responder com Citação

Paulo Soares, continuarei a colocar as minhas perguntas diárias até à data limite de Quinta-Feira.

Arrow O Paulo referiu um aspecto interessante do Alentejo, a sua juventude e dinâmica. A região é pioneira em muitos aspectos, irreverente, além de viver um período de reinvenção com a dinamização de novas zonas vinícolas. Mas, em termos de aceitação internacional (neste caso refiro-me à crítica internacional e não ao consumidor), a região tem sentido alguma dificuldade para se impor. O que falta ao Alentejo para acompanhar a dinâmica actual da região do Douro?

Arrow De que forma manobra a região? Existe uma partilha franca e uma comunicação aberta entre diferentes produtores? Provam e comentam os vinhos uns dos outros? Partilham o conhecimento? Unem esforços de promoção e divulgação?
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
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Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Qua Dez 12, 2007 11:14 pm    Assunto: Responder com Citação

jsalavessa escreveu:
Caro Paulo Soares,

Julgo não me enganar se atribuir uma boa parte do sucesso do vosso projecto á vossa experiência comercial e ao facto dessa experiência se desenrolar no Algarve, região visitada por muitos turistas nacionais e estrangeiros.
Gostava de saber a sua opinião acerca dos diferentes tipos de consumidor, que nos desse a sua interpretação acerca do consumidor tipo Português e o que nos distingue do consumidor estrangeiro?
Nota alguma tendência para a globalização do gosto?
Considerando o cada vez mais restrito poder de compra da generalidade dos Portugueses, e o efeito que isso têm nas suas escolhas para o consumo de vinhos e outros produtos, antevê que no futuro os nossos vinhos de melhor qualidade sejam quase exclusivamente enviados para países estrangeiro com maior poder de compra?

Votos de continuação de bom sucesso,

João Salavessa


caro Joao Salavessa,
Reconheço que o conhecimento que tinhamos do sector nos ajudou no inicio. o facto de conhecermos bem a distribuiçao e até de conhecer muitas adegas permitiu-nos ter ideias bem definidas para o projecto. A aposta na qualidade foi reflexo disso mesmo.
Julgo que os gostos não são assim tão diferentes no estrangeiro, estamos a exportar para 15 paises e em todos a aceitação tem sido excellente, e julgo que os produtores portugueses que apostam na qualidade poderão dizer o mesmo, aliás os vinhos portugueses estão a ter um grande reconhecimento lá fora. O que há em muitos paises é uma grande cultura de vinhos e consumidores muito informados. Não julgo haver globalização dos gostos, acho é que esses consumidores procuram cada vez mais a qualidade, mesmo em vinhos economicos, quanto a Portugal o que sinto é uma evolução no consumo, as pessoas preferem beber menos mas melhor, e espero que assim se mantenha para continuar-mos a beber os bons vinhos Portugueses por cá.
Cumprimentos,
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