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Prova de grandes vinhos australianos
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João Paulo Alsina



Registrado: Terça-Feira, 31 de Agosto de 2004
Mensagens: 331
Localização: Brasília, Brasil

MensagemEnviada: Dom Nov 07, 2004 10:10 pm    Assunto: Prova de grandes vinhos australianos Responder com Citação

Caros colegas,

Gostaria de compartilhar impressões sobre a prova de grandes vinhos australianos do Encontro com o Vinho e Sabores.~
Tirando a má organização, a demora, os atrasos, a falta do palestrante (João Afonso), a temperatura inadequada de serviço dos vinhos, creio que foram servidos alguns vinhos espetaculares.
Na minha opinião: o RWT 2001 pareceu-me espetacular, acima do Grange 1999 - também muito bom, irá melhorar com o tempo. Impressionou-me igualmente o Michael Shiraz 98, excelente, um pouco acima do portentoso John Riddoch 98. O St. Henri Shiraz tinha um aroma estonteante, embora bastante menos concentrado que os demais na boca.
No campo dos brancos, confesso que não me impressionei por nenhum dos três. O Yattarna é com certeza um belo vinho, mas não tão especial quanto imaginava. Não me parece correto dizer que seria o White Grange. Os dois outros são bastante bons, mas não se destacaram.
Creio que essa prova, dada a qualidade dos vinhos provados, deveria ser repetida em condições ideais. Foi pena a ocorrência de tantos problemas justamente em uma prova que tinha tudo para ser espetacular.

O que acham?

Grande abraço,
_________________
JP
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falcao



Registrado: Quinta-Feira, 17 de Outubro de 2002
Mensagens: 5553
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Seg Nov 08, 2004 11:25 pm    Assunto: Responder com Citação

Bem, sobre os vinhos propriamente ditos, sobre a excelência e o eclectismo da escolha, pouco há a dizer que não sejam elogios. Os presentes na prova foram presenteados com uma escolha representativa de um certo estilo australiano, um estilo sensual, apelativo, de excelente nível qualitativo, sem nunca descurar preços aceitáveis, aliados a quantidades muito razoáveis (suficientes para alimentar um mercado mundial sedento destes produtos).

A organização pecou por uma ou outra falha (que tenho a certeza serão colmatadas no futuro), nomeadamente temperaturas de serviço, com a habitual pecha nacional de servir os brancos frios demais e os tintos quentes demais... Mas os serviços são subcontratados, e por vezes há detalhes que escapam. Estou seguro que o esquema será afinado no futuro.

Depois, correndo o risco de ser mal interpretado nesta crítica (mas há que fazê-la!), há que salientar e destacar, pela negativa, o enorme desrespeito e falta de educação de vários participantes! Tivemos participantes a falar teimosamente ao telemóvel (sem sequer ter o cuidado de baixar a vóz) durante a apresentação inicial de António Nora (um excelente cartão de visita da total falta de civismo nacional), participantes que mostravam sinais evidentes de algum entusiasmo etílico, participantes que não perderam a ocasião para por a conversa em dia, participantes que não perdiam oportunidade de afirmar alto e bom som (para quem os quisesse... e não quisesse ouvir) que estes vinhos estrangeiros não são coisa para se bater com um bom Bairrada ou Alentejo, nem sequer são muito diferentes ...
Por favor, um pouco de respeito pelos restantes participantes (que também pagaram bilhete), pelo apresentador e "seleccionador" dos vinhos! O silêncio não teria feito mal a ninguém e todos teríamos tirado muito maior partido da prova!

Quanto aos vinhos propriamente ditos, conhecia vários (das colheitas apresentadas e outras) e tinha bastante curiosidade em conhecer outros. Nos brancos o Roxburgh é um velho conhecido e mostrou o que vale, mesmo tendo em conta as dificuldades do ano 2002. Precisa de muito mais tempo em garrafa, precisa de amaciar a madeira ainda bem evidente, mas será um belo Chardonnay no espaço de 5/6 anos. O Eden Valley Reserve Riesling foi uma enorme desilusão, um Riesling simples, um branco para consumo imediato, demasiado óbvio, sisudo, em suma, uma desilusão.
O Yattarna explicou cabalmente a sua fama, um belíssimo Chardonnay, mesmo que nesta fase esteja um garoto muito imberbe. Belíssimo! O comprimento final, a elegância, a harmonia são merecedoras dos maiores elogios.

Nos tintos, fiquei perplexo com o RWT 2001, um vinho que se aproxima da perfeição (descontando o exagero evidente da afirmação). A subtileza, o equilíbrio, a proporção quase milimétrica entre fruta, floral (magníficas violetas), madeira, frescura só estão ao alcance de alguns! A textura do vinho é quase estonteante!
Mas apesar disto, apesar de facilmente admitir que o RWT 2001 era qualitativamente o melhor vinho em prova, o vinho que mais me tocou foi o St Henry! Que vinhão! Que personalidade! A ligação St Henry/velho mundo é imediata, com forte eco nas profundas notas de caça, vísceras e terra que se libertam do copo. A grande surpresa da noite!
O Grange é evidentemente um excelente vinho, mesmo de um ano menor... mas precisa de tempo para mostrar o que vale.
Dos dois Wynn's o que dizer? Dois excelentes vinhos, vinhos superiores, duas forças da natureza (e do homem) que representam na perfeição o estilo "pin-up" de algum vinho australiano. Não acredito que alguém possa ficar indiferente!

O Balmoral... bem, já sabem a minha opinião sobre os Balmoral, uma marca que sigo com atenção há bastantes colheitas... O Mountain Blue diz-me relativamente pouco (em vinhos deste contexto), um estilo demasiado ostentatório, muita menta, gengibre e eucalipto, muita fruta demasiado generosa, alguns excessos... Apesar disso será porventura o vinho mais fácil de convencer, e tem tudo para arrasar a concorrência!

Em suma, uma excelente prova, que espero tenha alargado mentalidade e paladares para outros horizontes.
 
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Miguel Duarte



Registrado: Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2002
Mensagens: 168
Localização: Loulé

MensagemEnviada: Ter Nov 09, 2004 1:35 am    Assunto: Responder com Citação

Realmente as minhas expectativas eram altas para esta prova de alguma forma, não saíram defraudadadas.
O número insuficiente de copos para a prova foi sem dúvida, a par das temperaturas a maior falha, contudo nem tudo pode ser perfeito...

No toca aos vinhos destaco claramente os três que mais me marcaram e entusiasmaram, sem dúvida o YAttarna, um Chardonnay espectacular, muito complexo, um uso da madeira perfeito. Nos tintos, (parece que é unânime) o RWT, foi simplesmente esmagador, uma concentração incrível, sem contudo perder o equilibrio, é dos tais que concilia, o que á partida parece impossível. Contudo o St Henry era aromaticamente fantástico, numa estilo mais subtil, contudo ponho-o empatado com o RWT. O Riesling aromaticamente era interessante, mas tinha uma boca muito vaga e curta. Foi uma desilusão.

No geral verificou-se a enorme qualidade e potencial dos vinhos deste país, que é-nos tão distante, vinhos concentradíssimos, de guarda e extremamente complexos, pois em nenhum deles consegui descortinar traços típicos das castas, em perticular do Cabernet e do Syrah, era impossível adivinhar-lhes a origem ( eu pelo menos Sad ).
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Tiago Teles



Registrado: Segunda-Feira, 21 de Outubro de 2002
Mensagens: 2137
Localização: Portugal

MensagemEnviada: Ter Nov 09, 2004 2:10 pm    Assunto: Responder com Citação

falcao escreveu:
Depois, correndo o risco de ser mal interpretado nesta crítica (mas há que fazê-la!), há que salientar e destacar, pela negativa, o enorme desrespeito e falta de educação de vários participantes! Tivemos participantes a falar teimosamente ao telemóvel (sem sequer ter o cuidado de baixar a vóz) durante a apresentação inicial de António Nora (um excelente cartão de visita da total falta de civismo nacional), participantes que mostravam sinais evidentes de algum entusiasmo etílico, participantes que não perderam a ocasião para por a conversa em dia, participantes que não perdiam oportunidade de afirmar alto e bom som (para quem os quisesse... e não quisesse ouvir) que estes vinhos estrangeiros não são coisa para se bater com um bom Bairrada ou Alentejo, nem sequer são muito diferentes ...
Por favor, um pouco de respeito pelos restantes participantes (que também pagaram bilhete), pelo apresentador e "seleccionador" dos vinhos! O silêncio não teria feito mal a ninguém e todos teríamos tirado muito maior partido da prova!

Rui, como te compreendo.
É necessário acabar com a ideia errada de que o saber pode ser desvalorizado e de que há coisas que não é possível fazer, ou que se fazem menos bem se não se souberem. A aprendizagem implica necessariamente esforço, tempo e disciplina.
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
Mensagens: 1102
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Ter Nov 09, 2004 9:23 pm    Assunto: Responder com Citação

Porque também participei na prova dos "Grandes da Austrália" tenho seguido com alguma atenção este tópico.
Como é natural acontecer, tanto no que se refere aos elogios como às críticas negativas, há aspectos em que me identifico com os intervenientes. Noutros nem tanto. São as virtudes e os inconvenientes da liberdade de pensamento.
Mas há um aspecto que me parece verdadeiramente crucial e que ainda não foi referido: quantas vezes, neste tipo de eventos, o preço unitário das garrafas e o número de participantes envolvido determinam que só se consiga "molhar os lábios", facto que inviabiliza a real percepção da qualidade dos vinhos Question
Nada disso aconteceu: todos os participantes na prova puderam dispor de uma quantidade generosa de vinho e, embora não tenha sentido necessidade, estou convencido que se tivesse pedido um "reforço", o meu pedido seria atendido. Very Happy
Isso é fundamental para a credibilização deste tipo de eventos e, nesse particular, os meus parabéns à Vinho & Coisas.
Uma prestação exemplar!

P.S. E, desde já, lanço o repto: promovam até à exaustão este tipo de iniciativas. Só temos a ganhar com isso. Todos nós!
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falcao



Registrado: Quinta-Feira, 17 de Outubro de 2002
Mensagens: 5553
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Ter Nov 09, 2004 9:58 pm    Assunto: Responder com Citação

Tiago Teles escreveu:
(...) A aprendizagem implica necessariamente esforço, tempo e disciplina.


Não há dúvida que nos entendemos bem...
 
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Pedro Alvares



Registrado: Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2004
Mensagens: 129
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 12:15 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Nada disso aconteceu: todos os participantes na prova puderam dispor de uma quantidade generosa de vinho e, embora não tenha sentido necessidade, estou convencido que se tivesse pedido um "reforço", o meu pedido seria atendido. Very Happy
Isso é fundamental para a credibilização deste tipo de eventos e, nesse particular, os meus parabéns à Vinho & Coisas.
Uma prestação exemplar!


Quando Antonio Nora se despediu encerrando a prova ficou em falta o merecido aplauso da praxe por parte dos participantes. Houve apenas manifestação deselegante de crítica por parte talvez de algum alcólico que não quis ficar anónimo.
Notei uma assistência em média muito mais jovem que na outra prova em que participei - queijos e vinhos. Há uma nova geração que não tem preconceitos em relação aos vinhos estrangeiros.
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Jorge Sousa



Registrado: Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2002
Mensagens: 163
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 12:25 am    Assunto: Responder com Citação

Bom, também eu estive presente nesta prova especial de vinhos Australianos.

Ao contrário do Falcão, a minha não condescendência com o desrespeito, a falta de educação e de civismo por parte de alguns participantes, é proporcional à falha de organização que envolveu esta prova.

Naturalmente que os serviços são subcontratados, e de facto há situações que às vezes fogem um pouco de controle. Só quem organiza pode falhar...

De qualquer forma, não podemos escamotear a verdade de que a responsabilidade final é sempre de quem organiza e escolhe os serviços; E de facto esta prova ficou um pouco ensombrada por algumas falhas que condicionaram defenitivamente uma mais cuidada e prazenteira degustação e avaliação dos vinhos.

Começou logo por falhar no serviço de copos. Dez vinhos tiveram de ser provados em seis copos, o que implicou desde logo uma gestão de copos que condicionou no mínimo, uma avaliação global dos vinhos e uma percepção da sua evolução no copo.

A temperatura de serviço dos vinhos também falhou. Os brancos, como já se referiu, foram servidos demasiado frios e os tintos, pelo contrário, demasiado quentes.

Os senhores que serviram os vinhos nos copos, amiúde esqueceram-se de servir alguns provadores, desorientaram-se na ordem(esquema) de serviço e precisaram de ser chamados à atenção para nivelar o vinho em cada copo. Não fosse o Luís Antunes levantar-se e por um pouco de ordem no serviço, e ainda hoje lá estaríamos...

Por fim, já o António Nora tinha acabado de apresentar e comentar os vinhos em prova , enquanto naturalmente, alguns provadores ainda estavam a apreciar os últimos vinhos, quando uma senhora da organização irrompeu pela sala, a mandar sair as pessoas, porque já era muito tarde. Isto depois da prova ter começado 1 hora e 10’ depois do horário inicialmente previsto.
Certamente, lá teria as suas razões, mas foi de uma indelicadeza primária.

Lamento assim todas estas questões. O interesse da prova exigia um comportamento mais adequado de alguns provadores mas também um maior cuidado nestas questões de organização e serviço. Penso sinceramente não estar a ser demasiado exigente uma vez que me estou a referir a princípios básicos que regem as provas de vinhos.

Felizmente fiquei numa zona da sala onde a “murmuração” não foi tão intensa e os provadores estiveram cada um concentrados na sua prova.

Fiquei com a idéia, que no final as opiniões gerais divergiram mas para mim, e apesar dos contratempos, a prova valeu bastante a pena.
Foi como uma folha em branco que se começou a escrever.

Quantos aos vinhos propriamente ditos:

O Roxburgh Chardonnay 2002 apresentou intensos aromas de baunilha e amêndoa, a interagir com a fruta limonada. Complexo, de corpo robusto, mas fresco e de persistência longa.
A contrastar o Eden Valley Reserve Riesling 2001 revelou-se magro, aquém na acidez e de facto pouco atractivo, redundando numa desilusão.

Para último ficou um excelente branco- o Yattarna Chardonnay 2001- Um branco que foi criado com a pretensão de atingir o nível de qualidade do Penfolds Grange. Não sei se o é, mas que é um grande vinho, lá isso é. Enorme na intensidade e qualidade dos aromas, é complexo, volumoso mas elegante, cheio, harmonioso e perdura...perdura...
Pena o preço, que ronda a módica quantia de +/- 68 €!...
Lastimo ainda mais, não o ter podido apreciar mais tempo na evolução de copo durante esta prova (o tal problema de copos).

Já no que toca a tintos os Rosemount agradaram- o Mountain Blue mais redondo e elegante, o Bamoral mais vegetal e pujante.

Os dois Wynns Coonawarra Michael Shiraz e John Riddoch Cabernet Sauvignon , ambos de 98, são dois varietais de boa qualidade, que me surpreenderam bastante. De facto, imperdiveis pela excelência dentro do estilo.

Depois foi colocado em prova o RWT 2001. Um exemplo extraordinário de equilíbrio, consistência e harmonia. É difícil apontar-lhe aspectos menos positivos, por mais pequenos que sejam.

Já o ST. Henry Shiraz 2000 é um estilo Australiano diferente mas também bastante apelativo e agradável. Ao contrário dos outros evidência a maturação em grandes depósitos (1460 lt) de carvalho usado, que permitiram a evolução do vinho sem lhe conceder as características demasiado marcantes da madeira. Tem uma personalidade forte mas , para mim, não foi o vinho da noite.

Finalmente o Grange 99, quanto a mim impôs-se aos outros pela complexidade dos aromas onde domina um perfume floral intenso como ainda não tinha encontrado em mais nenhum vinho. É elegantíssimo e talvez apenas peque por alguma falta de “musculatura” e um comprimrnto de boca que se esperaria mais longo.
Só por isso o coloco no mesmo patamar do RWT e dos Wynnns.

No cômputo geral uma prova interessante, reveladora mas também estimulante no sentido da descoberta de novos horizontes.
Pena as lacunas de organização e de serviço, que envolveram a prova...

Um abraço, JS
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Jorge Sousa



Registrado: Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2002
Mensagens: 163
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 12:32 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:

Mas há um aspecto que me parece verdadeiramente crucial e que ainda não foi referido: quantas vezes, neste tipo de eventos, o preço unitário das garrafas e o número de participantes envolvido determinam que só se consiga "molhar os lábios", facto que inviabiliza a real percepção da qualidade dos vinhos Question
Nada disso aconteceu: todos os participantes na prova puderam dispor de uma quantidade generosa de vinho e, embora não tenha sentido necessidade, estou convencido que se tivesse pedido um "reforço", o meu pedido seria atendido. Very Happy
Isso é fundamental para a credibilização deste tipo de eventos e, nesse particular, os meus parabéns à Vinho & Coisas.
Uma prestação exemplar!


Concordo em absoluto com o Pedro!
Aqui junto os meus parabéns e o meu aplauso.
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dionísio



Registrado: Quinta-Feira, 8 de Mai de 2003
Mensagens: 71
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MensagemEnviada: Qua Nov 10, 2004 5:28 pm    Assunto: Responder com Citação

Subscrevo as palavras do Jorge Sousa e as do Falcão em relação às questões já referidas em cima...Depois de ouvir alguém a falar alto ( o que estranhei...) só vim a compreender o que se passava momentos depois Shocked é espantoso as figuras triste que se fazem em certos locais a falar ao telemóvel...
Quanto à "falta de copos" também não achei muita piada...teria mantido os brancos em copo de bom agrado até ao fim...
Enfim, gostaria só de destacar os que me supreenderam mais:
Nos Brancos gostei mesmo muito do promeiro a ser servido, o ROXBURG. Foi um prazer prová-lo...
Nos tintos o primeiro que me merece destaque foi o varietal JOHN RIDDOCH Cabernet Sauvignon. Muito bom.
Agora para mim o vencedor da noite, e aí estou inteiramente de acordo com as palavras do Falcão, foi o St. HENRY Cool Que agradável surpresa Wink
_________________
Bonum vinum laetificat cor hominis

Joaquim Carvalho
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
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MensagemEnviada: Sex Nov 12, 2004 12:39 am    Assunto: Responder com Citação

Tenho acompanhado com enorme interesse este tópico porque eu próprio participei nesta prova. E, não escondo que sinto alguma perplexidade porque esperava ser confrontado com inúmeras referências ao Grange e, nada disso aconteceu. Se exceptuarmos as referências do Rui Falcão e do Jorge Sousa, praticamente ninguém dá conta da sua apreciação em relação a esse vinho. Question
Fala-se de Michael, John Riddoch, RWT, St. Henry e Grange... nem vê-lo! Shocked
Fico na dúvida: o vinho decepciona ou o silêncio é de ouro? Wink
Que comentário vos merece " a menina dos olhos" de Max Schubert?
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Jorge Sousa



Registrado: Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2002
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MensagemEnviada: Sáb Nov 13, 2004 11:17 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:

Fico na dúvida: o vinho decepciona ou o silêncio é de ouro? Wink

Confused Rolling Eyes Question ...
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falcao



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MensagemEnviada: Seg Nov 15, 2004 9:34 pm    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:
Tenho acompanhado com enorme interesse este tópico porque eu próprio participei nesta prova. E, não escondo que sinto alguma perplexidade porque esperava ser confrontado com inúmeras referências ao Grange e, nada disso aconteceu. Se exceptuarmos as referências do Rui Falcão e do Jorge Sousa, praticamente ninguém dá conta da sua apreciação em relação a esse vinho. Question
Fala-se de Michael, John Riddoch, RWT, St. Henry e Grange... nem vê-lo! Shocked
Fico na dúvida: o vinho decepciona ou o silêncio é de ouro? Wink
Que comentário vos merece " a menina dos olhos" de Max Schubert?


Não sei, penso que neste tipo de provas/eventos os vinhos mais famosos e prestigiados tendem a ser penalizados pelos participantes. São autênticos mitos, são caros, são muito falados (e pouco provados), geram expectativas demasiado elevadas... e depois a realidade encarrega-se de colocar as coisa nos eixos.
A gestão de expectativas é um dos parâmetros que mais prejudica os vinhos famosos. São vinhos provados poucas vezes numa vida, e de tanto ouvir falar maravilhas e elogios, espera-se no mínimo um "orgasmo enófilo", campainhas a tocar e espasmos de prazer a percorrer o corpo... E depois as desilusões são grandes.

É injusto? Ai sim, de certeza, mas é uma realidade da vida...
 
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Pedro Gomes



Registrado: Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004
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MensagemEnviada: Seg Nov 15, 2004 11:45 pm    Assunto: Responder com Citação

Rui,

Certo, certísssimo! Mas tu já tinhas levantado a "ponta do véu" em relação ao Grange. E a minha intenção era ouvir outras sensibilidades. Acontece que ninguém parece estar para aí virado. Confused
E isso cria-me alguma inquietação porque, sendo incontestavelmente o vinho mais penalizado do painel, me impressionou particularmente pela persistência final (ainda só leva 5 anos e já dá conta de um final em leque).
Só que ninguém fala nisso. Rolling Eyes Estarei sózinho nesta minha avaliação? Sad
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Jorge Sousa



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MensagemEnviada: Ter Nov 16, 2004 1:05 am    Assunto: Responder com Citação

Pedro Gomes escreveu:

...E isso cria-me alguma inquietação porque, sendo incontestavelmente o vinho mais penalizado do painel, me impressionou particularmente pela persistência final (ainda só leva 5 anos e já dá conta de um final em leque).
Só que ninguém fala nisso. Rolling Eyes Estarei sózinho nesta minha avaliação? Sad

Pedro,
não sei este vinho foi o mais penalizado do painel, de qualquer forma o Grange 99 não me impressionou particularmente pela persistência final.
Como tive oportunidade de referir, o que mais me marcou neste vinho foi o seu extraordinário aroma perfumado e não tanto a sua persistência.
Assumo no entanto que a rapidez com que nos despacharam da sala tenha penalizado, de alguma forma, a minha avaliação deste vinho, particularmente porque foi o último a ser servido.
Gostava também de ouvir outras "sensibilidades"...
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