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Entusiasmo americano com o vinho... português!
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
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Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Sex Nov 05, 2004 2:18 am    Assunto: Entusiasmo americano com o vinho... português! Responder com Citação

Paulatinamente, Portugal parece ir cimentando a sua presença no panorama vinícola internacional. Desta feita foi a vez da "Wine Enthusiast", no seu número de Novembro, dar conta da apreciação de 97 vinhos portugueses (84 tintos, 10 brancos e 3 Portos). Nos brancos, referência para o Quinta de Covela Colheita Seleccionada 2002 (o único vinho pontuado com 90 pontos) e, claro está, para os 27 tintos que obtiveram pontuação igual ou superior a 90 pontos. Mais uma vez o Douro recolheu a preferência da crítica com 15 dos seus 38 representantes a integrar esse lote.
Aqui fica uma palavra de apreço para todos os produtores que viram reconhecido o seu trabalho e um parabéns muito especial para aqueles que ocuparam os lugares do "pódium": Niepoort; Quinta da Carvalhosa e Quinta do Vale Meão.
Para os mais curiosos com estas questões das pontuações aqui fica a listagem dos tintos que obtiveram pontuações iguais ou superiores a 90 pontos:

Batuta 2001 (94 Pontos)

Campo Ardosa 2001 (93 Pontos)
Quinta do Vale Meão 2001 (93 Pontos)

Casa de Santar Reserva 2000 (92 Pontos)
Domini Plus 2001 (92 Pontos)
José Maria da Fonseca DPT Garrafeira 2001 (92 Pontos) Question
Hexagon 2000 (92 Pontos)
Quinta do Crasto Touriga Nacional 2001 (92 Pontos)

Quinta das Baceladas Tinto 2001 (91 Pontos)
Quinta de Cabriz Reserva 2000 (91 Pontos)
Conde do Vimioso Reserva 2001 (91 Pontos)
Luís Pato Vinha Pan 2001 (91 Pontos)
Luís Pato Vinhas Velhas 2001 (9 Pontos)
Pintas 2001 (91 Pontos)
Quinta de Chocapalha 2001 (91 Pontos)
Quinta de Roriz Reserva 2000 (91 Pontos)
Quinta do Portal Auru 2001 (91 Pontos)
Quinta dos Roques Garrafeira 2000 (91 Pontos)
Chryseia 2001 (91 Pontos)

Quinta dos Quatro Ventos Reserva 2001 (90 Pontos)
Redoma 2001 (90 Pontos)
Quinta das Maias Reserva 2000 (90 Pontos)
Quinta de Roriz Reserva 2001 (90 Pontos)
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2001 (90 Pontos)
Quinta do Portal Grande Reserva 2000 (90 Pontos)
Quinta dos Roques Reserva 2000 (90 Pontos)
Quinta do Vale D. Maria 2001 (90 Pontos)


E o desejo profundo de que tudo isto não se limite a uma moda passageira. E que, antes pelo contrário, corresponda ao reconhecimento internacional da qualidade de alguns dos nossos vinhos. Também temos direito.
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alentejano



Registrado: Domingo, 27 de Outubro de 2002
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Localização: Vila Viçosa

MensagemEnviada: Sáb Nov 06, 2004 2:30 am    Assunto: Responder com Citação

A ver pelas notas aqui colocadas e pelas críticas e provas de vinhos já bem conhecidos por alguns, é caso para dizer, estes Americanos estão loucos...
Não deixo de salientar o facto de ser positivo que se provem os vinhos Portugueses por terras do tio Sam.
_________________
João Pedro Carvalho
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
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Localização: Portugal

MensagemEnviada: Ter Nov 09, 2004 2:13 pm    Assunto: Responder com Citação

É importante este tipo de reconhecimento. Mas, o ideal, seria ter antes o seguinte tipo de reconhecimento:

LOS MEJORES VINOS ESPAÑOLES, SEGÚN ROBERT PARKER

124 vinos superan los 90 puntos y 5 alcanzan 98 puntos.
El prestigioso crítico vinícola norteamericano Robert Parker ha hecho públicas las puntuaciones de su última cata de vinos españoles en la que figuran 124 etiquetas que superan los 90 puntos. Los resultados demuestran la excelente calidad de los vinos nacionales. Tres denominaciones concentran los mejores puestos: DO Ca Rioja, DO Ca Priorat y DO Ribera del Duero, por este orden de importancia.

A continuación se incluye una selección de los 16 mejores vinos, por encima de los 96 puntos:
98 Aalto PS 2001 Tinto (Bodegas Aalto, DO Ribera del Duero)
98 Artadi Grandes Añadas 2001 Tinto (Cosecheros Alaveses, DOC Rioja)
98 Benjamín Romeo Contador 2001 Tinto (Vinos de Benjamín Romeo, DOC Rioja)
98 Clos Mogador 2001 Tinto (Clos Mogador, DO Ca Priorat)
98 Doix Costers de Vinyes Velles Tinto 2001 (Celler Mas Doix, DO Ca Priorat)
97 Artadi Pagos Viejos Tinto (Cosecheros Alaveses, DO Ca Rioja)
97 Cirsion 2001 Tinto (Roda, DO Ca Rioja)
96 Ino Crianza Tipo Solera Dulce (Bodegas Masia Serra, DO Empordà- Costa Brava)
96 Aalto PS 2000 Tinto (Bodegas Aalto, DO Ribera del Duero)
96 Benjamín Romeo La Viña de Andrés Romeo 2001 Tinto (Vinos de Benjamín Romeo, DO Ca Rioja)
96 Clos Figueras 2001 Tinto (Clos Figueras, DO Ca Priorat)
96 Termanthia 2001 Tinto (Vega de Toro, DO Toro)
96 Pingus 2000 Tinto (Dominio de Pingus,DO Ribera del Duero)
96 Closa Batllet 2001 Tinto (Cellers Ripoll Sans, DO Ca Priorat)
96 Vall Llach 2001 Tinto (Celler Vall Llach, DO Ca Priorat)
96 Valsacro Dioro 2001 Tinto (Valsacro, DOCa. Rioja)
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Ter Nov 09, 2004 3:52 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiagão, é óbvio que isso representaria um passo em frente na consolidação da imagem dos nossos vinhos além fronteiras.
Acontece que, de há duas décadas para cá, desde o momento que provou os vinhos de Alejandro Fernandez (o tinto Pesquera), Robert Parker tem vindo a mostrar uma predilecção especial pelos tintos espanhóis.
Aliás, não é por acaso que o mesmo acaba de prever que Espanha se virá a tornar a "menina bonita" da vinicultura mundial.
Depois, verdade seja dita, Espanha está na berra! E, estou plenamente convencido que os vinhos espanhóis começam a beneficiar de um efeito de alavanca produzido pelo boom da gastronomia espanhola.

P.S. E mal estariamos se, pelos preços exorbitantes a que são comercializados, esses vinhos não obtivessem altíssimas pontuações.
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Rui Vasconcelos



Registrado: Quinta-Feira, 15 de Julho de 2004
Mensagens: 1126
Localização: Porto

MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 12:04 am    Assunto: Responder com Citação

Pois é, ... o Tiago Teles tinha que ser “um desmancha prazeres” ! Laughing
Já havia quem estivesse a pensar que “o vinho português era o melhor do mundo” e é revelado que o sr. Parker diz que o “espanhol” é que é bom !... Crying or Very sad

...mas falando mais a sério, ... Neutral

...“é certo que Portugal parece ir cimentando a sua presença no panorama vinícola internacional e que é importante este tipo de reconhecimento”, relativo.
Isso já é um dado positivo. Alguns produtores e demais “trabalhadores do vinho” já vão tendo motivos para alguma satisfação e estão por isso de parabéns, mas há ainda muito a fazer.

É uma verdade que nós temos de facto “bons tintos”, mas a relação qualidade / preço, relativamente aos vinhos concorrentes, de igual nível, na minha humilde opinião, deixa muito a desejar.
Eu creio que se fizermos uma análise às tabelas acima, relativamente aos preços dos considerados melhores vinhos portugueses e os compararmos com os estrangeiros de igual pontuação, os nossos serão bastante mais caros.
Isso não se trata só relativamente a Espanha, como também à França, Itália, Estados Unidos, Chile, Nova Zelândia, Austrália, etc.
Os nossos melhores tintos são muito caros e os de melhor preço não são suficientemente bons, se comparados.
Eu não quero dizer que os nossos produtores queiram “ganhá-lo todo”. O problema reside, quanto a mim, é na “produtividade portuguesa em geral”, que se reflecte nos preços e que não permite competitividade a qualquer nível e não só no vinho. O problema é geral.

Se não podemos fazer ainda melhor vinho, pelo menos que se conseguisse fazê-lo a preços mais baixos.
Eu não creio que sejam as “garrafeiras” ou outros intermediários a inflaccionar o preço dos vinhos portugueses, em detrimento dos estrangeiros e note-se que neste caso, os custos de importação constituem um factor, que deve ainda ser considerado.

Poderá ser verdade que os vinhos espanhóis acima indicados terão preços exorbitantes, mas também é certo que estes vinhos serão bem melhores que os portugueses, que, pelo comprovado acima, não têm possibilidades de concorrer com eles.

Nota.
Relativamente aos “brancos” então o problema assume proporções muito mais chocantes.
Também, o “fenómeno” do Mateus Rosé, (que muitos consideram que não é vinho) dava um bom “case study”.
Felizmente o vinho do Porto constitui de facto um caso aparte, não porque os preços sejam baixos, mas sim pelo tipo de produto, que é de facto uma das melhores “coisas” do mundo. Constitui uma extraordinária e honrosíssima excepção, que nos dá bons motivos de satisfação !
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 1:07 am    Assunto: Responder com Citação

Rui Vasconcelos escreveu:
É uma verdade que nós temos de facto “bons tintos”, mas a relação qualidade / preço, relativamente aos vinhos concorrentes, de igual nível, na minha humilde opinião, deixa muito a desejar.
Eu creio que se fizermos uma análise às tabelas acima, relativamente aos preços dos considerados melhores vinhos portugueses e os compararmos com os estrangeiros de igual pontuação, os nossos serão bastante mais caros.
Isso não se trata só relativamente a Espanha, como também à França, Itália, Estados Unidos, Chile, Nova Zelândia, Austrália, etc.


A última ideia que me passaria pela cabeça seria usar este fórum como veículo para alimentar discórdias entre os seus participantes. Contudo, não posso deixar passar em claro algo que considero uma óbvia injustiça para os vinhos nacionais.
Na verdade, os vinhos portugueses podem ser acusados de muita coisa mas, numa óptica global, gozam de uma excelente relação qualidade/preço. Smile
Aliás, essa é, porventura, uma das grandes vantagens competitivas para a afirmação internacional dos nossos melhores vinhos. Very Happy

P.S. Dos casos que mencionou, dou-lhe o benefício da dúvida em relação aos vinhos chilenos e neozelandeses. Tudo o resto... esqueça!
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
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MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 4:02 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedrão,
Lancei a perspectiva Parker para gerar um pouco de discussão.
Foi interessante verificar duas percepções diferentes. Por um lado, alguém que ataca a má relação preço/qualidade dos vinhos portugueses e, por outro, quem defenda a sua competitividade no mercado global.

Do meu ponto de vista, há um pouco das duas.
Comparativamente, o preço do vinho português leva alguma vantagem competitiva no mercado internacional, talvez porque o seu valor ainda não é determinado em função de uma pontuação internacional. Noutras palavras, as nossas marcas não são conhecidas do consumidor estrangeiro.

Penso que a Espanha começa a sofrer, tal como a França e Itália, com o peso das pontuações, direi antes, pontuações Parker. Mas generalizar seria cometer imprecisões. Esta lista é exemplo disso. O primeiro vinho da lista, Aalto PS 2001 (98 pts), vendido entre os 60 e 70 euros, não é mais caro que muitas das bombas portuguesas tipo Charme, Batuta, Tapada de Coelheiros Garrafeira, Mouchão Tonel 3-4, etc. Mas o mesmo não se passa com outros vinhos na mesma lista...

Temos de ter é muito cuidado com os anos menos bons. A inexistência no mercado nacional de uma definição de preços com base na qualidade pode conduzir a imprecisões. Por outro lado, os bons puxam pelos maus, ou seja, os grandes tornaram-se espantosamente caros e os maus, por vezes, também. Neste contexto, de excessos desfasados, existem sempre condições de sucesso para quem pretende colocar vinhos a um preço adequado.
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
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Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 9:40 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
Pedrão,

Penso que a Espanha começa a sofrer, tal como a França e Itália, com o peso das pontuações, direi antes, pontuações Parker. Mas generalizar seria cometer imprecisões. Esta lista é exemplo disso. O primeiro vinho da lista, Aalto PS 2001 (98 pts), vendido entre os 60 e 70 euros, não é mais caro que muitas das bombas portuguesas tipo Charme, Batuta, Tapada de Coelheiros Garrafeira, Mouchão Tonel 3-4, etc. Mas o mesmo não se passa com outros vinhos na mesma lista...


Claro que não se passa o mesmo. Basta dizer que da listagem espanhola, pelo menos cinco vinhos ultrapassam os 100 € enquanto que, em circunstâncias normais, nenhum dos vinhos portugueses ultrapassa esse montante.

P.S. Apenas um último reparo Tiagão: o Aalto PS não é vendido entre 60 e 70 €. Shocked Era! Very Happy Crying or Very sad
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alentejano



Registrado: Domingo, 27 de Outubro de 2002
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MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 10:30 pm    Assunto: Responder com Citação

Tudo isto se resume a que os nossos vinhos são caros e mesmo os supostos melhores são de valores acima da média... não vamos poder falar em boa relação/preço comparando com vinhos Espanhois porque a tareia é mesmo muito grande.
Falemos sim de uma relação/preço qualidade mas apenas entre os nossos vinhos. Comparar o preço de venda em garrafeiras de qualquer dito topo de gama Português, não vale a pena confrontar com um Espanhol do mesmo preço...
Nas provas que tenho feito chegou-se a uma conclusão, não temos ainda nenhum Super Vinho, e sobre estes vinhos nem deviamos fazer comparações porque elas não podem ser feitas, apenas andamos nos grandes vinhos... Temos muito que aprender, muito mesmo, mudar política de preços principalmente e aumentar as quantidades produzidas principalmente, na maneira de trabalhar as castas, madeira, etc...
Se repararmos estamos a comparar vinhos que raramente passam dos 94 pontos com vinhos que passam os 96.
Recomendo que se discuta apenas os nossos vinhos com os ditos Espanhois de 90 a 96... oops a 94, porque não vamos comparar um Skoda com um Ferrari... mas parece que isto ainda ninguém reparou ou não querem reparar. Comparar os nossos vinhos com Clos Mogador ou Termanthia só dá vontade de rir, e mesmo muita... Laughing Laughing :lol:

Sobre o preço do Aalto PS... acho que as informações por estes lados não são as mais certas... Cool
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João Pedro Carvalho
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
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MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 11:15 pm    Assunto: Responder com Citação

alentejano escreveu:
Tudo isto se resume a que os nossos vinhos são caros e mesmo os supostos melhores são de valores acima da média... não vamos poder falar em boa relação/preço comparando com vinhos Espanhois porque a tareia é mesmo muito grande.
Falemos sim de uma relação/preço qualidade mas apenas entre os nossos vinhos. Comparar o preço de venda em garrafeiras de qualquer dito topo de gama Português, não vale a pena confrontar com um Espanhol do mesmo preço...
Nas provas que tenho feito chegou-se a uma conclusão, não temos ainda nenhum Super Vinho, e sobre estes vinhos nem deviamos fazer comparações porque elas não podem ser feitas, apenas andamos nos grandes vinhos... Temos muito que aprender, muito mesmo, mudar política de preços principalmente e aumentar as quantidades produzidas principalmente, na maneira de trabalhar as castas, madeira, etc...
Se repararmos estamos a comparar vinhos que raramente passam dos 94 pontos com vinhos que passam os 96.
Recomendo que se discuta apenas os nossos vinhos com os ditos Espanhois de 90 a 96... oops a 94, porque não vamos comparar um Skoda com um Ferrari... mas parece que isto ainda ninguém reparou ou não querem reparar. Comparar os nossos vinhos com Clos Mogador ou Termanthia só dá vontade de rir, e mesmo muita... Laughing Laughing :lol:

Sobre o preço do Aalto PS... acho que as informações por estes lados não são as mais certas... Cool


Caríssimo, a acreditar nas suas palavras sou levado a pensar que ando mal informado e não lhe escondo que fiquei um pouco baralhado.

Os nossos melhores vinhos são de valor acima da média Question Que média? :roll:

A relação qualidade/preço dos grandes vinhos espanhóis é, globalmente, melhor que a dos vinhos nacionais? :lol:

Nós temos grandes vinhos e os espanhóis Super Vinhos? Já agora, o que é um Super Vinho? Embarassed

Não podemos comparar os nossos vinhos com um Clos Mogador ou um Termanthia? Já experimentou folhear o número de Novembro da Revista de Vinhos? Evil or Very Mad

Faz ideia do P.V.P. dos dois tintos espanhóis que citou? :shock:

Finalmente, ficar-lhe-ia muito grato se pudesse disponibilizar-me o preço do Aalto PS no retalho. Fiquei na dúvida se o Tiago falhou por excesso ou por defeito.

E, desde já, os meus agradecimentos pela sua preciosa ajuda. Um abraço.
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Sex Nov 12, 2004 11:22 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:

P.S. Apenas um último reparo Tiagão: o Aalto PS não é vendido entre 60 e 70 €. Shocked Era! Very Happy Crying or Very sad

Clarificando apenas o caso específico do Aalto PS 2001, em Portugal, os membros do clube www.winept.com podem-no comprar a 59€. O site www.fr.chateauonline.com/pages/ disponibilizou o vinho a 68€. Desapareceu em menos de 24h...
Em Espanha não faço ideia.
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luis ferreira



Registrado: Quarta-Feira, 18 de Dezembro de 2002
Mensagens: 141
Localização: lisboa

MensagemEnviada: Sex Nov 12, 2004 3:11 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Alentejano

Permita-me tentar dar-lhe outra perspectiva sobre o assunto, pois se às vezes aprecio o seu, digamos, “descaramento” e desassombro, também me custa um pouco estar sempre a ouvi-lo malhar em ferro frio, tipo “os espanhóis é que são bons, nós não valemos nada...” Sem menosprezo pela sua opinião, faz-me lembrar aqueles juízos feitos a partir do nosso pequeno círculo pessoal, da meia dúzia de vinhos que provamos, dos amigos que frequentamos, etc. Vai daí... “toda a gente isto, ou tudo aquilo”. Como se a partir de observação tão limitada pudéssemos extrair generalizações absolutas. Pior ainda, comparações absolutas de realidades completamente distintas. “Eh pá, o Real e o Barça, aquilo é que é futebol... cá são todos uns tesos”, está a ver?

Serve a analogia para dizer que não pode comparar mercados de dimensões completamente diferentes. No futebol (leia-se, televisões que o sustentam) como no vinho. Ou seja, não pode acusar um produtor português de apenas fazer as 5 mil garrafitas da ordem, quando aqui ao lado fazem 37 mil Aalto PS, 32 mil Mogador, etc. Se reparar, regra geral, é essa a proporção nos chamados grandes vinhos. Se olhar para a população, leia-se respectivos mercados, a proporção até faz sentido. Ou o meu amigo, se fosse produtor em Portugal, desatava a fazer 40 mil Batutas? Para vender a quem? Seguindo a sua ideia, os consumidores espanhóis deviam dizer mal do Mariano Garcia ou do Rene Barbier porque só fazem 30 ou 40 mil, quando os melhores vinhos franceses, ali ao lado, contam 150 mil, 300 mil, etc...

Ponto um, tanto o mercado espanhol como o português são ainda regidos pelo velho princípio “o melhor vinho é o da minha terra”, ou seja, são países produtores onde é o mercado interno que absorve a quase totalidade da produção. Logo, as produções de vinho não podem deixar de reflectir a dimensão do respectivo universo de consumidores. Não é preciso ser economista para perceber naturais reflexos nos preços. Também lhe garanto que, em termos de exportação, a proporção (percentagens) não andará muito longe daquelas atrás mencionadas. Embora, claro, em termos absolutos, favorável aos vizinhos do lado.

De resto, lá como cá, a natureza humana é igual. Ou julga que os de lá são mais “éticos” que os de cá, na hora de marcar o preço? Sabe quanto é que custava no produtor o Mogador 99, antes de ser provado pelo Parker? Eu digo-lhe: 19€ + IVA. Vá lá agora com 30... que ele risse. Sabe quanto é que custava o Aalto PS 2000, no produtor, quando saiu? Eu digo-lhe: 26 € + IVA. Um ano volvido, vá lá com 40 que ele manda-o voltar... pró ano! Ou seja, lá como cá, a lei da oferta e da procura é igual e os factores que inflaccionam ou não um vinho são exactamente iguais. Se aqueles fossem portugueses, lá estaria o meu amigo a chamar-lhes aproveitadores, etc. Agora ponha-se na pele de quem arrisca e investe um ano inteiro para vender um produto a 20. Meses depois vê-o no mercado a 120. Que fazia o Alentejano no ano seguinte? Quando o comerciante que estava a lucrar 100 lhe fosse bater à porta, o meu amigo, sério e honesto como é, mantinha o preço? Olhe, sabe o que lhe digo? Por muito menos os árabes fizeram a OPEP...

Bom, fora de brincadeiras, claro que abundam os abusos, o “deixa lá marcar caro para parecer muito bom” (ainda recentemente vi um vinho que saiu a 100€, e... Jesus, cala-te boca), há éne distorções próprias de mercados demasiado jovens. Mas em Espanha também as há. Tome por exemplo o caso do Priorat, onde a reboque da fama da região e de 5 ou 6 muito bons surgem dezenas igualmente caros... Para não falar em Rioja. Desafio-o a apontar uma região em Portugal com tanta zurrapa, melhor, madeira disfarçada de vinho, como aí... É que o vinho de cada país mede-se pela base da pirâmide e não pelo topo. E as diferenças proporcionais também funcionam ao contrário, pela negativa. E atenção, quem lhe diz isto acaba de provar 10 ou 12 Riojas de menos de 5€ todos muito, muito bons. Se calhar como não temos em Portugal, para esse preço. Inclusive 1 “rosado” de 1 € (inacreditável) ao nível dos nossos melhores. Mas também já vi muitas outras dezenas, há venda pelo mundo, que nem 1 € valiam...

Enfim, voltando aos ditos vinhos de luxo, tanto Portugal como Espanha (e sublinho, tanto um como outro) são mercados recém nascidos. Quanto custava 1 Barca Velha ou 1 Vega Sicilia Único há 10/20 anos? Ora, das marcas mais recentes, Batutas, Aaltos, etc. quantos provou já com mais de 10 anos de idade? E de quantas colheitas? Ou seja, nenhum deles superou ainda a prova mais decisiva de todas: a do tempo. Que saiba, essa é a única prova que atesta a consistência de um vinho... e do seu preço!

Daqui por 10 anos abra uma garrafa de cada exemplo que menciona e, aí sim, compare e ajuíze com propriedade. Partindo do princípio que estamos a falar de vinhos realmente bons, até lá ficamo-nos por diferenças mínimas e nuances, por vezes até enganadoras ou derivadas dos muitos factores aleatórios que rodeiam a prova de vinhos novos. Pouco para dizer com tanta certeza que uns dão uma tareia nos outros. Por exemplo, sou o maior fã de Mogador, muito antes de andar na "berra", mas ainda recentemente abri um 97... pior que o Redoma do mesmo ano. Não acredita? E custou-me o dobro. Cirsion, já provou? Muito bom, sim senhor, mas... vale o que custa? Lá como cá, há “modas”, etc...

Por algum motivo, os franceses, realmente os únicos (agora também os italianos mas, neste nicho dos super-vinhos, em muito menor quantidade e graças à enorme comunidade de italo-descendentes nos EUA) que vendem muito e muito caro para todo o mundo, já cá andam há dezenas, melhor, centenas de anos. Não se esqueça que só Bordéus produz mais vinho que, por exemplo, toda a Austrália junta. E entre 2 mil châteaux, comercializa mais vinhos acima dos 50€ no produtor que Granges, Aaltos, Batutas, etc... todos juntos.

Conclusão: tudo, mas mesmo tudo no vinho demora tempo. Muito tempo. E só com o tempo as coisas irão naturalmente ao lugar. Não vale a pena, por isso, precipitar eventuais juízos. Ah, já me esquecia, quer outro exemplo: não é que além dos franceses só outro país produtor se pode gabar de ter um vinho bebido e vendido em todo o mundo? Do Japão à Conchina. E não é que esse país é o tal que leva tareia do vizinho espanhol? Sim, o pequeno Portugal e o seu vinho do Porto. Que, por coincidência, é o único que também já anda neste jogo há umas centenas de anos. E que os espanhóis estudam a fundo, tentando seguir-lhe as pisadas para tirar o seu generoso (Jerez) da crise. Pois é, no vinho como no resto: voltando ao início, um clube dos “tesos” cá da terra não ganhou recentemente aos Reais e aos Barças? Como diz um amigo meu, todos iguais, todos diferentes...

PS (sem aalto): e não julgue que não concordo consigo em muita coisa. Mas convém não exagerar. Há que ter em conta muitos factores que o meu amigo despreza: da estrutura fundiária de cada país à organização do próprio mercado, relação produção-comércio, distribuição, pontos de venda, etc. Tudo isso pesa na balança qualidade/preço.
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Rui Vasconcelos



Registrado: Quinta-Feira, 15 de Julho de 2004
Mensagens: 1126
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MensagemEnviada: Sex Nov 12, 2004 4:00 pm    Assunto: Responder com Citação

Agradeço um pequeno esclarecimento.

O Aalto PS 2000 Ribera del Duero, tem alguma coisa a ver com
o Aalto 2000 Ribera del Duero ?

Trata-se do mesmo vinho ?...ou são coisas diferentes ?...
ou seja , há um PS e outro não PS ?

Obrigado.
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jms



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MensagemEnviada: Sex Nov 12, 2004 4:03 pm    Assunto: Responder com Citação

luis ferreira escreveu:
Permita-me tentar dar-lhe outra perspectiva sobre o assunto, (...)


Muito bem! Muito bem!
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jorge saraiva

'Faz tudo como se alguém te contemplasse' - Epicuro, filósofo grego (341 aC - 270 aC)
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Tiago Teles



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MensagemEnviada: Sex Nov 12, 2004 4:27 pm    Assunto: Responder com Citação

Antes que “alguém” comece a disparar em todas as direcções, transcrevo uma frase da biografia de Jacques Delors: “Quem não tem nada a propor depressa é esquecido, para não dizer desprezado. Quem não dispõe de meios de suporte às suas ambições depressa se vê reduzido ao seguidismo ou à agressividade verbal”.
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