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Entrevista com Paulo Soares (Malhadinha Nova - Alentejo)
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Qua Dez 12, 2007 11:40 pm    Assunto: Responder com Citação

alentejano escreveu:
Caro Paulo Soares

Desde já os meus parabéns pelo sucesso que tem sido o vosso projecto desdo o primeiro ano até aos dias de hoje. É com bons olhos que vejo um crescimento saudável e cheio de vigor quer na qualidade dos vinhos quer em todo o projecto envolvente.

A pergunta é:
Vamos ter designações tão utilizadas no Alentejo como Reserva ou Garrafeira, associados aos vinhos da Malhadinha Nova ?

Os vinhos resultantes enquadram-se dentro de um perfil de características mais Alentejanas ou é um projecto que pretende uma visão de um Alentejo mais internacional ?


Boa noite,

Obrigado pelas suas palavras.
Não acreditamos que a qualidade dependa das designações, e em muitos casos o consumidor não as valoriza. O recente lançamento do nosso Marias da Malhadinha é exemplo disso, o vinho estagiou 26 meses em barricas novas e 10 meses em garrafa e não tem qualquer designação a não ser a região. Julgo que o importante é a qualidade corresponder à espectativa que se tem de uma marca, e ao preço que se paga por esta.
Quanto ao perfil dos nossos vinhos, o que pretendemos são Alentejanos modernos, com base em castas da região ,mas tambem com castas estrangeiras, não fugindo as caracteristicas que projectaram o Alentejo, vinhos com bom volume, estrutura mas macios. O que tentamos é um pefil mais frutado e elegante, através dos grandes cuidados na vinha, na vinificação e na utilização das melhores barricas.
cumprimentos,
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Qui Dez 13, 2007 12:13 am    Assunto: Responder com Citação

Mariana escreveu:
Caro Paulo Soares,
Um abraço de muito respeito.

Já tive a experiência fantástica de visitar a Herdade Nova Malhadinha.
Provei o "cheiro" dos produtos vindos daquela "terra" incrível.
É bom poder dizer que temos estas "coisas" tão boas em Portugal;
tendo em conta que o Malhadinha é um dos meus vinhos preferidos
(Pequeno João e Malhadinha Branco); foi o 1º Alentejano que me apaixonei. Embarassed

Qual o sentido de orientação que teve para surgirem estes vinhos ?

Seja qual for a resposta, porque pergunto mesmo com a Curiosidade,
espero que continuem.!

Um Beijo de agradecimento para a Rita Soares.
Obrigada Malhadinha 2 man down

Boa noite Mariana,
Fico muito satisfeito por ter gostado da visita, e dos nossos vinhos. Para nós é tambem uma paixão...
A nossa orientação foi desde o início a qualidade dos vinhos, mas que as pessoas entendam o porqué dessa qualidade. Os rótulos desenhados pelas crianças foi em parte uma maneira de mostrar essa orientação, o cariz familiar e o empenho de todos, e a aposta no enoturismo é uma forma de poder mostrar o que fazemos e partilhar um pouco da nossa paixão.
Cumprimentos, e espero que tenha oportunidade de nos visitar mais vezes.
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qui Dez 13, 2007 12:36 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Paulo,

Gostaria de começar por reforçar as impressões iniciais do Tiago, agradecendo a receptividade incondicional ao desafio que te foi lançado.

E, sem mais demoras, lanço-te algumas questões:

1- O conceito Malhadinha Nova, nas versões tinto, parece não abdicar do contributo de algumas das mais sonantes castas forasteiras. Pode daí inferir-se que o "velhinho" binómio Aragonês/Trincadeira não reúne suficientes atributos para fazer vingar uma identidade muita própria, porventura alentejana? Ou tudo se resume a uma questão de penetração em mercados externos?

2- O "Marias da Malhadinha 2004", acabado de lançar no mercado, posiciona-se como a nova coqueluche da casa. Estamos perante um "up-grade" relativamente ao Malhadinhas 2004? Em que medida é que este vinho é um passo em frente na busca da perfeição?

3- Para alguém que é produtor de vinho e tem que viver com as contingências da realidade alentejana, não será difícil fazer um balanço em termos de "custo-benefício" das realidades regionais. Quais são os prós da região? E os grandes entraves que se vivem na região?

Um grande abraço e.. até já!

Pedro
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Qui Dez 13, 2007 9:21 am    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
Paulo Soares,

Muito obrigado pelas respostas.
Aproveito para lançar mais algumas…

Arrow Na continuidade de uma das suas respostas, de que forma definiria o terroir da Malhadinha? O que a distingue na planície alentejana?

Arrow O vinho João Pequeno é elaborado maioritariamente com a casta Cabernet Sauvignon (70%). A versão de 2005 surpreendeu-me por um contributo suplementar de frescura relativamente a outros vinhos da Malhadinha (foi um vinho que me intrigou). Verifiquei também que esta casta entra no lote do Malhadinha. Recentemente, provei duas versões antigas (1994 e 1998) do monocasta Cabernet Sauvignon elaborado pela Herdade do Esporão, confirmando dois vinhos encantadores e vivos, arrebatadores (infelizmente a saga já terminou). De que forma é encarada esta famosa casta na Malhadinha? Quais as castas que mais o apaixonam?

Arrow Na continuidade e repetindo uma pergunta feita noutra entrevista, para além de outros requisitos, não se cozinha bem se não se for provando, ou se não se tiver uma ideia clara do resultado final. Ao pensar neste binómio – provar para sentir a evolução e ter provado para conhecer o objectivo – aproveito para lhe colocar uma terceira pergunta. Porque considero que o aspecto da prova tem um forte impacto no produto final, quais são, para si, os vinhos portugueses e do mundo que mais o marcaram na vida? Quais os estilos que mais aprecia? Quais os perfis que o emocionam?

Arrow Nos brancos crê que a quente planície alentejana tem condições para criar produtos de excepção?

Boa noite Tiago,
A resposta às duas primeiras questões pode ser conjunta. A nossa zona é particularmente seca e quente, mais do que resto do Alentejo. A juntar a isso os solos são mais pobres do que a maioria das outras regiões, resultando condições particularmente duras para a vinha.
O exemplo que deu do Cabernet Sauvignon que usamos no Pequeno João é o resultado deste terroir. Um Cabernet muito maduro sem os habituais pimentos verdes mantendo no entanto uma boa acidez e frescura.
Apesar de ainda estarmos apenas na nossa quinta vindima, já conseguimos perceber que algumas castas se adaptam particularmente bem a este terroir. A juntar ao Cabernet, o Alicante Bouschet, o Aragonês, o Syrah o Antão Vaz são outras castas que claramente se tem evidenciado.Alías só lhe respondo hoje, pois ontem(11/12) estivemos a provar na adega com o Luís Duarte até à 1h da manhã, e nos lotes de 2007 volta a confirmar-se esta tendencia.
Em relação aos vinhos que mais me impressionaram, não tem resposta fácil. Damos muita importancia às provas, pois só provando os melhores podemos saber para onde quueremos ir, e por isso temos provado muitos vinhos de top de todo mundo. Não sendo fã de muitos vinhos franceses devo reconhecer que me imprecionou um Chateau Mouton 2004, e nos brancos o silex do Didier Dagueneau. O ano passado provei um Penfolds bin 707 de 1996 que em prova segua apostaria num 2004 ou 2005 tal a frescura e concentração que ainda apresentava. poderia citar mais um Rigde e um Ornelaia, e não queria deixar de fazer referencia a alguns grandes vinhos nacionais, um cortes de cima Aragonês de que não me lembro do ano, e alguns Douros inevitaveis, Charme, Batuta, Maria Teresa, Pintas, Vallado Reserva entre outros que estão sempre em grande nível.
Acredito que no Alentejo é possivel fazer grandes brancos, o Antão Vaz ainda tem muito para mostrar (e nós muito por aprender). Não se pode é esperar do Alentejo um vinho com a acidez e a frescura ou exuberancia de um vinho Austriaco, ou da Loire. Em Portugal comete-se muitas vezes o erro de comparar vinhos de uma região com a de outros paises e fazer apreciações negativas. Se for estrangeiro é caracteristica da região e é muito bom, mas se for Português é mau porque não se parece com este ou aquele vinho.
cumprimentos
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Qui Dez 13, 2007 9:57 pm    Assunto: Responder com Citação

hmoreira escreveu:
Recentemente tive a oportunidade de visitar a Herdade da Malhadinha Nova, fiquei positivamente impressionado com o projecto e com os vinhos de sua produção. Desde já gostava de o felicitar.

Nesta viagem procurei visitar várias Herdades e produtores da região, confesso que acabei desiludido. Não pela qualidade dos vinhos e projectos, mas sim pela falta de cuidado no enoturismo. Das várias casas que visitei tive de tudo um pouco, portas fechadas (Herdade Grande), não encontrei algumas (Herdade de Rocim), fui recebido com muita simpatia em Cortes de Cima mas para meu espanto não existem provas de vinho, na Herdade de Grous por outro lado as coisas correram muito bem. A minha questão será então: Não falta alguma organização dos produtores do Alentejo e esforço no enoturismo? Para que serve a Rota do Vinho ? Realmente encontrei várias placas pelo caminho mas sem nenhuma orientação consistente. Não faria falta os produtores, através da rota dos vinhos ou não, associarem-se e criarem informação de marketing que facilite e promova o turismo enológico da região?

Ainda em relação á visita da Herdade da Malhadinha, fui recebido de forma muito simpática e atenciosa, o serviço foi excelente. Agora algo que me espantou foi a prova de todos os vinhos ser paga, sendo os preços em tudo semelhantes aos praticados num qualquer wine bar em Lisboa. A ideia que fiquei é de o objectivo ser mesmo um wine bar, para prova dos vinhos bastava ser servido 1/5 do vinho, eventualmente não ter disponível todos os vinhos, mas apenas uma selecção representativa.

A minha sugestão/questão seria:
Porque não ter vinhos para prova na Herdade da Malhadinha Nova? Recebem muitas pessoas interessadas na compra e prova dos seus vinhos?

Acabou por ser um excelente final de tarde a beber os novos Malhadinha Brc e Tinto, vinhos que me supreenderam pela positiva, parabéns.

Atenciosamente,

Hugo Moreira

Boa noite Hugo Moreira,
É um facto que o enoturismo em Portugal está muito pouco desenvolvido e o Alentejo está mal servido apesar de ter uma das melhores referencias quanto a mim que é o Esporão. Já tinha referido numa das respostas a este fórum que é uma pena alguns produtores não perceberem a sua importância. A Rota dos Vinhos tem um papel algo limitado pois não tem muitos recursos mas recebe-mos muitas visitas por essa via. Quanto à sinalização deficiente a culpa não é dos produtores nem da Rota dos Vinhos mas sim das Estradas de Portugal, no nosso caso por exemplo ao fim de anos de espera colocaram-nos uma placa na saída do IP mas foi recusada a placa na estrada secundária por ser considerada desnecessária, espantoso pois os visitantes têm 50% de hipótese de engano, direita ou esquerda??
Quanto à sua visita, desde o inicio do projecto tentamos dar um serviço profissional, e neste momento temos três pessoas licenciadas na área do turismo que asseguram as visitas e provas dos nossos visitantes. Temos uma prova paga que inclui visita à herdade, visita à adega com explicação de todo o processo de produção e prova de 3 vinhos da gama Monte da Peceguina, e apesar dos custos deste serviço, temos o cuidado de o oferecer sempre que o visitante fique para almoçar ou jantar ou sempre que compre vinhos. Para alem disto temos venda de vinhos a copo, em que a pessoa pode optar por toda a gama, e julgo que terá sido esta a situação, no entanto gostava de saber a sua opinião.
Cumprimentos.
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Qui Dez 13, 2007 10:22 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
Paulo Soares, continuarei a colocar as minhas perguntas diárias até à data limite de Quinta-Feira.

Arrow O Paulo referiu um aspecto interessante do Alentejo, a sua juventude e dinâmica. A região é pioneira em muitos aspectos, irreverente, além de viver um período de reinvenção com a dinamização de novas zonas vinícolas. Mas, em termos de aceitação internacional (neste caso refiro-me à crítica internacional e não ao consumidor), a região tem sentido alguma dificuldade para se impor. O que falta ao Alentejo para acompanhar a dinâmica actual da região do Douro?

Arrow De que forma manobra a região? Existe uma partilha franca e uma comunicação aberta entre diferentes produtores? Provam e comentam os vinhos uns dos outros? Partilham o conhecimento? Unem esforços de promoção e divulgação?


Boa noite Tiago,
Julgo que os motivos são conhecidos, já referi aqui no fórum que existe falta de promoção por parte dos produtores desde os aspectos mais básicos, o Hugo Moreira referia na sua intervenção no fórum que conseguiu fazer poucas visitas a adegas. Por outro lado apenas a CVRA tem feito o trabalho de promoção e de participação em feiras, quando estas iniciativas deviam partir do produtor. Há muito dinheiro para vinhas e adegas mas a promoção…
A grande dinâmica do Douro tem duas vertentes:por um lado as grandes casas de vinho do Porto com toda a sua influencia, e por outro lado os Douro Boys que são claramente um exemplo a seguir e que também têm beneficiado outras regiões pois a visibilidade que dão a Portugal e os jornalistas que trazem acabam por ter efeitos positivos também para nós, Alentejo.
O aspecto positivos é que existe uma excelente relação entre a maioria dos produtores Alentejanos e vontade de alguns para fazer algo conjunto pela nossa região, cabe-nos a nós actuar rapidamente para recuperar o tempo perdido. Na geração mais nova existe já uma grande partilha de informação e colaboração. A semana passada, por exemplo, Luis Duarte organizou na Malhadinha um jantar onde estiveram mais de uma dezena de enólogos “Alentejanos” em que todos levaram vinhos, bela prova!!
Cumprimentos,
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Paulo Soares



Registrado: Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2007
Mensagens: 10
Localização: Albernoa

MensagemEnviada: Qui Dez 13, 2007 10:55 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Caro Paulo,

Gostaria de começar por reforçar as impressões iniciais do Tiago, agradecendo a receptividade incondicional ao desafio que te foi lançado.

E, sem mais demoras, lanço-te algumas questões:

1- O conceito Malhadinha Nova, nas versões tinto, parece não abdicar do contributo de algumas das mais sonantes castas forasteiras. Pode daí inferir-se que o "velhinho" binómio Aragonês/Trincadeira não reúne suficientes atributos para fazer vingar uma identidade muita própria, porventura alentejana? Ou tudo se resume a uma questão de penetração em mercados externos?

2- O "Marias da Malhadinha 2004", acabado de lançar no mercado, posiciona-se como a nova coqueluche da casa. Estamos perante um "up-grade" relativamente ao Malhadinhas 2004? Em que medida é que este vinho é um passo em frente na busca da perfeição?

3- Para alguém que é produtor de vinho e tem que viver com as contingências da realidade alentejana, não será difícil fazer um balanço em termos de "custo-benefício" das realidades regionais. Quais são os prós da região? E os grandes entraves que se vivem na região?

Um grande abraço e.. até já!

Pedro

Caro Pedro,
Eu é que agradeço o convite, é um prazer participar.
Não pensamos em questões de mercados no sentido de preferirem uma casta ou outra. A nossa principal orientação é a qualidade dos vinhos. Apesar de termos mais de 2 ha de Trincadeira o facto de não ter entrado até hoje nos nossos melhores vinhos significa apenas que havia melhores lotes. Pela razão inversa o Cabernet-Sauvignon e o Syrah tem conseguido merecer a nossa preferência e claro do Luís Duarte.
A ideia do Marias da Malhadinha foi aparecendo naturalmente. Inicialmente e como forma de começar a conhecer o potencial de evolução dos nossos vinhos decidimos fazer uma selecção das melhores barricas de 2004 (ano de muita concentração e grande estrutura) e ver como podiam evoluir os nossos vinhos com mais algum tempo de barrica( o Malhadinha estagiou 14 meses). Acompanhado regularmente e sempre a surpreender pela positiva, decidimos engarrafa-lo em Dezembro de 2006 com 26 meses de estágio. Depois de 10 meses evolução em garrafa resolvemos comercializa-lo. Todo este tempo de espera, mais os vinhos que guardamos de cada colheita e que abrimos regularmente para provas são factores muito importantes para conhecermos melhor a nossa vinha o vinhos que dela produzimos e seu potencial de evolução.
A avaliação que posso fazer até agora só pode ser positiva. Apesar de alguns problemas já referidos, reconheço que o sucesso da Malhadinha se deve também ao prestigio do Alentejo e ao seu reconhecimento como região de grande qualidade, julgo que teria sido mais difícil a afirmação noutras regiões.
Um abraço,
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
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MensagemEnviada: Sex Dez 14, 2007 12:11 am    Assunto: Responder com Citação

Caro Paulo,

Não resisto a colocar-te mais um par de questões:

É sabido que desde o primeiro momento a Herdade da Malhadinha Nova apostou em castas brancas menos divulgadas em Portugal como o Viognier e o Petit Manseng. Essa opção visa unicamente o enriquecimento dos lotes ou, pelo contrário, há uma intenção deliberada em vir a produzir brancos monovarietais?

Para ser mais explícito:

Está nos vossos horizontes vir a produzir um "Condrieu" em pleno Alentejo?

Ou, eventualmente, colocam a hipótese de vir a produzir um "moelleux", na linha dos melhores Jurançon?

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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Registrado: Quarta-Feira, 4 de Abril de 2007
Mensagens: 644
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MensagemEnviada: Sex Dez 14, 2007 1:50 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Paulo Soares,

Antes de mais os meus sinceros parabéns pelo excelente trabalho “familiar” que se traduz nos excelentes vinhos comercializados.

A minha questão foge um pouco da produção e centra-se mais no Marketing/Comunicação. Nota-se claramente na Malhadinha uma preocupação fora do normal a nível nacional no conceito de Branding, a imagem parece-me muito bem trabalhada e com potencial para se manter no “top of mind” do consumidor (e com um conceito tão brilhantemente simples!).

Qual o nível ou disponibilidade de investimento em Marketing da Malhadinha? E das marcas nacionais em geral?

Existe procura por profissionais especializados ou maioritariamente recorre-se à “prata da casa”? Basicamente gostava de saber se existe futuro para profissionais do marketing no sector do vinho e qual a melhor estratégia para entrar.

Melhores cumprimentos,
_________________
André Peres
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
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Localização: Portugal

MensagemEnviada: Sex Dez 14, 2007 2:01 pm    Assunto: Responder com Citação

André Peres,

Relembro apenas que os foristas podem colocar perguntas entre segunda-feira e quinta-feira: http://www.novacritica-vinho.com/forum/viewtopic.php?t=6255. Por essa razão, a resposta à sua mensagem é facultativa.

Um abraço
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Registrado: Quarta-Feira, 4 de Abril de 2007
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MensagemEnviada: Sex Dez 14, 2007 4:02 pm    Assunto: Responder com Citação

As minhas sinceras desculpas Embarassed Embarassed, não reparei nesse pormenor importantíssimo!
_________________
André Peres
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Seg Dez 17, 2007 10:26 am    Assunto: Responder com Citação

Paulo Soares,

Queria agradecer-lhe, em nome da NovaCrítica-vinho, a sua disponibilidade para participar nesta entrevista on-line. Se a azáfama de natal diminuiu a participação do consumidor, a entrevista decorreu num ambiente moderno e muito enriquecedor. Parabéns e votos de boas festas.
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