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Entrevista com Mário Sérgio Alves Nuno (Quinta das Bágeiras)
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mario sergio



Registrado: Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010
Mensagens: 19

MensagemEnviada: Seg Fev 08, 2010 11:35 am    Assunto: Responder com Citação

Eduardo Silva Santos escreveu:
Já que tem algumas questões por responder vou aproveitar para esclarecer uma duvida.

Já por diversas vezes ouvi entendidos compararem a Bairrada com "Italia". Ora, quando ouvia estas comparações vinha-me à cabeça o Brunello (talvez porque era o que melhor conhecia e sabia da sua longevidade). Mais recentemente (inclusivé numa prova consigo), percebi que pelos vistos, a ser comparável, será mais com Barolo. Gostava de perceber melhor esta comparação mais piemontesa. É a casta ? Clima ? Solo ? Produção ?


Não tenho grande conhecimento sobre as regiões em causa.
No entanto penso, que a forma mais correcta de afirmarmos a Bairrada não é comparando-a, mas sim tentando impor um estilo proprio. Não significa que não devamos aprender com outra regiões do mundo.
EX: Para comercializarmos a nossa aguardente bagaceira nos mercados externos temos de lhe chamar grappa. Por que não algo que nos identifique. Não é facil mas temos de começar.


Citação:
Agradeço este tempo connosco. Parabéns pelos excelentes vinhos.
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mario sergio



Registrado: Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010
Mensagens: 19

MensagemEnviada: Seg Fev 08, 2010 12:24 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Olá Mário Sérgio,

Porque o dead line está próximo, aí vão mais duas ou três perguntas, não sem antes fazer uma breve introdução aos vinhos de dupla fermentação:

Tirando dois ou três produtores, confesso que não sou grande adepto dos espumantes nacionais. Na esmagadora maioria dos casos falta-lhes o carácter autolítico, um atributo que segundo os franceses faz toda a diferença entre Champagne... e os outros.

Serve isto de introdução para as perguntas que se seguem:

1- Há neles alguma robustez mais vincada (não seria muito diferente de dizer que lhes falta alguma finura) mas, mesmo sendo mais difíceis no estilo, reconheço que os seus espumantes emanam alma, garra... personalidade. E, mais do que para aperitivo, são vinhos para comida. Como reage o mercado nacional a um estilo de espumante menos "óbvio"?

Os espumantes brutos são cada vez mais doces (os vinhos também). Nós, só produzimos brutos naturais. Não sendo o gosto dominante, cada vez mais pessoas (depois de esclarecidas) consomem brutos naturais.

Citação:
2- Não coloca a hipótese de vir a apostar no plantio de Chardonnay e/ou Pinot Noir para tentar reproduzir o estereótipo de Champagne?

A minha grande aposta são as castas tradicionais da Bairrada. No entanto, tenho uma pequena área de chardonnay e pinot noir. Não para tentar reproduzir o champanhe mas para produzir um espumante com caracteristicas proprias.

Citação:
3- É possível sugerir dois ou três acompanhamentos para os seus espumantes?

Muitos mais existem, mas atrevo-me a indicar dois: leitão e sardinha assada.

Citação:
4- Tenho muita dificuldade em estabelecer "amizade" com os espumantes tintos. Em boa verdade o meu palato não gosta da associação entre bolhinhas e taninos. Será uma falha minha? À mesa, há forma de contrariar esta impressão? O que me propõe para ultrapassar esta dificuldade?

Na Bairrada consome-se algum espumante tinto, especialmente com leitão. Para ser honesto, como consumidor, também eu tenho dificuldade em apreciar esse tipo de espumante.

Citação:

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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mario sergio



Registrado: Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010
Mensagens: 19

MensagemEnviada: Seg Fev 08, 2010 12:47 pm    Assunto: Responder com Citação

goncas escreveu:
Caro Mário Sérgio,

Espero ainda ir a tempo….

Antes de mais obrigado pela coragem e perseverança de manter um rumo e uma “forma de fazer o vinho”, ao longo de mais de 20 anos, sem alinhar (muito) pelos facilitismos de “estar na moda”. Por exemplo, o Bageiras Colheita Branco (que por sinal tem um excelente preço) também não tem estado muito alinhado com o perfil dos brancos neste segmento (tem uma fruta menos evidente, é seco e tem um acidez elevada quando comprada com o perfil actual (fruta exuberante, uma certa doçura na boca e um final de boca marcado por uma acidez “mais macia”). Eu agradeço, que gosto dele assim e ainda mais pelo PVP que tem (<4 €) Smile Smile

1. Referiu a freguesia de Ancas como uma localização privilegiada para vinhos tintos. Tenho ideia das “vinhas do Garrafeira” estarem lá localizadas, mas gostava de perguntar se a “Baga” no Garrafeira vêm só de uma vinha/parcela ou de diferentes parcelas?


O garrafeira tinto é obtido a partir de diferentes parcelas que podem não ser coincidentes todos os anos.

Citação:
2. Em tempos, creio que chegou mesmo a fazer uma “experiência” de “Colheita Tardia”. Pensa voltar a repetir? (Não me importava nada de conhecer o “brinquedo” ;-))

Se as condições climatéricas o permitirem, sim.

Citação:
3. Sendo um “produtor/engarrafador” tem de desdobrar-se nas tarefas de gestão da vinha, adega, armazém, área comercial, eventos, etc. Se existir, qual é a área que lhe dá mais satisfação?

Todas me dão grande satisfação, porque costumo dizer que um pequeno produtor tem de saber fazer de tudo um pouco.
No entanto, a vindima é um momento único.

Citação:
4. Como vê o desempenho da Estação Vitivinícola de Anadia? Tem contribuído para ajudar os produtores da região? Em quê?

Termos tão perto uma estrutura de apoio ao sector vitivinícola é sempre importante.

Citação:
5. Correntemente é comum questionar-se a longevidade dos vinhos actuais e há quem defenda que, em geral, mesmo os “topos de gama” são para ser bebidos “novos” 3-5 anos. Partilha desta opinião?

Em alguns casos sim. Mas, um grande vinho, deve evoluir muito bem durante largos anos.

Citação:
6. A Tendência do mercado tem sido de colocar e consumir os vinhos cada vez mais cedo. Acredita que esta tendência se vai manter ou tem a perspectiva que a guarda e o “envelhecimento” na garrafeira vão voltar a ser valorizados pelo “mercado”?

Há alguns anos atrás era impensável o consumidor adquirir vinhos brancos com alguma idade. Por isso, penso que o mercado evolui e haverá espaço também para vinhos com algum envelhecimento.

Citação:
7. O portfolio dos vinhos da Quinta das Bageiras tem-se mantido mais ou menos constante ao longo dos anos: tinto (colheita, Reserva Garrafeira), Branco (Colheita e Garrafeira), Espumantes (Reserva, Super e Grande Reserva), se não estou em erro. Castas: Nos tintos essencialmente Baga + TN para temperar e Bical e Maria Gomes (Porventura com uns pozinhos de Cerceal aqui ou acolá ?). Tudo debaixo da marca “Quinta das Bageiras”. Entendo que quanto menos se “confundir o consumidor”, melhor. Mas a "Quiinta da Bageiras" dispõe de diferentes parcelas localizadas em locais distintos e sendo um “adepto” do vinho de terroir, não faria sentido as Bageiras terem vinhos identificados por essas parcelas?

Neste momento o mais importante é não confundir o consumidor.

Citação:
8.Nos tempos "áureos" as “Caves da Bairrada” produziram muitos vinhos do Dão e da Bairrada. Inspirado nesta tradição, imagina-se a produzir um “BaiDão"?

Sou "vitivinicultor engarrafador" e esta designação só nos permite produzir vinhos a partir de uvas próprias. Como pretendo manter-me com este estatuto, farei só Bairrada.

Citação:
9. Em tempos existiu o “Grupo do 8” na Bairrada (Penso que já não existe, ou pelo menos já não engarrafam com esta marca). O objectivo deste “movimento” não seria propriamente promover conjuntamente os vinhos do grupo, mas não considera que existe uma certa falta de “massa-crítica” nos produtores da região e que estes se deveriam organizar para dinamizar comercialmente os seus vinhos?

Todo o esforço que se possa fazer para promover a Bairrada, é importante. Estarei sempre disponível e na primeira linha. Concordo que deveriamos unir esforços para colocar a Bairrada no lugar que merece.

Citação:
10. Como imagina o projecto “Quinta das Bageiras” daqui a 10 ou 15 anos?

Continuando com a actual dimensão, mais conhecido e cada vez com mais qualidade.
Espero que nessa altura, mais consumidores estejam rendidos à baga, aos vinhos brancos de guarda e ao espumante bruto natural.

Citação:
Obrigado por ao longo destes anos ter”perdido “algum tempo” a conversar e ajudar-me a compreender as idiossincrasias da região.
Saudações enófilas,
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mario sergio



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Mensagens: 19

MensagemEnviada: Seg Fev 08, 2010 8:06 pm    Assunto: Responder com Citação

frexou escreveu:
Caro Mário Sergio,

Vou colocar umas questões um pouco mais light, depois da resma de questões complexas que aqui tem para responder!

1 - Qual o vinho das Bageiras que melhor liga com o Leitão?


o espumante reserva branco. Mais fresco com maior acidez e BRUTO NATURAL.


Citação:
Como a Borgonha é uma região que respeita muito...:

2 - Porque não planta Chardonnay nas suas vinhas?

Porque conheço bem as castas da minha região. Com elas consigo produzir um grande vinho, de caracteristicas diferentes.

Citação:
3 - Touriga Nacional, porquê? A Baga não lhe permite fazer o que pretende? Acredita que um vinho de Touriga Nacional possa envelhecer e evoluir com nobreza, tal como a Baga?

A minha casta de eleição é a Baga, mas não sou refem, nem fundamentalista da Baga. Penso que a Touriga pelas suas caracteristicas e vinificada pelo mesmo processo pode evoluir também com nobreza.



Citação:
um forte abraço e espero vê-lo em breve, na Fogueira é claro!


Venho editar o meu post pois não reparei que nas 16 perguntas do Pedro Gomes está uma pergunta semelhante à minha nº3...
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mario sergio



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Mensagens: 19

MensagemEnviada: Ter Fev 09, 2010 12:39 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Olá Mário Sérgio,

Uma vez que as respostas podem prolongar-se até ao fim-de-semana, vou esticar-me para mais uma ou duas questões. E vamos avançar para vinhos brancos.

1- Salvo raríssimas excepções, sou dos que defende que Portugal nunca será um "paraíso" para apreciadores/conhecedores de vinho brancos. Mais, nunca fui um grande fã da casta Maria Gomes (também conhecida por Fernão Pires noutras latitudes). Mas, isso não invalida que não dê a "mão à palmatória" perante o seu "Quinta das Bágeiras Maria Gomes 1994", recentemente saído em formato magnum. Que vinho é esse? Intencional? Uma sorte da natureza? Há mais alguma colheita na calha? Em termos de prova, como era esse vinho à nascença?

Como não engarrafei vinho tinto 1993 (assim como 2006) e tinha um compromisso com um amigo de lhe engarrafar todos os anos 250 garrafas magnum, decidi faze-lo com vinho branco. Não o vendi todo. Decidi ficar com ele em cave (para ver a sua evolução) e se possivel vende-lo passados alguns anos. O resultado está à vista. Vendo a o seu pontencial e modificando algums promenores parti para a produção dos garrafeiras Quinta das Bágeiras.

Citação:
2- Julgo que é unânime no meio enófilo o elogio perante o seu "Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco", fruto de um blend entre as castas Bical e Maria Gomes. O que é que cada uma das castas contribui para o lote final? Para além da sua forte propensão para acompanhar queijos, que mais se lhe pode associar à mesa?

Cada casta normalmente contribui com 50%. Nos garrafeiras brancos optamos por fermentação em tonel de madeira avinhada e engarrafmento sem colagem nem filtragem, para podermos ter uma evolução ainda melhor. Alem do queijo pode acompanhar peixes gordos assados no forno.

Citação:
Um grande abraço e... até já!

Pedro
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mario sergio



Registrado: Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010
Mensagens: 19

MensagemEnviada: Ter Fev 09, 2010 12:52 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Olá Mário Sérgio,

Tornou-se recorrente dizer que a Touriga Nacional é a melhor casta portuguesa. Confesso que tenho algumas reservas face a uma posição tão peremptória. E, se há casta que me leva a questionar esse ponto de vista, a Baga é seguramente uma delas.

Mais, sou constantemente fustigado com algo do género: A Bairrada não vende, a casta Baga é só taninos e acidez, aquilo não tem fruta, mais ríspido não podia haver. And so on...!

Ora, acontece que a minha experiência pessoal vai noutro sentido. Passo a explicar: a casta Baga é uma presença frequente nos meus cursos e, uma vez realçadas as virtudes da casta, são poucos aqueles que adoptam uma posição de rejeição. Muito pelo contrário...


E, face ao exposto, sou assolado por uma ou duas inquieações:


1- Estarão os produtores da região e a respectiva comissão vitivinícola a passar a "mensagem" adequada?

Penso que neste momento, ainda não estamos todos a passar a mensagem adequada. Deveriamos acentuar que: os vinhos da Bairrada podem ser um pouco mais dificeis ao primeiro contacto (na prova) mas são altamente gastronómicos. São vinhos com identidade e com um potencial de envelhecimento único.

Citação:
2- Será que distribuidores e retalhistas estarão a seguir estratégias de comunicação adequadas ao produto "Baga"?

Terão de passar a mesma mensagem que acima referi. E também muito importante focar a temperatura de serviço (16 a 18 graus) factor este, extraordinariamente importante.

Citação:
3- No momento em que "escrevinho" este texto, confronto os seus "Quinta das Bágeiras Garrafeira", nas versões 2003 e 2005. E, contrariamente à versão de 2003, constato que o 2005 integra 20% de Touriga Nacional. Alguma razão especial para isso? Essa opção é para manter ou foi meramente circunstancial? No futuro, vai optar por editar as duas versões?

Na vindima de 2005, fiz dois cortes de uvas, na mesma parcela de Touriga Nacional. O último, originou um vinho de excelente qualidade, por isso, resolvemos junta-lo ao Baga das vinhas velhas. Penso que resultou em pleno. Em principio os garrafeiras serão de Baga. O proximo que irei lançar no mercado é o garrafeira 2004 100% Baga.

Citação:
Um grande abraço e... até já!

Pedro
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mario sergio



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Mensagens: 19

MensagemEnviada: Ter Fev 09, 2010 1:14 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Olá Mário Sérgio,

Podem parecer questões menores mas, se calhar...?!


1- Qual o tipo de copo mais indicado para provar e/ou beber os seus "Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco"? São brancos que beneficiam com decantação ou o copo correcto é suficiente?

Para mim o copo mais indicado é o chardonnay.
Algumas colheitas beneficiam com a decantação.

Citação:
2 E nos tintos "Quinta das Bágeiras Garrafeira"como é que é? Quanto tempo de decantação? E a temperatura ideal de consumo? E com que pratos poderemos realçar esses vinhos?

O copo mais indicado é o bourgundy. A decantaçãodepende sempre do ano de colheita, mas 2 a 3 horas penso ser importante. A temperatura (factor essencial) deve estar entre os 16 e os 18 graus. O gosto de cada um é sempre subjectivo, mas com pratos de carne assados no forno penso que combina bem.

Citação:
3- Julgo que é inquestionável o "novo folgo" que Luís Pato trouxe à Bairrada (às vezes Beiras), sobretudo a partir de 1995. Imagina-se a fazer um Baga mais dócil, porventura com desengalce e com recurso a madeira nova? Porquê?

Desde à 20 anos que mantenho esta linha (sempre Bairrada). Tenho tido o reconhecimento pela qualidade dos meus vinhos. Não vejo motivo para alterar. Cada produtor define o seu estilo. Não os deve ter todos.
Como pequeno vitivinicultor-engarrafador, apesar de não me poder dar a grandes luxos, posso-me dar ao "luxo" de alguma teimosia.

Citação:
Um grande abraço e... até já!

Pedro
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MensagemEnviada: Ter Fev 09, 2010 6:05 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Mário Sérgio

Agradeço-lhe mais uma vez ter aceite o nosso desafio para conceder esta entrevista à Nova Crítica - Vinho & Gastronomia, assim como a disponibilidade para responder às nossas questões e partilhar connosco os seus conhecimentos e experiência.

Penso que este contacto com quem faz os vinhos permite compreendê-los melhor e apreciá-los de uma forma diferente.

Muito obrigada.

Paulina Mata
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"Inquisitiveness was a key feature." Heston Blumenthal
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Pedro Gomes



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MensagemEnviada: Qui Fev 11, 2010 2:31 pm    Assunto: Responder com Citação

Caro Mário Sérgio,

Reitero as palavras de Paulina Mata, agradecendo a entrevista que nos concedeu.

Aproveito a ocasião para lhe agradecer a originalidade e qualidade que imprime ao perfil dos seus vinhos. E, só espero que a Quinta das Bágeiras continue fiél aos princípios enológicos que lhe granjearam fama junto dos apreciadores.

Muito obrigado...

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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