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Os Moscatéis da JMF... ou o Elogio da Excelência!
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Pedro Gomes



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MensagemEnviada: Seg Jun 01, 2009 11:39 pm    Assunto: Responder com Citação

E devagar, devagarinho, lá chegámos ao Moscatel de Setúbal 1942, outro dos grandes vinhos em prova:

Belo efeito cromático misturando ambarinos, acobreados e tons acastanhados. Nariz complexo e profundo, indo buscar amêndoa, pinhão, notas de café e uma nuance de vinagrinho. Moderado na corpulência e na viscosidade, conseguindo, por essa via, uma notória finura e elegância de formas. Sabores vigorosos despertam o palato para um final muito longo com uma leve impressão amargosa a misturar-se com os elementos tostados. De arromba...!

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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MensagemEnviada: Dom Jun 14, 2009 8:01 pm    Assunto: Responder com Citação

E, fechando esta incursão pelas amostras de casco demos de caras com o Moscatel de Setúbal 1910.

Profundo e intenso de aromas com uma forte preponderância salina a embeber as notas de iodo e mercúrio. Muito encorpado, muito gordo, um colosso do ponto de vista glicérico. E, não fosse a sua identidade aromática, um vinho marcado por um enorme mimetismo com os grandes Pedro Ximenez. Longo na persistência com os registos compotados muito bem alicerçados na acidez. A dimensão de boca retira-lhe elegância, finura e delicadeza. Mas, em contrapartida, é essa mesma estrutura no palato que fazem dele uma extraordinária base para lotes de Moscatel. Uma espécie de Hulk... em versão líquida!

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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MensagemEnviada: Dom Jun 21, 2009 10:08 pm    Assunto: Responder com Citação

E ainda houve tempo para o JMF Moscatel Roxo 20 Anos, um blend em que o vinho mais novo estagiou vinte anos em cascos de carvalho com cerca de 700 litros.

Ligeiramente baço com uma mescla de tons acastanhados e acobreados a contrastar com os esverdeados do bordo. Leque aromático de largo espectro com nuances salinas e compotadas polvilhadas por café, caramelo e frutos secos. Moderado no corpo e na untuosidade mas, em compensação, munido de uma acidez vibrante a destapar pontas fumadas por entre uma imensidão de tostados e frutos secos. Grande profundidade de sabores, grande complexidade, grande persistência. Graaaaande...!

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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MensagemEnviada: Sex Jul 03, 2009 2:59 am    Assunto: Responder com Citação

De tão focado que estava na prova de Moscatéis, confesso que não provei os vinhos tranquilos servidos durante o almoço (Domingos Soares Franco Moscatel Roxo Rosé 2008, Pasmados Branco 2007 e Hexagon 2003, este último em formato magnum). Limitei-me a usufruir do prazer que dão ao ser bebidos, ainda para mais na companhia dos foristas e do Engenheiro Domingos Soares Franco.

Contudo ainda fiz um forcing final e rabisquei uma linhas sobre um vinho que não o sendo... também o é!

Refiro-me a um Bastardinho da década de 30 do século passado e que é hoje usado pela José Maria da Fonseca como base para os seus engarrafamentos. O vinho constitui, pois, uma espécie de "motor de arranque" para o sempre cobiçado e único Bastardinho 30 Anos desta casa. Aqui vai...

Imponente ao nariz com notas de bolo inglês, mercúrio, frutos secos e um sem-fim de registos tostados, onde o café se assume como protagonista. Imenso na boca com uma profundidade de sabores raramente vista e uma persistência deveras invulgar. Como trave mestra deste conjunto emerge uma acidez brutal, capaz de contrabalançar qualquer doçura excessiva e capaz de nos deixar perceber o porquê da grandiosodade dos vinhos a que dá origem. E que só a José Maria da Fonseca faz!

Só por isso a José Maria da Fonseca merecia entrar em qualquer livro dedicado aos grandes vinhos do mundo. Ponto final parágrafo.

Um grande abraço e... até já!

Pedro
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